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Alerta: População do RN deve ficar atenta aos focos do Aedes aegypti em toneis

O último Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) do Ministério da Saúde mostrou que a maior parte dos criadouros do mosquito no estado do Rio Grande do Norte está no armazenamento de água no nível do solo (doméstico), como tonel, barril e tina. Por isso, a população precisa intensificar a vigilância para evitar esses tipos de criadouros. No estado, 73 cidades estão em sinal de alerta para a doença. Por todo o Brasil houve redução nos casos de dengue, zika e chikungunya em relação ao ano passado.

Apesar dessa diminuição, é preciso que a população continue atenta no combate ao mosquito, pois ninguém está livre dessas doenças, que podem marcar uma vida para sempre. Por isso, a maneira mais efetiva de lutar contra o Aedes aegypti é acabando com o criadouro e, assim, impedindo o nascimento do mosquito. O ministro da Saúde, Ricardo Barros, faz um apelo à sociedade.

“Nós estamos convocando a população para cuidar da eliminação dos focos, para incorporar a sexta-feira sem mosquito. Toda sexta-feira, ao sair da sala de aula, ao sair do trabalho, as pessoas sejam motivadas a chegar em casa e eliminar os focos do mosquito. O ciclo de vida do mosquito é de uma semana, se nós trabalharmos com determinação, nós vamos reduzir o número de mosquitos e, por tanto, a infestação. É esse o desafio. Se a sociedade se mantiver mobilizada, mesmo com a redução de casos e, portanto, com menos mídia sobre os problemas da infestação do mosquito, nós vamos conseguir manter a redução dos casos”.

O Governo Federal mantém todas as ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti. Para isso, o Ministério da Saúde garante orçamento crescente aos estados e municípios, com ampliação de 83% nos últimos anos. Para 2017, a previsão é que o orçamento chegue a quase R$ 2 bilhões. Além disso, desde novembro de 2015 foram repassados aproximadamente R$ 465 milhões de reais para pesquisas e desenvolvimento de vacinas e novas tecnologias, além de quase R$ 400 milhões para assistência à saúde

 

UFRN realiza campanha sobre Dezembro Vermelho

A Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progesp) realiza a Campanha do Dezembro Vermelho voltada para a prevenção e controle da AIDS e de outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Através da Diretoria de Atenção à Saúde do Servidor (DAS) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e em parceria com o Departamento de IST/Aids e hepatites virais do município de Natal, a programação terá início no dia 4 de dezembro com uma apresentação cultural com o grupo de dança e teatro Dores e cores do viver, formados por alunos Departamento de Artes (DEART) da UFRN.
O dia 1º de dezembro é reconhecido como o Dia Internacional de Luta contra AIDS e diante da importância dessa data ações como testagens rápidas de HIV e Sífilis, além de atividades de conscientização na sala de espera, acontecem na DAS da UFRN.
Os eventos serão abertos ao público externo à UFRN. A psicóloga da Progesp Maria Angélica Aires Gil, coordenadora do Programa de Aconselhamento em Saúde, afirma que esse tipo de atividade acontece durante o ano todo e que são intensificadas em dezembro, ela também avalia a importância dessas ações no ambiente universitário.

“Desde que a AIDS foi descoberta os índices de contaminação continuam muito altos, na faixa etária de 15 a 29 anos, e esse é o maior público presente na UFRN. Outro motivo da intensificação das ações é o problema de que no Brasil e no mundo o diagnóstico ainda é muito tardio, as pessoas possuem o vírus, mas acabam sabendo da doença quando já estão muito debilitadas”, afirmou.

