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Educação pública de qualidade, eu acredito!

Por Luis Antonio Namura Poblacion  – Educador. 

A migração de alunos das escolas particulares para as públicas registra altas seguidas há alguns anos e em 2018 não será diferente. Um importante indicador que mostra que o fenômeno ainda está em ascensão são as inscrições para vagas nas redes de ensino municipal e estadual, que terminam em poucos dias, até mesmo horas, de acordo com a boa fama da instituição de ensino. Para ser ter ideia, só em São Paulo, o número de alunos que migrou para a rede pública aumentou em 25% em cinco anos. Esse aumento crescente se justifica não só pela crise econômica, que vem apertando o orçamento das famílias e mantendo a taxa de desemprego lá no alto; mas também pelos bons resultados no ensino de muitas escolas públicas. As mais procuradas pelos pais são justamente aquelas com melhor desempenho. E o sucesso dessas se espalha rapidamente.

Portanto, o principal desafio da educação pública, diante desse novo panorama, é o de aumentar a qualidade do ensino ofertado e manter a excelência nas escolas onde os bons frutos já aparecem e são reconhecidos. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) tem apresentado resultados positivos crescentes ao longo dos anos. Em 2015, por exemplo, a média das notas nos anos iniciais do Ensino Fundamental foi 5,5. Mas a meta estipulada pelo Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) para 2022 é 6,0, média correspondente a um sistema educacional de qualidade comparável a de países desenvolvidos. Eu acredito que conseguiremos alcançá-la ou, pelo menos, chegaremos bem próximo. Mas, para isso, é fundamental que o poder público ofereça uma boa capacitação àqueles que exercem o papel mais importante em todo o processo de ensinar nossas crianças: os professores. Eles precisam ter acesso a uma metodologia atualizada de ensino, moderna e instigante, que contribua não só para transmitir os conteúdos didáticos tradicionais, mas que desenvolva também nos alunos tanto as habilidades cognitivas quanto as socioemocionais, a fim de contribuírem efetivamente na formação dos cidadãos do futuro.

Torna-se urgente modernizar a metodologia de ensino nas escolas públicas. O “ensino industrial” empregado há muitos anos já não é o mais adequado para transmitir o conhecimento, não supre todas as necessidades inerentes aos nossos alunos nativos digitais, em um mundo em que tudo muda num piscar de olhos. Nossos professores da rede pública devem acompanhar essa constante ebulição de novidades e, para isso, precisam de cursos de aperfeiçoamento profissional. As Secretarias de Educação têm de estar atentas e preocupadas com essa questão quando desenvolverem seus planos de trabalho para 2018.

Intensificar a formação profissional de educadores para que desenvolvam novas habilidades é o caminho para uma educação de qualidade na escola pública! Giz e quadro negro não são mais as ferramentas principais de um professor. Agora, ele precisa ser munido de recursos digitais, elementos lúdicos de aprendizagem e ferramentas diversas que permitam que ele também transmita ensinamentos de uma forma criativa, inovadora e fique tão antenado em temas atuais quanto seus alunos. O Governo do Estado de São Paulo já deu um passo à frente, autorizando o uso de celulares em sala de aula em todas as escolas da rede estadual, como mais uma ferramenta de ensino e aprendizagem. Centenas de escolas de municípios do interior paulista também já contam com laboratórios de informática e fazem uso de diversos recursos tecnológicos, como tablets e aplicativos educativos para estimular o aprendizado das disciplinas.

A educação pública pode, sim, ser de qualidade! Basta que os governantes reúnam esforços em prol de nossas crianças, para que estejam preparadas para encarar o futuro que já bate à nossa porta.

Sustentabilidade deve ser um dos pilares empresariais

Por Janguiê Diniz – Reitor do Centro Universitário Maurício de Nassau

Há vinte anos, poucos empresários consideravam importante o respeito ao meio ambiente. Atualmente, a sustentabilidade é um elemento central na atividade e cada vez mais essencial na estratégia das empresas. Durante muito tempo se acreditou, erroneamente, que a sustentabilidade estaria diretamente relacionada ao meio ambiente. Entretanto, essa ideia é dividida em três principais pilares: social, econômico e ambiental. Para se desenvolver de forma sustentável, uma empresa deve atuar de forma que esses três pilares coexistam e interajam entre si de forma plenamente harmoniosa.

O pilar ambiental refere-se, basicamente, à preservação do meio ambiente e dos recursos naturais, além da redução do desperdício de materiais. O social compreende ao capital humano relacionado às atividades do empreendimento, incluindo a comunidade, o público-alvo, os fornecedores e a sociedade em geral. E finalizando, o econômico inclui assuntos referentes à produção, distribuição e consumo de bens e serviços, considerando os pilares ambiental e social.

