Arquivo da categoria: Educação

Escola Agrícola de Jundiaí realiza terceira edição da Feira de Ciências

A Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) realiza nos dias 18 e 19 de outubro a III Feira de Ciências da EAJ. O evento reúne os estudantes dos cursos técnicos da EAJ na apresentação de trabalhos científicos para alunos das redes estadual e municipal de ensino.

As inscrições para que os estudantes possam apresentar seus trabalhos seguem abertas até o dia 31 de julho. Os interessados devem acessar o site do evento e clicar no link “inscrição” para poderem participar da Feira, e em “cadastro de projetos”, para submeterem suas propostas de trabalhos.

O evento, que é coordenado pela professora Fabiana Câmara, da EAJ, foi idealizado a partir da necessidade de se propor um espaço acadêmico para o desenvolvimento da visão científica dos estudantes, visando uma maior integração de disciplinas e a interação entre discentes e docentes dos Cursos Técnicos da Escola Agrícola de Jundia

ProUni oferece 1.086 bolsas integrais e parciais para o Rio Grande do Norte

Estudantes interessados em participar do segundo processo seletivo de 2018 do Programa Universidade para Todos (ProUni) já podem fazer a sua inscrição. Em todo o país, serão ofertadas 174.289 vagas, sendo 68.884 integrais e 105.405 parciais, em 1.460 instituições de ensino superior. No Rio Grande do Norte, serão ofertadas 1.086 vagas, sendo 771 integrais e 315 parciais. As inscrições deverão ser realizadas apenas pela página do ProUni na internet, até as 23 horas e 59 minutos do dia 29.

Para se candidatar, é necessário ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2017, ter alcançado no mínimo 450 pontos de média e ter tido nota superior a zero na redação. Importante lembrar que as notas de outras edições do Enem não valem para pleitear uma bolsa.

Além disso, só podem participar estudantes brasileiros que não possuem curso superior e que tenham cursado o ensino médio completo na rede pública ou como bolsista integral na rede privada. Alunos que fizeram parte do ensino médio na rede pública e a outra parte na rede privada na condição de bolsista, ou que sejam deficientes físicos, ou professores da rede pública também podem solicitar bolsas.

Para ter direito a uma bolsa integral o candidato deve ter uma renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio. As bolsas parciais de 50% são destinadas aos alunos que têm uma renda familiar per capita de até três salários mínimos. Quem conseguir uma bolsa parcial, e não tiver condições financeiras de arcar com a outra metade do valor da mensalidade, pode utilizar o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Os resultados com a lista dos candidatos pré-selecionados estarão disponíveis na página do ProUni na internet, a partir do dia 2 de julho para a primeira chamada e 16 de julho para a segunda.

ProUni – O ProUni é um programa do Ministério da Educação que concede bolsas integrais e parciais de 50% em cursos de graduação e sequenciais de formação específica em instituições de educação superior privadas. As instituições que participam do programa têm isenção de alguns tributos.

Na primeira edição do ProUni deste ano, foram ofertadas aproximadamente 243 mil bolsas, sendo 113.863 integrais e 129.124, parciais. Desde que foi criado, em 2004, o ProUni já atendeu 2,5 milhões de estudantes, sendo que 70 % com bolsas integrais

Como o respeito à diversidade é determinante para a redução da violência nas escolas

Desde a década de 1990, os crescentes casos de violência escolar, que afetam tanto alunos quanto educadores, têm chamado a atenção de especialistas. Não é à toa que há cada vez mais audiências públicas trazem a temática do bullying e da violência nas escolas em busca de alternativas para seus enfrentamentos. Em uma delas, por exemplo, a do dia 30 de maio, especialistas comentaram o caso de um estudante pernambucano que foi espancado – e filmado – por 6 outros alunos em sala de aula, enquanto o professor não conseguia apartar a briga.

Desde meados dos anos 90, há fartas produções científicas sobre o ensino desses temas que derivam da Psicologia, Pedagogia, Neurociência, Antropologia e Sociologia. O que não havia até recentemente era um esforço que organizasse esses recursos para que as escolas pudessem atuar sobre essas questões ao longo de todo o ano, sistemática e permanentemente, como forma de prevenção ou mesmo de combate aos casos de violência.