As ações acontecem durante todo o mês de dezembro e visam fortalecer a luta e chamar atenção de todos para conscientização na prevenção à AIDS e outras ISTs. Confira o cronograma de atividades:
– Atividades na sala de espera do DAS:
Abrindo a programação, no dia 4 acontece uma apresentação cultural com o grupo de dança e teatro Dores e cores do viver, formados por alunos Departamento de Artes (DEART) da UFRN.
– Testagens rápidas:
Acontecem durante os dias 05, 12 e 19 de dezembro das 13:30 às 17:00  no prédio da Diretoria de Atenção à Saúde do Servidor no Campus da UFRN – (não precisa agendar, será por ordem de chegada).
– No dia 11, Francisco Micussi e Ana Karoliny Vasconcelos, equipe do Hospital Giselda Trigueiro, apresentarão o livro “Hivinho – uma história de vida”, já no dia 18 a Coordenadora de IST/Aids e hepatites virais do município de Natal (Emilly Miranda) conversará sobre o panorama do HIV/Aids no município de Nata

Macaíba recebe incentivo para aprimorar assistência farmacêutica

O recurso no valor de R$ 600 mil será destinado para implementação e integração dos serviços, de 100 municípios, inclusive Macaíba. O montante poderá ser utilizado para conectividade e contratação de novos profissionais.

No estado do Rio Grande do Norte, 100 municípios receberão incentivo financeiro do Ministério da Saúde para aprimorar a qualidade e estrutura dos serviços farmacêuticos de unidades de saúde.  São R$ 600 mil para o estado, sendo R$ 6 mil para cada município beneficiado. A iniciativa faz parte do Programa Nacional de Qualificação da Assistência Farmacêutica no âmbito do Sistema Único de Saúde (Qualifar-SUS). O recurso também poderá ser destinado para a contratação de novos profissionais, além do aprimoramento dos serviços de conectividade dos locais, para dar maior agilidade no atendimento à população e uma melhor organização dos estoques de medicamentos. O recurso foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) da última segunda-feira (20/11).

Ouça matéria da Web Rádio Saúde

No total, o Ministério da Saúde destinou cerca de R$ 6,1 milhões para mais de mil municípios do país. A ampliação no investimento e no aprimoramento da informatização é um dos principais objetivos do Ministério da Saúde. A estratégia de qualificar os serviços de saúde integra o conjunto de investimentos já realizados por meio do Projeto de Qualificação da Assistência Farmacêutica e Intervenção Sistêmica da Assistência Farmacêutica nas Redes de Atenção à Saúde – QualiSUS-Rede. O projeto foi desenvolvido em 15 regiões do país, em 486 municípios, com entrega de computadores, realização de pesquisa diagnóstica sobre os serviços farmacêuticos e ofertas educacionais na modalidade à distância para mais de 5 mil profissionais de saúde. Desde a criação do QualiSUS-Rede, em 2012, a pasta já designou mais de R$ 105 milhões para 1.582 municípios.

Para ver a lista completa de municípios contemplados clique aqui.

O PROGRAMA – Para participar do Qualifar-SUS, o município deve fazer parte de programas da Atenção Básica, como o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ), Programa de Requalificação das Unidades Básicas de Saúde (Requalifica UBS), e o Hórus, sistema de Assistência Farmacêutica que permite o controle da compra, armazenamento, distribuição e dispensação dos medicamentos.

Organizado em quatro eixos (estrutura, educação, informação e cuidado), o programa engloba desde investimentos na estruturação dos serviços farmacêuticos até ações de cuidado ao usuário. A proposta é contribuir para o aprimoramento, implementação e integração das atividades da assistência farmacêutica nas ações e serviços de saúde, visando uma atenção contínua, integral, segura, responsável e humanizada.

