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Confira 6 dias para as provas de exatas no Enem

As provas de Matemática e Ciências da Natureza do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) serão realizadas em todo o Brasil no dia 11 de novembro a partir das 13h30 (horário de Brasília). Para a professora Wanessa Carla Gazzoni, docente dos cursos de Engenharia do UNISAL – Campus São José (Campinas), a prova, que terá duração de 5 horas, pode ser cansativa para os candidatos, e algumas dicas podem ajudar no controle emocional e físico.

A professora, que está diariamente em contato com estudantes de engenharia, compartilhou alguns conselhos específicos para a prova de exatas:

Tome nota:

1- Leia com atenção o enunciado e destaque o que é solicitado na questão.

2- No caso de ser um enunciado extenso, busque primeiro qual é o objetivo do exercício (o que é solicitado) e depois transcreva/resuma as informações dadas que podem ser úteis na resolução.

3- Construa a resolução passo a passo, evitando cortar muitas etapas: assim é mais fácil retomar o raciocínio no caso da necessidade de rever as contas.

4- Durante a realização das expressões matemáticas, destaque os sinais negativos existentes para que não sejam esquecidos no próximo passo.

5- Ao encerrar os procedimentos de cálculos, analise se a resposta obtida faz sentido no contexto do exercício (por exemplo, se obtivermos um valor negativo e ele se referir a massa de um corpo, não podemos considerá-lo). Muitas vezes as alternativas incluem valores que não podem ser considerados e por isso é necessária esta análise.

6- Assinale as questões que não foram resolvidas e as que geraram dúvidas. Na decisão de qual alternativa marcar nestes casos, tente equilibrar para que seja mantida, entre todas as respostas da prova, a proporção entre as alternativas escolhidas.

Educação emocional para crianças: um presente para toda a vida

No dia 12 de outubro é celebrado o dia das crianças. Mas, com semanas de antecedência, a mídia já dissemina a data tão esperada por elas. As escolas organizam festas, as comunidades preparam eventos ao ar livre em praças e parques e, frequentemente, as famílias presenteiam suas crianças com doces e brinquedos. Assim, toda a comemoração desse dia tão importante que agradece e festeja a vida das futuras gerações tem forte apelo comercial.

Tanto é verdade que há uma quantidade assustadora de anúncios e propagandas voltadas ao vulnerável público infantil. Estão por toda a parte: desde a televisão até estampadas na forma de personagens carismáticos nas roupas e até mesmo nos biscoitos de chocolate. A criança é vista como uma grande e influente consumidora. Quem nunca presenciou um pai ceder a uma cena de “birra” infantil desencadeada pelo desejo de consumo?

De fato, a criança é uma grande consumidora. Ela precisa de muito “alimento” para se desenvolver fisicamente, de muito tempo e dedicação para saciar sua inesgotável curiosidade e, especialmente, de muita atenção e afeto de quem cuida dela.

Porém, aqueles que se sentem “devedores” de suas crianças por não lhes dar toda a atenção que gostariam, e buscam suprir esta falta com presentes, podem cair no terrível equívoco de associar a satisfação e a alegria, tão fundamentais e complexas, a posses materiais. Apesar da boa intenção, é possível que se esteja educando para que a criança viva e espere o amor na forma de presentes.

O brinquedo é um meio importante pelo qual a criança pode exercitar sua imaginação e expressão, criar cenários, experimentar papéis e “fazer de conta”, mas é apenas um coadjuvante. O que é fundamental é a brincadeira, a relação que ela estabelece entre os que brincam. O que verdadeiramente proporciona valor ao brinquedo são as vivências que ele possibilitou: as histórias compartilhadas, as gargalhadas, o tempo e os sentimentos investidos para sonhar e reinventar a realidade.

Convidar a criança para a brincadeira é promover seu desenvolvimento. Assim, ela tem a oportunidade de acessar recursos internos para lidar com as emoções que surgem ao interagir com o outro, esperar a vez, revezar, compartilhar, cooperar, frustrar-se, surpreender-se, superar-se, entender e seguir regras ou desafiá-las e modificá-las.

Diante deste cenário de brincadeiras e alegrias, o presente mais valioso que pode ser dado a uma criança – e ao futuro adulto em desenvolvimento – é ensiná-la a lidar com suas emoções. A Educação Emocional e Social é um processo de aprendizagem para conhecer e regular emoções confortáveis e desconfortáveis, expressar-se assertiva e pacificamente para resolver conflitos, conter impulsos que tantas vezes nos trazem arrependimento e perseverar no alcance de metas e objetivos.

