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Macaíba presta homenagem ao pioneiro da aeronáutica brasileira

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Nesta quinta-feira (12), o município de Macaíba realiza homenagem para um dos filhos mais ilustres: Augusto Severo. A cerimônia acontece a partir das 9h, na Praça Augusto Severo (Praça do M), no Centro da cidade. Este ano fazem 114 anos da morte do pioneiro da Aeronáutica Brasileira.

Um grupo de estudantes da Escola Estadual Augusto Severo, ao qual Maranhão é patrono, participa das atividades que homenageiam seu mestre. A banda marcial da Aeronáutica realiza apresentação no evento.

As autoridades do município esperam a presença no evento do Brigadeiro do Ar, Pedro Luís Farcic, comandante da 1ª Força Aérea e do Coronel Aviador Antônio Santoro, comandante da Base Aérea de Natal.

Sobre Augusto Severo

O aeronauta Augusto Severo de Albuquerque Maranhão nasceu em Macaíba no dia 11 de janeiro de 1864. Irmão dos também ilustres Alberto Maranhão e Pedro Velho, o macaibense destacou-se também em outras atividades como a política e o jornalismo. Iniciou seus estudos primários na cidade de Macaíba, de onde seguiu para Salvador, na Bahia, até chegar a então capital do Império, o Rio de Janeiro, completando sua formação na Escola Politécnica.

Teve grande papel na política da recente República Brasileira, participando da assembleia que criou o Texto Constitucional de 1891. Voltou para a Câmara em 1893 para preencher deixada pelo seu irmão, Dr. Pedro Velho, ao qual se elevou ao cargo de governador do Rio Grande do Norte. Ainda como deputado, iniciou um dos seus mais ousados projetos: o dirigível Bartholomeu de Gusmão. Surpreendendo o mundo, o inventor macaibense construiu uma aeronave revolucionária, entretanto, devido aos problemas técnicos, o dirigível de Maranhão se partiu no ar no seu primeiro teste sem as amarras, uma queda que não destruiu seu sonho. No começo do século XX, Maranhão se afastou da política para conceder vida a sua utopia, projetando e construindo o dirigível Pax, onde demostrou sua genialidade e perspicácia.

Em um grande evento, junto com seu mecânico Georges Saché, Augusto Severo elevou o seu dirigível por mais de 400 metros em solo francês, realizando diversas manobras que mostrava que o sonho tinha se tornado realidade, o homem podia voar. Após cerca de 10 minutos no ar, o Pax explodiu subitamente, levando seus dois tripulantes ao solo e consequentemente a morte. Severo morreu acreditando no seu sonho, um exemplo para todos que partilham de sua origem.

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