RN ACARI  R$           6.000,00
RN AÇU OU ASSU  R$           6.000,00
RN AFONSO BEZERRA  R$           6.000,00
RN ÁGUA NOVA  R$           6.000,00
RN ALEXANDRIA  R$           6.000,00
RN ALMINO AFONSO  R$           6.000,00
RN ANGICOS  R$           6.000,00
RN ANTÔNIO MARTINS  R$           6.000,00
RN APODI  R$           6.000,00
RN ARÊS  R$           6.000,00
RN BARAÚNA  R$           6.000,00
RN BARCELONA  R$           6.000,00
RN BODÓ  R$           6.000,00
RN BOM JESUS  R$           6.000,00
RN BREJINHO  R$           6.000,00
RN CAICÓ  R$           6.000,00
RN CAMPO REDONDO  R$           6.000,00
RN CANGUARETAMA  R$           6.000,00
RN CARNAÚBA DOS DANTAS  R$           6.000,00
RN CORONEL JOÃO PESSOA  R$           6.000,00
RN CRUZETA  R$           6.000,00
RN DOUTOR SEVERIANO  R$           6.000,00
RN ENCANTO  R$           6.000,00
RN FERNANDO PEDROZA  R$           6.000,00
RN FRANCISCO DANTAS  R$           6.000,00
RN FRUTUOSO GOMES  R$           6.000,00
RN GOVERNADOR DIX-SEPT ROSADO  R$           6.000,00
RN GUAMARÉ  R$           6.000,00
RN IPUEIRA  R$           6.000,00
RN ITAJÁ  R$           6.000,00
RN ITAÚ  R$           6.000,00
RN JAÇANÃ  R$           6.000,00
RN JANDUÍS  R$           6.000,00
RN JANUÁRIO CICCO  R$           6.000,00
RN JAPI  R$           6.000,00
RN JARDIM DE ANGICOS  R$           6.000,00
RN JARDIM DE PIRANHAS  R$           6.000,00
RN JARDIM DO SERIDÓ  R$           6.000,00
RN JOÃO CÂMARA  R$           6.000,00
RN JOSÉ DA PENHA  R$           6.000,00
RN JUCURUTU  R$           6.000,00
RN LAGOA DE PEDRAS  R$           6.000,00
RN LAJES  R$           6.000,00
RN LAJES PINTADAS  R$           6.000,00
RN LUCRÉCIA  R$           6.000,00
RN LUÍS GOMES  R$           6.000,00
RN MACAÍBA  R$           6.000,00
RN MAJOR SALES  R$           6.000,00
RN MARTINS  R$           6.000,00
RN MONTE ALEGRE  R$           6.000,00
RN MONTE DAS GAMELEIRAS  R$           6.000,00
RN NOVA CRUZ  R$           6.000,00
RN OLHO-D’ÁGUA DO BORGES  R$           6.000,00
RN OURO BRANCO  R$           6.000,00
RN PARELHAS  R$           6.000,00
RN PASSA E FICA  R$           6.000,00
RN PASSAGEM  R$           6.000,00
RN PATU  R$           6.000,00
RN PAU DOS FERROS  R$           6.000,00
RN PEDRO AVELINO  R$           6.000,00
RN PENDÊNCIAS  R$           6.000,00
RN PORTALEGRE  R$           6.000,00
RN PORTO DO MANGUE  R$           6.000,00
RN PRESIDENTE JUSCELINO  R$           6.000,00
RN RAFAEL FERNANDES  R$           6.000,00
RN RAFAEL GODEIRO  R$           6.000,00
RN RIACHO DA CRUZ  R$           6.000,00
RN RIACHO DE SANTANA  R$           6.000,00
RN RIO DO FOGO  R$           6.000,00
RN RODOLFO FERNANDES  R$           6.000,00
RN RUY BARBOSA  R$           6.000,00
RN SANTANA DO SERIDÓ  R$           6.000,00
RN SANTO ANTÔNIO  R$           6.000,00
RN SÃO BENTO DO TRAIRÍ  R$           6.000,00
RN SÃO FERNANDO  R$           6.000,00
RN SÃO FRANCISCO DO OESTE  R$           6.000,00
RN SÃO JOÃO DO SABUGI  R$           6.000,00
RN SÃO JOSÉ DO SERIDÓ  R$           6.000,00
RN SÃO MIGUEL  R$           6.000,00
RN SÃO MIGUEL DO GOSTOSO  R$           6.000,00
RN SÃO PAULO DO POTENGI  R$           6.000,00
RN SÃO RAFAEL  R$           6.000,00
RN SÃO TOMÉ  R$           6.000,00
RN SÃO VICENTE  R$           6.000,00
RN SENADOR ELÓI DE SOUZA  R$           6.000,00
RN SERRA DE SÃO BENTO  R$           6.000,00
RN SERRA NEGRA DO NORTE  R$           6.000,00
RN SERRINHA DOS PINTOS  R$           6.000,00
RN SEVERIANO MELO  R$           6.000,00
RN SÍTIO NOVO  R$           6.000,00
RN TABOLEIRO GRANDE  R$           6.000,00
RN TANGARÁ  R$           6.000,00
RN TIBAU  R$           6.000,00
RN TIMBAÚBA DOS BATISTAS  R$           6.000,00
RN TOUROS  R$           6.000,00
RN UMARIZAL  R$           6.000,00
RN VÁRZEA  R$           6.000,00
RN VENHA-VER  R$           6.000,00
RN VERA CRUZ  R$           6.000,00
RN VIÇOSA  R$           6.000,00