Educar para as emoções é educar para uma convivência mais harmônica, saudável e pacífica; sobretudo, na primeira infância, fase fundamental para todos os estágios de desenvolvimento posteriores. As pesquisas confirmam que, quanto mais cedo é iniciado esse processo, mais eficazes são os resultados para o bem-estar e a realização da criança. Por isso, brinque com ela. Com presença e carinho ajude-a a transformar coisas simples em brincadeiras inesquecíveis. Assim, toalhas velhas podem virar capas mágicas, cabo de vassoura, corcel alado, bolinhas de gude, pérolas encantadas, e, qualquer brincadeira se torna amor verdadeiro que enriquece e promove a vida.

As crianças têm o direito de crescer dentro de uma família e de um ambiente escolar onde reine o entendimento e sejam dadas ferramentas para desenvolver a inteligência emocional, que lhes capacitem para enfrentar os desafios da vida, para que tenham mais chances de serem felizes. Devemos ter consciência disso, já que se desejamos um amanhã melhor para os nossos filhos e alunos, devemos nos envolver agora, pois o futuro se forma no presente¹.

Sesc abre inscrições para cursos gratuitos de novembro

Serão oferecidas 173 vagas em cinco cidades do RN. Inscrições vão de 11 a 23/10

As inscrições para os cursos gratuitos de novembro começam nesta quinta-feira, 11 de outubro, e vão até dia 23. A iniciativa do Serviço Social do Comércio do Rio Grande do Norte (Sesc RN), instituição do Sistema Fecomércio, oferecerá 173 vagas distribuídas em turmas em Natal, Mossoró, Caicó, São Paulo do Potengi e Nova Cruz.

As inscrições podem ser feitas nas centrais de relacionamento das unidades Sesc das cidades onde acontecerão os cursos. Na capital potiguar, a unidade é o Sesc Cidade Alta.

Para quem tem habilidade ou se interessa por corte e costura, serão oferecidos cursos de confecção de roupas versáteis, moda jovem e casual e bordados em pedrarias no Sesc Cidade Alta. Além disso, designer de sobrancelhas é outra opção para novembro.

Com o final do ano se aproximando, a busca por itens natalinos se torna cada vez maior. Por isso, quatro dos cursos são voltados para a temática do Natal, tanto para a decoração como para a culinária. Na cozinha pedagógica do Sesc Mossoró, além de bolos natalinos, também será oferecido curso sobre o preparo de palhas italianas.

Os cursos integram o Programa de Comprometimento e Gratuidade (PCG) do Sesc. O resultado da seleção será divulgado no site da instituição, o http://www.sescrn.com.br, no dia 26/10, e as aulas começam em datas especificadas no edital.

Critérios de seleção

Podem se inscrever nos cursos gratuitos os trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e seus dependentes, além de estudantes de escolas públicas cuja renda familiar mensal não ultrapasse três salários mínimos nacionais.

No ato da inscrição, é preciso levar os documentos originais (com cópias): RG ou certidão de nascimento, CPF do candidato e do responsável legal, comprovante de residência (com emissão inferior a 60 dias) e de escolaridade, e ainda, caso necessário, documento que comprove deficiência física ou mental.

Também deverá ser entregue a autodeclaração de renda familiar e o questionário socioeconômico. Caso o interessado em fazer o curso seja menor de idade, deverá estar acompanhado do responsável

Luiz Lacerda participa de formatura de 300 líderes da Junior Achievement RN

O vice-presidente da Fecomércio RN, Luiz Lacerda, coordenou na noite desta quinta-feira, 20, a solenidade de formatura da 19ª Turma do Programa Miniempresa e da 4ª Turma do Programa Liderança Comunitária da Junior Achievement RN, que aconteceu no auditório do Campus Central do IFRN, em Natal. Lacerda é presidente do Conselho Diretor da entidade no Estado. O empresário e presidente da Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim, Pedro Campos de Azevedo, foi o Paraninfo da turma e recebeu uma placa de homenagem pelo apoio prestado.

A Junior Achievement é uma das maiores e mais antigas organizações de educação prática em negócios, economia e empreendedorismo do mundo, que tem sede nos Estados Unidos, está presente em 120 países, e possui unidades em todo o Brasil. É uma associação educativa sem fins lucrativos, mantida pela iniciativa privada, que visa despertar o espírito empreendedor em jovens, ainda na escola, estimulando o seu desenvolvimento pessoal, proporcionando visão clara do mundo dos negócios e criando pontes entre os jovens e o mercado de trabalho.