A educação em direitos humanos e o ensino de habilidades para lidar com conflitos, nesse contexto, se apresentam como estratégias para consolidação de uma cultura de paz, tanto nas escolas, quanto nas famílias e comunidade. É fato que ensinar aos alunos, e consequentemente aos envolvidos, sobre direitos humanos e mediação de conflitos implica, primeiro, capacitar os professores. Além disso, para garantir verdadeiras transformações tanto no ambiente escolar quanto no familiar é importante que seja desenvolvida uma metodologia própria, com conteúdos que sejam abordados de maneira sistemática, regular e permanente.

A Educação Emocional e Social como aposta certa para a redução da violência

A Educação Emocional e Social é uma potente alternativa para esses enfrentamentos, uma vez que, um aluno que aprende, desde a Educação Infantil até o fim do Ensino Médio, a reconhecer, respeitar e expressar as próprias emoções e as do outro para resolver conflitos, tem muito mais recursos para agir pacificamente, consolidando uma Cultura de Paz. Mas que espaços reservamos nos planos pedagógicos que ajudem a aprender sobre as múltiplas emoções que podemos sentir para poder conversar sobre elas?

Os questionamentos em torno das emoções são infinitos: Seus nomes e funções biológicas e sociais? Como as sentimos no corpo? Como aumentar ou diminuir a intensidade do que sentimos? Como exercitar a atenção e se acalmar para compreender o outro em profundidade, reconhecendo-o com um ser humano complexo com seus direitos, mesmo que ele seja radicalmente diferente de mim? Como aprender estratégias não violentas para lutar por direitos e contra injustiças?

Essas são algumas das questões centrais da Educação Emocional e Cultura de Paz que, apesar dos cenários muitas vezes alarmantes, começam a despontar dentre as preocupações dos gestores de políticas educacionais do país. Isso pode ser observado, por exemplo, na nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) que estabelece objetivos obrigatórios a que a educação deve chegar, elegendo a aquisição de habilidades emocionais e sociais tanto entre as 10 habilidades gerais, quanto em diversas específicas. Uma educação de qualidade, que privilegie o desenvolvimento de virtudes humanas como a empatia, a bondade e a compaixão, não só reduz a violência nas escolas, mas conduz a sociedade para um futuro mais pacífico, justo e, consequentemente, feliz.

UFRN investe no desenvolvimento tecnológico para as ciências agrárias

por Rosana Pimentel

Criar um curso de Tecnologia da Informação voltado para o desenvolvimento tecnológico para as Ciências Agrárias foi a inquietação inicial de um grupo de professores do Curso Técnico em Informática da Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ), Unidade Acadêmica especializada em Ciências Agrárias da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Macaíba.

A união da Tecnologia da Informação e das Ciências Agrárias, áreas de conhecimento desenvolvidas na EAJ, fez surgir o Curso Superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas (TADS). “Sendo um grupo de Tecnologia da Informação, funcionando dentro de uma unidade de Ciências Agrárias, entendemos que essa aproximação era necessária”, comenta o professor Max Lacerda, um dos idealizadores do curso.

Apesar de ser um curso novo, a procura está aumentando. “Essa é uma realidade que está mudando muito rapidamente devido ao trabalho realizado pelos professores com a divulgação das nossas ações”, conta o coordenador do TADS, Taniro Chacon. Segundo ele, os novos estudantes entram no curso com uma outra visão acerca do potencial e do nicho de mercado no qual está inserido.

A taxa de empregabilidade é animadora. “Todos os alunos formados estão com atividades que demonstram a aplicação das habilidades adquiridas. Temos alunos trabalhando com desenvolvimento, realizando mestrado na UFRN, realizando residência de software na UFPE, e até atuando como professor”, comemora o coordenador.