Para a ONU, entre os dez objetivos que o mundo poderia adotar para atingir o desenvolvimento sustentável estão erradicar a pobreza extrema, incluindo a fome; assegurar o aprendizado efetivo de todas crianças e jovens para a vida e a subsistência; alcançar a saúde e o bem-estar para todas as idades; melhorar os sistemas agrícolas e aumentar a prosperidade rural; tornar as cidades mais inclusivas, produtivas e resilientes; entre outras.

O desenvolvimento sustentável já é um assunto recorrente na sociedade mundial. A assiduidade das pautas de discussão está ligada diretamente a urgência e a necessidade de se criar movimentos para equilibrar as ações desenvolvimentistas do homem e da preservação dos recursos naturais. Assim, pensar no desenvolvimento sustentável implica considerar a necessidade de recuperar o patrimônio natural, preservar os ecossistemas e definir o uso racional dos recursos, permitindo o equilíbrio socioeconômico e cultural.

Mundialmente, o consumidor brasileiro é menos preocupado com a preservação dos recursos naturais do que os consumidores dos países desenvolvidos. Nos EUA, ações de premiação para as empresas que agem sustentavelmente já alcançam 50% da população consumidora. Essa relação fica ainda mais clara quando analisamos o percentual das pessoas que buscam os produtos ecologicamente corretos: nos países desenvolvidos esse número é de 39%, enquanto aqui, os percentuais são de 13%.

O papel da educação e da erradicação da pobreza é extremamente importante para atingir os objetivos propostos pela ONU. Um país que investe em educação está investindo em desenvolvimento – econômico e sustentável. É preciso criar e ter a consciência de que assegurar esse equilíbrio entre o desenvolvimento dos países e a preservação do meio ambiente, significa, acima de qualquer outro objetivo, garantir que nossos filhos, netos e bisnetos tenham condições mínimas de sobrevivência.

A busca das empresas pelo equilíbrio de suas ações nas áreas econômica, ambiental e social, visando à sua sustentabilidade e a uma contribuição cada vez mais efetiva à sociedade, é hoje um fato. Para medir esse equilíbrio, alguns modelos e ferramentas de gestão, globalmente aceitos, têm sido utilizados no dia-a-dia empresarial para o aperfeiçoamento de seus processos e ações.

Mas a sustentabilidade, entendida no ambiente corporativo como fator estratégico para a sobrevivência dos negócios, é bem mais que um princípio de gestão ou uma nova onda de conceitos abstratos. Representa um conjunto de valores e práticas que deve ser incorporado ao posicionamento estratégico das empresas para definir posturas, permear relações e orientar escolhas.

Ensino técnico é opção para jovens driblarem o desemprego

Por – Luiz Antonio Namura Poblacion,  presidente do grupo Vitae Brasil

O Brasil é um país marcado pela desigualdade social. E isso pode ser percebido em diversos setores. Um dos mais importantes é a educação, o que afeta diretamente o emprego e a qualidade de vida dos trabalhadores. Pesquisa recente da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostrou que o brasileiro com diploma de nível superior tem remuneração 140% maior do que um profissional que concluiu apenas o Ensino Médio. Essa é a maior diferença entre os 40 países analisados no estudo.

O Ensino Superior ainda é algo quase inatingível para brasileiros de algumas regiões do país. No Maranhão, por exemplo, apenas 7% da população entre 25 e 37 anos frequentam uma universidade. Já no Distrito Federal esse contingente sobe para 35%, o que ainda é pouco. E em todo o país, apenas 15% dos universitários conseguem se formar. De acordo com a OCDE, esse índice é mais baixo do que a metade da média mundial, que é de 37%;  e também menor do que o de países vizinhos como Argentina, Colômbia e Chile – todos na casa dos 22%.

Uma das principais causas é o alto custo para se cursar uma faculdade, visto que são muito poucas as universidades públicas do país; e para conseguir vaga em uma delas é necessária uma boa preparação – que custa caro –  para competir com outros milhares de estudantes. A solução que muitos encontram é recorrer aos financiamentos estudantis e às bolsas, tanto que 75% dos estudantes universitários brasileiros estão em instituições privadas, enquanto a média mundial é 33%.

O que muitos ainda não percebem é que ter um diploma de Ensino Superior não é a única forma de conseguir um bom emprego. É preciso que os estudantes e empresários valorizem a mão de obra técnica, que é extremamente necessária. Esse desprestígio de carreiras ligadas a um diploma de Ensino Médio Técnico gera preconceito inclusive entre os jovens, que querem estudar para trabalhar em escritórios e não para atuar como mecânicos. O Brasil ainda investe pouco em Ensino Técnico. Apenas 9% dos estudantes de Ensino Médio recebem formação técnica – enquanto que nos países da OCDE esta média é de 46%.