Foram 300 formandos de 11 instituições de ensino, que atuaram sob a supervisão de 54 executivos voluntários e 10 advisers juniores. Os alunos criaram 17 miniempresas, desde a parte burocrática até o desenvolvimento e comercialização dos produtos, como álcool gel perfumado, fertilizantes, luminárias sustentáveis, bolsas, protetores e hidratantes labiais, entre outros.

“A vida empresarial não é fácil, e vocês puderam ter uma noção disso durante o curso. Mas é uma atividade muito gratificante, ainda mais quando a gente tem uma empresa, e que vê a empresa contribuir com a geração de emprego, com o desenvolvimento econômico e social do nosso estado”, afirmou o vice-presidente da Fecomércio RN e presidente do Conselho Diretor da Junior Achievement RN, Luiz Lacerda.

Ainda durante o evento, os alunos e as miniempresas que mais se destacaram receberam as medalhas “Achiever Destaque”, “Miniempresa Destaque” e “Produto Destaque”, nas categorias ensino médio e ensino superior.

“Para criar uma empresa é necessário planejamento, criar regras claras, ainda mais quando há sociedade. Para que uma empresa possa sobreviver às dificuldades, é preciso agir de forma profissional e coerente. Só assim para garantir sua longevidade”, alertou o paraninfo Pedro Campos.Também estavam presentes na cerimônia o diretor geral do Campus Central Natal do IFRN, José Arnóbio de Araújo Silva; o professor Ótom Anselmo de Oliveira, representando a UFRN; o diretor Executivo da CDL Natal, Joham Alves Xavier; a diretora do Núcleo de Ex-achievers, Ana Ruth da Silva Duarte; a representante do Natal Shopping, Kaline Cysleiros, além dos familiares e amigos dos formando

Cartilha Caminho Suave: o livro que já alfabetizou mais de 40 milhões de brasileiros

Ricamente ilustradas, obras da educadora Branca Alves de Lima, resgatam qualidade de ensino e método educacional de 1948 e continuam a ser usados pelos educadores de hoje

Com o compromisso de apoiar e auxiliar no processo de alfabetização, que as edições Caminho Suave, hoje parte do grupo da editora Edipro, mantém em seu catálogo as publicações atualizadas desta coleção que já alfabetizou mais de 40 milhões de brasileiros. A parceria é um acordo em prol da educação no país para manter vivo todo o projeto da educadora (in memorian) Branca Alves de Lima.

Lançada em 1948, com o intuito de suavizar e facilitar o aprendizado de crianças e adultos no mundo das letras, como seu nome sugere, a coleção foi um grande sucesso por tratar da alfabetização de maneira simples e inteligente. Um dos livros, a famosa e tradicional Cartilha Caminho Suave, já está na 132ª edição.

O sucesso do método fácil, verdadeiramente testado e aprovado, fez com que esta cartilha obtivesse a classificação de multifuncional: serve para alfabetizar crianças, jovens e idosos; é muito usada entre estrangeiros, especialmente, pelos japoneses; serve como método de reforço de alfabetização; e é usado amplamente em programas de alfabetização solidária.

Além da multifuncionalidade, há ainda a lembrança afetiva que a coleção traz aos que por ela foram educados. Assim, a cartilha pode ser, inclusive, dada como um presente aos que já saíram da escola, mas também às crianças como conteúdo complementar, para pintar e aprender brincando.

Indicado como material didático, da Educação Infantil ao Ensino Fundamental, e também como livros de apoio ao ensino de português, a coleção traz um conteúdo ricamente ilustrado e é indicado para todos aqueles que precisam desenvolver ou aprimorar a coordenação visomotora e as demais habilidades essenciais na arte da escrita.

Didaticamente estruturado, os livros que vão até a 4ª série (do antigo 1º grau) oferecem o treino da escrita de todas as letras do alfabeto – apresentadas nas versões de fôrma e cursiva –, das palavras e dos números. A coleção, que apresenta consagrado método de ensino, ainda hoje é adotada por professores das redes pública e privada, na alfabetização de idosos, educação solidárias, além dos projetos sociais religiosos ou seculares.