Para Taniro Chacon, a formação dos alunos com foco na integração entre TI e as Ciências Agrárias pode impactar positivamente as comunidades e o mercado. “O nosso mercado possui uma carência enorme de tecnologia, principalmente na área das Ciências Agrárias. Muitas produções agrícolas ainda usam técnicas custosas em recursos como espaço, energia, água. Com a aplicação da tecnologia, de ferramentas apresentadas no nosso curso, é possível mudar essa realidade beneficiando produtores, meio ambiente e comunidade”, afirma.

O curso possui atualmente nota 5 na avaliação realizada pelo Ministério da Educação (MEC). Um dos fatores que contribuíram para a avaliação é o projeto político pedagógico moderno, alinhado com propostas de aplicação da TI nas Ciências Agrárias e compatível com outros cursos de TADS do país; a qualificação do corpo docente, além da infraestrutura com laboratórios para aulas práticas e pesquisa.

Pesquisas beneficiam a comunidade

As aplicações da integração entre TI e as Ciências Agrárias estão a pleno vapor. O professor de Agronomia da EAJ, Márcio Dias, reúne alunos das Ciências Agrárias e do curso de TADS para trabalhar com análise de sementes. “Hoje temos uma base de pesquisa, mas começamos como uma disciplina. Na época, existiam poucas universidades no mundo que trabalhavam com isso. No Brasil, apenas duas”, lembra.

O professor conta que a Universidade de Ohio nos EUA havia desenvolvido um software para analisar o vigor de sementes a partir da avaliação de imagens de plântulas – primeiro estágio da planta que surge com a germinação da semente, mas o alto custo inviabilizava o uso por grande parte dos produtores e de pequenas universidades. “Então pensamos em desenvolver um software livre e de fácil uso, que desde as instituições até o agricultor pudessem ter acesso”.

Para isso, o grupo utilizou uma plataforma livre, desenvolveu uma técnica de captação de imagens a partir da câmera de um smartphone – que garantisse a leitura correta pelo software – e, com a ajuda de uma pedaço de EVA azul, o trabalho que seria feito em 2 dias, pode ser feito agora em alguns segundos.

Já registrado, o software SAPL sigla para o Sistema de Análise de Plântulas começa a ser disponibilizado para utilização. “Estamos na fase em que as pessoas começam a utilizá-lo, trazendo feedbacks para possíveis melhorias e até o ano que vem uma segunda versão deve ser liberada”, comemora Márcio Dias.

Outros softwares estão sendo desenvolvidos pela equipe. Um deles, analisa as sementes através de raio-x, uma vantagem para sementes que não podem ser destruídas por razões diversas – como custo e raridade. Outro, simula peneiras para soja e milho, técnica que poderá ajudar produtores a medir os tamanhos das sementes também por fotos, uma informação importante para os produtores porque impacta diretamente o preço do produto.

Da universidade para o mercado

“O TADS não era minha primeira opção, acho que é assim com muita gente. Acabei me encontrando lá dentro e deu tudo certo”, lembra o hoje analista de desenvolvimento de sistemas na Rede e-Tec Brasil, Renan Farias, egresso do TADS. Sua primeira experiência profissional foi resultante do conhecimento adquirido no curso e ele avalia positivamente essa experiência e as conquistas proporcionadas por ela, mesmo antes de ter se formado. “Conseguimos desenvolver muita coisa boa dentro do curso, tanto que, na nossa turma, tivemos a oportunidade de sair com um registro de software no nosso nome. Isso foi muito valioso, porque não é uma coisa que você consegue da noite para o dia”, comenta.

Renan Farias é um dos alunos que participaram da elaboração do SAPL e é otimista sobre as contribuições do curso para o desenvolvimento tecnológico local: “O curso contribui de forma grandiosa. As outras turmas têm muitos outros sistemas interessantes e os trabalhos de conclusão estão sendo muito benéficos para as Ciências Agrárias, que carecem de informações. Nada te impede de atuar em outras áreas da Informática, mas é um acréscimo que você tem, uma oportunidade de trabalhar com um campo maior”, comenta.

O Curso Superior de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas tem duração de seis semestres. Para ingressar, o estudante concorre a uma das 40 vagas disponibilizadas semestralmente, por meio do SISU. Ao formar-se adquire o título de Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas.