Não bastasse a crise econômica que reduz as vagas em todos os setores, esse quadro educacional se reflete diretamente no alto nível de desemprego que atinge os trabalhadores com menor qualificação profissional do país. Além de salários maiores, profissionais com Ensino Superior têm taxa de desemprego menor. No segundo trimestre deste ano, a taxa de desemprego entre profissionais com Ensino Superior foi de 6,4% enquanto que entre trabalhadores com apenas o Ensino Médio foi de 14,6%.

Por isso, é fundamental valorizar o Ensino Médio Técnico, que garante aos jovens uma profissão, em setores tão carentes de mão de obra especializada. É preciso com urgência mudar esse cenário. O diploma técnico abre portas e pode mudar a cara do desemprego do país.

Outra vez: Governo aparece na mídia falando em erradicar analfabetismo

Por Tadeu Oliveira

Mais uma campanha de combate ao analfabetismo

Muitos potiguares acima de 15 anos de idade não sabem ler nem escrever, exatamente 15,75% de analfabetos. Gente que segura a barra diariamente para entender uma placa de sinalização, acessar conta bancária ou saber itinerário de um ônibus – salvo pela numeração das linhas. Sem escolaridade, esses cidadãos e cidadãs têm até dificuldade para conquistar empregos e ficam, muitas vezes, na dependência do sistema político para sobreviver.

Agora, representantes do governo aparecem na mídia falando em mais uma campanha para erradicar o analfabetismo em terras potiguares, a intenção propalada é de até zerar os índices na gestão atual.

As últimas campanhas não saíram dos holofotes e das planilhas de mídia de propaganda, e  de entrevistas de autoridades e “técnicos” citando as mesmas frases de efeito.

Para estudo, existe uma espécie de referência que foi a campanha realizada pelo prefeito de natal Djalma Maranhão, conhecida como “De Pé no Chão Também se Aprende a Ler”. Na verdade, a campanha aconteceu, teve algum proveito, se perdeu no tempo, e o analfabetismo, inclusive em Rocas e Brasília Teimosa, bairros envolvidos no projeto, permaneceu até a atualidade.

Outra que existiu e marcou presença foi a chamada escolar coordenada pelo então secretário da Educação, professor João Faustino, que fez no RN o “Censo Escolar” para conhecimento da realidade educacional das famílias em todos os municípios do RN. O prefeito Marcos Formiga, por sua vez, realizou nos bairros de Natal, com ampla cobertura radiofônica, a campanha contra o analfabetismo intitulada de “Em Casa também se aprende a ler”. Na verdade, outra que ficou perdida no tempo, pois se teve alguma eficácia, não foi mantida por gestões municipais posteriores.

Nos últimos anos a confiança da população em campanhas de alfabetização já não existe. Para alterar o vergonhoso índice de analfabetismo confio nas ações da sociedade organizada, mas essa hoje está deixando a educação em segundo plano para rezar e orar contra a violência urbana.

Liberdade e civismo

Por Luiz Gonzaga Bertelli — Presidente Administrativo do CIEE 

Foi em 7 de setembro de 1822 que o Brasil conquistou autonomia política, ao ser declarado independente por D. Pedro I – que viria a ser o primeiro imperador do país. A separação de Portugal custou aos cofres públicos dois milhões de libras esterlinas. Como não tinha dinheiro em caixa, foi feito um empréstimo à Inglaterra, o que deu origem à dívida externa brasileira.

A Independência não provocou rupturas sociais. A escravidão e a estrutura agrária mantiveram-se. Uma das principais causas para a independência foi a insatisfação da elite rural em relação à falta de liberdade econômica e às altas taxas de impostos exigidas pela metrópole. É bom lembrar que todo o comércio internacional deveria ser realizado com Portugal, o que chegou a causar uma grave crise de abastecimento.

O certo é que, em relação aos nossos vizinhos, o Brasil foi um dos últimos a conseguir emancipação política: Colômbia (1810); Venezuela (1811); Argentina (1816); Chile (1818) e Peru (1821). Esse atraso, de certa forma, afetou vários setores, especialmente o processo educacional. No período colonial, a educação básica esteve sempre atrelada à ação jesuítica. Só no século XIX, com a chegada da Família Real ao Brasil, criaram-se os dois primeiros cursos superiores, de medicina e engenharia.

Mas a educação continuou em segundo plano, gerando uma população com altas taxas de analfabetismo e carência de profissionais de nível superior, diferentemente do que ocorria nas colônias espanholas. Em 1538, foi criada a Universidade de São Domingos, na República Dominicana, e em 1551, a do México e a de Lima, no Peru. A Universidade Federal do Amazonas, considerada a primeira do Brasil, só surgiu em 1909. E a de São Paulo, a mais importante do país, apenas em 1932, fruto da iniciativa de lideranças paulistas, entre os quais Júlio de Mesquita Filho, mandatário do jornal O Estado de S. Paulo.