Projeto com unidade móvel de combate à hanseníase estará no RN

O Instituto de Medicina Tropical (IMT) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) coordena entre os dias 29 de novembro e 11 de dezembro ações de atendimento à Hanseníase nas três maiores cidades do Rio Grande do Norte. O Projeto Carreta da Saúde Final na Hanseníase, caminhão itinerante que atua como um centro de saúde móvel, estará em Natal (29/11 a 05/12), Mossoró (07 e 8/12) e Parnamirim (11/12), em um esforço conjunto com o Ministério da Saúde, as Secretarias Estaduais e municipais de Saúde e a empresa Novartis, parceira na iniciativa.

O atendimento será a pessoas que apresentem sintomas e àqueles cujos familiares já tiveram hanseníase. Portanto, não será uma avaliação dermatológica geral, mas direcionada. “Uma vez feita a suspeita da doença, o paciente será encaminhado para o teste confirmatório dentro da Carreta. Uma vez confirmado, será iniciado o tratamento e o encaminhamento do paciente ao Serviço de Saúde para o seguimento do tratamento. As pessoas que tem os sinais e sintomas da Hanseníase podem nos procurar, independente de terem passado por algum posto de saúde ou não”, explicou Débora Gurgel Costa, que integra o Programa de Tuberculose e Hanseníase do Departamento de Atenção Básica da Secretaria Municipal de Saúde de Natal.

Os principais sintomas são dormências, dor nos nervos dos braços, mãos, pernas e pés; lesões de pele (caroços e placas pelo corpo) com alteração da sensibilidade ao calor, ao frio e ao toque e áreas da pele com alteração da sensibilidade mesmo sem lesão aparente; e diminuição da força muscular. Essas manchas são esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas.

Segundo país do mundo com o maior número de casos de hanseníase, o Brasil registra 30 mil casos novos de hanseníase, enfermidade já controlada em grande parte do mundo. Perde apenas para a Índia, com 126 mil registros por ano. Doença infecciosa, contagiosa e associada a desigualdades sociais, ela afeta principalmente as regiões mais carentes do mundo e é transmitida pelas vias aéreas, como secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro, por pacientes considerados bacilíferos, ou seja, sem tratamento — aqueles que estão sendo tratados deixam de transmitir.

“A ação da carreta reforça a importância do diagnóstico precoce da doença como forma de prevenir as incapacidades físicas decorrentes do diagnóstico tardio, e lembra que a hanseníase tem cura e o tratamento é oferecido gratuitamente pelo SUS”, colocou Maurício Nobre, médico da SESAP e colaborador no IMT, cuja tese de doutorado abordou a hanseníase e foi premiada nacionalmente pelo Instituto Osvaldo Cruz.
O Instituto de Medicina Tropical (IMT) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), inclusive, é uma unidade destinada ao estudo e pesquisa de doenças infecciosas e infectocontagiosas presentes no Nordeste, e à formulação e produção de vacinas para certas doenças, entre elas a Leishmaniose e a Hanseníase.

Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil: 80% dos casos têm cura

O câncer representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos no Brasil, segundo informações do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). No entanto, se diagnosticado precocemente e tratado em centros especializados, cerca de 80% dos casos podem ser curados – e a maioria das crianças e adolescentes terá boa qualidade de vida após o tratamento. A divulgação destas informações é intensificada no dia 23 de novembro, data que ocorre o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil (DNCCI) – instituído pela Lei Nº 11.650, de abril de 2008.

Nesta data, a Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer (CONIACC) chama a atenção da população brasileira para a importância do diagnóstico precoce da doença. A entidade, que congrega 53 instituições de apoio à criança com câncer espalhadas por todo o País, reforça que, quando descoberto cedo, o câncer em crianças e adolescentes tem mais chances de cura.

Para Rilder Campos, presidente da CONIACC, o DNCCI é uma data fundamental para mobilizar a sociedade em prol da importância do diagnóstico precoce da doença. “O câncer infantojuvenil atinge todas as classes sociais, credos e raças, então é um problema da sociedade como um todo, e o fato de termos uma data para registrar esse tema é importante, porque é uma ação nacional e visa sensibilizar toda a sociedade para os sinais e sintomas da doença. Só assim podemos melhorar os nossos índices de cura, só comparados com os de um país subdesenvolvido”, alerta.

Apesar de o tratamento do câncer infantojuvenil ser um dos maiores exemplos de sucesso nas últimas décadas, a taxa de cura no Brasil é aquém do almejado, de acordo a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE). Um dos fatores que contribuem para isso é o diagnóstico tardio. “Uma criança, quando tem a doença diagnosticada precocemente, pode ser tratada com a possibilidade de ter menos sequelas e mais qualidade de vida. Por isso, é tão importante a família ficar atenta aos sinais e sintomas que podem ser do câncer e procurar um médico”, informa Teresa Fonseca, presidenta da SOBOPE.

Sinais e sintomas

Pais e responsáveis, reforça Teresa Fonseca, devem prestar atenção a sinais e sintomas que podem ser confundidos com outras doenças comuns à infância, por isso, o cuidado deve ser reforçado. A presidenta da SOBOPE chama a atenção para características como palidez progressiva, dor óssea, nas articulações, inchaço que provocam dificuldades de andar, manchas roxas ou sangramentos que não são de traumas – principalmente nos membros inferiores e superiores – e febre prolongada que deixa a criança em condições apáticas.

Dores de cabeça diárias matutinas acompanhadas de vômito, alterações no equilíbrio, na visão, no andar, convulsões, presença de ínguas frequentes, perda de peso importante, assim como o comportamento da criança que deixa de brincar e só quer ficar deitada, também podem sinalizar que algo não vai bem. “Diante desses sintomas é importante que a criança seja avaliada por um médico”, alerta Teresa Fonseca.

Diabetes aumenta no país e já atinge 9% dos brasileiros

Em alusão ao Dia Mundial do Diabetes, o Ministério da Saúde reforça o alerta à população sobre o crescimento da doença no país. O diagnóstico da enfermidade aumentou 61,8% em 10 anos, segundo dados da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) do Ministério da Saúde.  Entre 2006 e 2016, o número de pessoas que dizem saber do diagnóstico de diabetes passou de 5,5% para 8,9%. As mulheres lideram o ranking: 9,9% da população feminina declarou possuir a doença contra 7,8% dos homens.

O crescimento do diabetes é uma tendência mundial, devido ao envelhecimento da população, mudanças dos hábitos alimentares e prática de atividade física. De acordo com a Pesquisa Vigitel, 18% da população das capitais brasileiras consomem alimentos doces em cinco ou mais dias da semana, sendo maior entre mulheres (19,7%) do que entre homens (16,0%). O comportamento é mais comum entre jovens de 18 a 24 (26,2%) seguido pela faixa etária de 25 a 34 (20,6%). O levantamento foi feito, a partir de perguntas que indagavam sobre a frequência semanal do consumo de sorvetes, chocolates, bolos, biscoitos ou doces. “Alimentação adequada e prática de exercícios físicos é essencial para conter a doença. Além da ampliação de acesso ao tratamento, temos atuado fortemente na promoção de hábitos saudáveis”, afirmou o ministro Ricardo Barros.