Prorrogadas as inscrições para o Programa Jovem Aprendiz

As inscrições para o Programa Jovem Aprendiz nos Correios foram prorrogadas. Os interessados têm até o dia 11/6 para se inscreverem no programa, que oferecerá 4.983 vagas em todo o país, mais formação de cadastro reserva. Para concorrer a uma das vagas, o candidato deve ter entre 14 e 22 anos completos, exceto se pessoa com deficiência, que não tem limite de idade e estar matriculado na escola e cursando, no mínimo, o 9º ano do ensino fundamental.

A seleção será simplificada, realizada por meio da comprovação de requisitos referentes à renda familiar, aprovação escolar, série atual e participação em projetos sociais, a partir de pontuação detalhada no edital.

Todas as informações sobre o Programa Jovem Aprendiz, como o edital de abertura e o link para as inscrição, estão disponíveis no site dos Correios.

Mestranda defende dissertação na comunidade de Capoeiras, em Macaíba

A  médica infectologista  Carolina Damásio, do Centro de Educação e Pesquisa em Saúde Anita Garibaldi (CEPS) e aluna do Mestrado Profissional em Ensino na Saúde (MPES), do Centro de Ciências da Saúde (CCS), defende dissertação de mestrado nesta sexta-feira, 25 de maio, sobre o Projeto Barriguda, desenvolvido com mulheres grávidas da comunidade quilombola Capoeiras, a maior comunidade remanescente de quilombos do Rio Grande do Norte, localizada no município de Macaíba.

A dissertação de mestrado Eu não tinha a menor ideia do que eu podia aprender aqui… – Educação das Profissões de Saúde e Competência Cultural analisa dados do Projeto Barriguda, desenvolvido no âmbito da disciplina de graduação Competência Cultural na Atenção à Saúde da Mulher Quilombola, oferecida de forma inédita no Brasil pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em parceria com o Instituto Santos Dumont (ISD). A disciplina é a primeira da área da saúde no Brasil a abordar o estudo da competência cultural com populações remanescentes de quilombo.

Uma particularidade que chama a atenção é que a mestranda Carolina Damásio vai apresentar a defesa da dissertação na própria na Comunidade Quilombola de Capoeiras, em Macaíba, portanto fora das dependência da Academia. A apresentação será na sexta-feira,  25 de maio, a partir das 16h. Na ocasião, haverá apresentações culturais típicas da Comunidade e sobre o Projeto Barriguda: estratégia no cuidado à saúde materno-infantil.

Escola Agrícola de Jundiaí abre inscrições para cursos técnicos subsequentes

Escola Agrícola de Jundiaí (EAJ) está com inscrições abertas até o dia 5 de junho para o processo seletivo de cursos técnicos subsequentes em Agroindústria, Agropecuária e Aquicultura.

Para se inscrever, basta preencher a ficha que está no anexo do edital, disponível no site www.eaj.ufrn.br, e enviar para o email subsequenteinscricao.eaj2018@gmail.com juntamente com um documento que comprove a conclusão do ensino médio.

A prova será aplicada no dia 10 junho de 2018, na sede da EAJ aqui em Macaíba, no auditório do Ceres em Caicó, e no auditório da Ufersa em Mossoró.

Serão dez questões objetivas contextualizadas em ciências agrárias, matemática de nível fundamental, além de uma redação.

Metade das vagas são reservadas para quem cursou todo o ensino médio em escolas públicas. Desse percentual, 50% serão direcionados para quem tem renda familiar igual ou inferior a um salário-mínimo e meio. Também há cotas para autodeclarados negros, pardos e indígenas.

Os aprovados ingressarão na instituição no segundo semestre deste ano. A EAJ dispõe de auxílios residência, alimentação, transporte e moradia para os alunos regularmente matriculados em cursos técnicos presenciais como forma de apoio à inclusão, permanência e êxito dos estudantes.

Com o processo seletivo, a EAJ retoma a parceria histórica com a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Rio Grande do Norte (Fetarn), que já ajudou a formar centenas de técnicos nas Ciências Agrárias.