As edições Caminho Suave são usadas tanto no método principal como no material de apoio a outras estratégias educacionais. Mais do que ajudar o estudante a conquistar uma letra legível e ganhar rapidez ao escrever e raciocinar, estes livros contribuem ao aprendizado e evolução da linguagem escrita da atual sociedade.

Alunos da Escola Celestino Pimentel têm palestra para combater o bullying

A Frente Parlamentar de Defesa da Criança e do Adolescente da Câmara Municipal de Natal realizou mais uma edição da Escola na Frente nesta quinta-feira (6). Dessa vez o projeto levou uma palestra de combate ao bullying para estudantes do 6º ao 9º ano da Escola Celestino Pimentel, em Cidade da Esperança, em Natal (RN).
Um dos grandes problemas das escolas é o bullying praticado entre os próprios alunos seja no ambiente escolar, em casa ou com os amigos. Na Celestino Pimentel, inclusive, vítimas desse tipo de violência se viram obrigados a trocar de local de ensino como forma de fugir dos agressores. A diretora Marta Martins parabenizou a Câmara pela iniciativa e acredita que o projeto Escola na Frente trará resultados positivos.
“Esse assunto tem uma importância muito grande. Tivemos alunos que saíram da escola por sofrer bullying. É uma temática atual que precisa ser discutida em casa, na escola e no seu bairro. Precisa discutida, principalmente, entre os adolescentes. A Câmara a gente ainda vê distante. E, de repente, vir para a escola mostra que a Câmara quer dizer: ‘olha, estamos aqui e também queremos ajudar’ e isso é muito importante”, destacou.
A aluna Osilandia Queiroz, de 15 anos, disse que vê diariamente cenas de bullying sendo praticadas na escola ou no bairro onde mora. Ela acredita que a iniciativa da Câmara deva ajudar a combater a prática entre os demais colegas de escola.
“É importante estarmos discutindo o bullying, porque a gente fica mais por dentro do assunto e conhece mais o que é bullying. Acontece muito aqui. Não só na escola, mas em qualquer lugar. Seja porque é alta ou baixa, magra ou gorda, não importa. Sempre acontece. Bullying é algo que machuca muito. Essa discussão ajuda a evitar a acontecer isso”, disse.
A vereadora Júlia Arruda (PSB), coordenadora da Parlamentar de Defesa da Criança e do Adolescente, destacou a importância do tema trazido exatamente para uma escola que em que a prática violenta já foi motivo de troca de escola.
“Essa é a segunda edição desse ano e traz para a escola uma discussão importante que foi proposta pelo próprio corpo pedagógico. Aqui tivemos casos de alunos que saíram daqui por conta do bullying, porque era importunados sistematicamente. Essa é uma temática que é vivida no dia a dia dos alunos. Precisamos lembrar que é preciso respeitar as diferenças para para viver em democracia e para vivermos bem”, justificou.
A psicóloga Sâmia Jorge contou que o bullying na escola se caracteriza por atitudes agressivas e intencionais. Ela explicou que quem pratica essas violências tem a intenção real de prejudicar o seu colega ou alguém do seu convívio e que as escolas devem discutir o tema.
“Bullying são violências morais, verbais, patrimoniais sexuais ou seja de várias formas. Tudo aquilo que incomoda. A escola precisa oportunizar momentos de diálogos, em que a gente possa conversar abertamente sem censuras e sem barreiras para que os alunos se sintam a vontade para se manifestar, tirar suas dúvidas e entender a importância de combater o bullying. Outra medida é incluir esse tema nas suas disciplinas”, observou

Nenhum estado atinge a meta do Ideb 2017 no ensino médio. Índice avançou apenas 0,1%

No ensino médio, nenhum estado atingiu a meta do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2017. Além disso, cinco estados brasileiros apresentaram redução no valor do índice. Os dados do Ideb foram apresentados nesta segunda-feira, 3, pelo Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), durante coletiva de imprensa na sede do MEC.

“Temos um quadro de crescimento nos anos iniciais, especialmente das redes municipais. Tivemos avanços do sexto ao nono ano, mas ainda insuficientes, e uma estagnação do ensino médio, que cada vez mais se distancia da meta. Há uma necessidade muito grande de fazermos logo mudanças estruturantes”, disse o ministro da Educação, Rossieli Soares, destacando a Reforma do Ensino Médio, aprovada no ano passado. “É necessário avançar nessa reforma para trazer este novo ensino médio para o Brasil”, acrescentou.