Para os que já têm diagnóstico de diabetes, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferta gratuitamente, já na atenção básica – porta de entrada do SUS, atenção integral e gratuita, desenvolvendo ações de prevenção, detecção, controle e tratamento medicamentoso, inclusive com insulinas. Para monitoramento do índice glicêmico, ainda está disponível nas unidades de Atenção Básica de Saúde, reagentes e seringas.

O programa Aqui Tem Farmácia Popular, parceria do Ministério da Saúde com mais de 34 mil farmácias privadas em todo o país, também distribui medicamentos gratuitos, entre eles o cloridrato de metformina, glibenclamida e insulinas.

Nutricionista explica a importância de uma alimentação saudável aos diabéticos

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas com diabetes vem crescendo devido aos maus hábitos alimentares e rotina sedentária. A diabetes é uma doença crônica em que a quantidade de glicose (açúcar) no sangue é muito elevada, já que o pâncreas não produz ou produz pouca insulina. A insulina é um hormônio que tem como papel permitir a entrada da glicose nas células do corpo para se metabolizarem em energia. “Existem dois tipos de diabetes: a tipo I, que é quando o organismo não produz insulina, mais comum na infância ou adolescência; e a tipo II, quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz, mantendo o nível de glicose no sangue elevado. Normalmente a tipo II é desenvolvida na vida adulta e por conta da má alimentação”, explica a nutricionista do São Cristóvão Saúde, Ana Paula Gonçalves da Silva.

Para controlar o nível de glicemia (quantidade de glicose no sangue), a nutricionista aconselha distribuir a ingestão de alimentos em várias refeições diárias para minimizar os picos glicêmicos (alta taxa de glicose no sangue ou baixa taxa) e otimizar a produção de insulina. “Para o diabético tipo I que está dentro do peso, ele precisa de carboidratos complexos (integrais), como o amido da batata, do arroz e do feijão. A única restrição é para a oferta de glicose e de sacarose, açúcares rapidamente absorvidos pelo organismo. Já para o tipo II, que costumam ser pessoas com sobrepeso, o ideal é uma dieta de emagrecimento. Portanto, além de evitarem açúcares, também devem evitar gorduras, as quais são responsáveis pelo aumento de peso e por alterações no colesterol e triglicérides”, comenta.

Ainda conforme Ana Paula, o cardápio de uma pessoa com diabetes não precisa ser tão restritivo como se imagina. O importante é não consumir açúcares refinados, doces, xaropes, geleias, sorvete, bolos, biscoitos recheados, refrigerante e leite condensado, devido à alta concentração de glicose nesses alimentos. “Também os carboidratos devem ser moderados, preferindo os integrais, que são digeridos mais lentamente pelo organismo, por isso liberam glicose em pequenas quantidades. Assim, não haverá picos de glicemia, pois esta oscilação de taxas de glicose no sangue faz muito mal ao paciente”, esclarece.

Caso haja alguma festa e a vontade por comer um doce seja incontrolável, é necessário reduzir o consumo de carboidratos (pães, massas, biscoitos, bolos, batatas, entre outros) para manter um equilíbrio glicêmico. Esse controle na alimentação, nos diabéticos tipo I, pode inclusive diminuir o uso de injeção de insulina.

Há alguns alimentos que podem melhorar o quadro de diabetes, como os ricos em fibra (inhame, aipim, leguminosas, verduras, legumes e frutas), o que desacelera a digestão dos carboidratos; leites, iogurtes e laticínios lights com baixo teor de gorduras; e frutas com cascas, pois apresentam mais fibras. “Uma boa opção é o abacate, pois quase não apresenta açúcar e é muito rico em gordura que aumenta o bom colesterol, além de deixar o processo de absorção dos alimentos mais lento. Assim, automaticamente, temos um prolongamento de saciedade. Em contrapartida, a fruta é muito calórica e deve ser consumida com cautela, principalmente se estiver acima do peso”, indica a nutricionista.