Apesar de ter criado um gargalo no ensino – ainda não resolvido até hoje –, o legado da Independência insere na sociedade uma mensagem de liberdade e civismo, tão importante para que a população enfrente as mazelas sociais e siga seu caminho rumo ao desenvolvimento sustentável.

Ensino Religioso nas escolas: “Uma lição de tolerância”

Ontem, uma notícia movimentou educadores e pais preocupados com a educação integral dos filhos: estava pronta para entrar em julgamento no Supremo Tribunal Federal a ação na qual a Procuradoria Geral da República pede a proibição de ensino confessional nas escolas públicas. Na avaliação daqueles que lidam com os jovens, como é meu caso, a discussão sobre esse delicado tema deve ser bem mais ampla, abrangendo outros aspectos além da fria letra da lei.

É inegável que o ensino das religiões transmite valores não só espirituais, mas também comportamentais, sempre importantes para a evolução da sociedade rumo à prática de princípios civilizatórios, como a ética, a solidariedade, o respeito ao outro, a recusa ao crime e à violência, entre tantos outros. Também é importante destacar que, dada a laicidade do Estado brasileiro, a frequência a essa disciplina deve continuar facultativa. E mais, é fundamental que seu conteúdo não se limite à abordagem de determinada fé, mas se abra para outras crenças, de várias origens como as asiáticas, as africanas, as várias denominações do cristianismo, etc. Em primeiro lugar, não é possível excluir o estudo das religiões de um currículo escolar, dada sua importância na história e na formação das civilizações. Pois a matéria pode estimular uma visão mais aberta entre as novas gerações e valer como um antídoto à intolerância com as diversidades – inclusive de fé – que vem gerando a crescente onda de violência e desrespeito aos mais elementares direitos humanos em vários pontos do planeta.

A melhor solução, portanto, será manter o ensino religioso nas escolas públicas – onde provavelmente se concentra o maior contingente de crianças e adolescentes carentes da transmissão de valores importantes para a cidadania –, definindo um currículo que abranja todas as crenças e, principalmente, se paute pelo respeito às crenças dos alunos e suas famílias. Também deverá ser despido de proselitismo, privilegiando a visão científica e histórica do tema. Até porque a ignorância jamais foi a melhor receita para a formação das pessoas.

Por Luiz Gonzaga Bertelli  – Presidente do Conselho de Administração do CIEE

 

Tabagismo é a maior causa de morte entre os homens e a segunda entre as mulheres

Os números são estarrecedores.  Calcula-se que o tabagismo tenha matado 100 milhões de pessoas no século passado, número que poderá chegar a um bilhão até o ano 2100 – é a maior causa de morte entre os homens e a segunda entre as mulheres. Fumar 10 cigarros por dia reduz em cinco anos a expectativa de via, em média. O risco de câncer no pulmão sobe 20 vezes ao longo da vida, em relação aos não fumantes. O tratamento das moléstias provocadas pelo tabaco – câncer, doença coronariana, acidente vascular cerebral, doença pulmonar obstrutiva crônica, entre muitas outras – consome mais de 420 bilhões ao ano em todo o mundo.

Com tudo isso, o tabaco movimenta uma poderosa indústria, que fatura cerca de um trilhão de dólares ao ano e investe boa parte em ações de marketing para atenuar os efeitos das políticas governamentais de controle de consumo, com aumento de impostos, ambientes livres de fumo, advertências em embalagens, proibição de publicidade, etc.

Esses dados constam do Atlas do Tabaco, um alentado estudo produzido pelo American Cancer Society e adaptado (com exaustiva revisão por especialistas) para o língua portuguesa pelo Hospital do Câncer de Barretos, destinando-se à divulgação em países lusófonos, nos quais estima-se que existam 40 milhões de fumantes, num triste ranking encabeçado pelo Brasil com seus 30 milhões de consumidores de tabaco, entre os quais 11% são mulheres.

Disponível gratuitamente para download em www.atlasdotabaco.com.br, o Atlas poderá ser usado como material de apoio às campanhas antitabagistas nas escolas e em outros grupos. Lançado na última quarta-feira, o Atlas é apresentado pelo Hospital do Câncer de Barretos como mais uma peça no esforço de controle, combate e erradicação do tabagismo, valendo como instrumento de conscientização de riscos, em especial para crianças, adolescentes e jovens. Uma iniciativa que merece aplausos e que complementa a atuação do CIEE, que promove uma campanha visando à prevenção ao uso de drogas entre os universitários. Tanto as ilícitas quanto as lícitas, entre as quais se destaca o tabaco.

Por Luiz Gonzaga Bertelli  – presidente do Conselho de Administração do CIEE