A presidente do Inep, Maria Inês Fini, destacou a parceria do Instituto com o MEC. “O Inep cria as evidências e o Ministério da Educação estabelece as políticas a partir delas. Esta parceria de interpretação de resultados com a secretaria de educação básica é um fato muito positivo e que acentua o papel do Inep no cenário da educação brasileira”.

Após três edições consecutivas sem alteração, o Ideb do ensino médio avançou apenas 0,1 ponto em 2017. Apesar do crescimento observado, o país está distante da meta projetada. De 3,7 em 2015, atingiu 3,8 em 2017. A meta estabelecida para 2017 é de 4,7. “Foi um crescimento inexpressivo. Estamos muito distantes das metas propostas. É mais uma notícia trágica para o ensino médio do Brasil”, destacou o ministro da Educação, Rossieli Soares.

Até 2015, os resultados do ensino médio, diferentemente do ensino fundamental, eram obtidos a partir de uma amostra de escolas. A partir da edição de 2017, o Saeb passou a ser aplicado a todas as escolas públicas e, por adesão, às escolas privadas. Pela primeira vez o Inep passou a calcular Ideb para as escolas de ensino médio. Apesar do crescimento observado, o país está distante da meta projetada. Neste cenário, cinco estados tiveram redução no valor do Ideb. O registro positivo vai para o Espírito Santo, estado com o melhor desempenho no país.

Anos iniciais – O país segue melhorando seu desempenho nos anos iniciais do ensino fundamental, alcançando, em 2017, um índice igual a 5,8. A meta proposta foi superada em 0,3 ponto. Apenas os estados do Amapá, Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul não alcançaram suas metas. O Ceará se destacou, superando a meta proposta para 2017, em 1,4 ponto. Oito estados alcançaram um Ideb maior ou igual a 6,0: Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Ceará, Paraná, Santa Catarina, Goiás e Distrito Federal. Os estados do Ceará, Alagoas e Piauí apresentaram os maiores crescimentos no período. Ainda é possível observar que os estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Minas Gerais detêm os maiores Idebs do país nos anos iniciais do ensino fundamental.

Apenas os estados do Rio de Janeiro, Amapá e Rio Grande do Sul não alcançaram a meta proposta nesta edição, mas também é possível observar que o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul têm desempenho no Ideb superior à média nacional. Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo e Ceará têm as maiores taxas de aprovação. No outro extremo estão Pará, Sergipe e Bahia.

Anos finais – Os resultados do Ideb mostram que, apesar de o país ter melhorado seu desempenho nos anos finais do ensino fundamental, alcançando, em 2017, um índice igual a 4,7, a meta proposta não foi atingida. Das 27 unidades da Federação, 23 aumentaram o Ideb, todavia apenas sete alcançaram a meta proposta para 2017: Rondônia, Amazonas, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Mato Grosso e Goiás. O registro negativo foi a queda do Ideb nos anos finais do ensino fundamental no estado de Minas Gerais.

Os progressos mais expressivos foram alcançados por Amazonas, Ceará e Mato Grosso. No outro extremo, com pouca evolução no Ideb, Amapá, Roraima e Rio Grande do Sul. Cabe também destaque para os estados de Goiás, Santa Catarina, São Paulo e Ceará com os melhores desempenhos nos anos finais do ensino fundamental.

Melhorar o fluxo escolar continua sendo um grande desafio para o Brasil. Comparando as taxas de distorção idade-série para os anos finais do ensino fundamental em 2015 e 2017, Mato Grosso e São Paulo têm um histórico de baixa retenção e, por isso, o indicador é próximo de 10%. No outro extremo, entretanto, há estados com taxas de distorção idade-série superiores a 40%.

Ideb – O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, Ideb, é uma iniciativa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para mensurar o desempenho do sistema educacional brasileiro a partir da combinação entre a proficiência obtida pelos estudantes em avaliações externas de larga escala (Saeb) e a taxa de aprovação, indicador que tem influência na eficiência do fluxo escolar. Ou seja, na progressão dos estudantes entre etapas/anos na educação básica. Essas duas dimensões, que refletem problemas estruturais da educação básica brasileira, precisam ser aprimoradas para que o país alcance níveis educacionais compatíveis com seu potencial de desenvolvimento e para garantia do direito educacional expresso em nossa constituição federal.

Também estiveram presentes na coletiva a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Smole, a diretora de Avaliação da Educação Básica do Inep, Luana Bergmann, o diretor de Estatísticas Educacionais do Inep, Carlos Eduardo Moreno, o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Marcelo Costa, e a presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Cecília Mota.