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Liga contra o Câncer completa 69 anos com lançamento da Escola de Oncologia e de livro

A Liga Norte Riograndense Contra o Câncer completa 69 anos de fundação na próxima terça-feira. Fundada em 17 de julho de 1949, passou de uma simples casa de recolhimento de cancerosos para se tornar o único Centro de Alta Complexidade em Oncologia (CACON) do Estado, e referência em tratamento contra o câncer, tanto no aspecto quantitativo (volume de atendimento), quanto qualitativo (recursos técnicos) da região Nordeste.

Com toda sua experiência acumulada e se consolidando cada vez mais na área acadêmica, instituição inaugura nesta terça-feira, a partir das 9h, em seu Centro Avançado de Oncologia – CECAN, seu mais novo legado: a Escola de Oncologia da Liga Contra o Câncer. Se trata de uma unidade com o objetivo de fortalecer a qualificação de novos especialistas da área da saúde no Rio Grande do Norte, incentivando atividades de pesquisa e visando a melhoria da assistência ao paciente com câncer.

Buscando se tornar instituição de ensino superior em um curto período de tempo, a Escola de Oncologia já nasce com o reconhecimento do MEC, abrigando residências médicas nas áreas de Mastologia, Radioterapia, Cancerologia Clínica, Cancerologia Pediátrica, Cancerologia Cirúrgica, Patologia Clínica, Cirurgia de Cabeça e Pescoço e ainda residências nas áreas de Enfermagem, Nutrição e Farmácia. A Escola irá atuar em todas as fases da educação superior, com parcerias com o conjunto de universidades públicas e privadas do Rio Grande do Norte, em diversos cursos de graduação e pós-graduação.

Outro fundamental campo de atuação da Escola de Oncologia será o da pesquisa clínica: “Atualmente já temos um avançado e respeitado programa de pesquisa em todas as fazes da educação superior, com diversos trabalhos em andamento e outros já premiados internacionalmente, publicados em respeitadas revistas da Europa e Estados Unidos, que influenciam condutas na oncologia e se revertem em um retorno muito grande para a sociedade. Em um futuro próximo seremos não apenas uma unidade hospitalar assistencial, mas também uma unidade hospitalar de ensino superior, com cursos de graduação e pós-graduação. ”, afirma o Coordenador da Escola de Oncologia, Edilmar de Moura Santos.

Lançamento de Livro – Aproveitando a celebração do aniversário, a Instituição irá lançar também, a Biografia de um de seus mais ilustres colaboradores, o Dr. Aluísio Bezerra de Oliveira, professor universitário aposentado e primeiro médico especializado em oncologia do RN, que começou a atuar na instituição em 1970 e é responsável por inúmeras mudanças positivas na Liga Contra o Câncer.

O livro traz fatos importantes de sua vida que estão diretamente relacionados à história da instituição e do ensino da medicina no Rio Grande do Norte, com fotos e registros históricos.

Vacinação é única maneira de prevenir a paralisia infantil

Brasil percorreu um longo caminho entre a primeira vacina de poliomielite oferecida ao público, nos anos 1950, até a erradicação completa da doença, quatro décadas depois. O trabalho valeu a pena: a doença, que antes fazia milhares de vítimas a cada ano, hoje é considerada rara.

Por isso, as famílias devem permanecer atentas e não deixar de vacinar as crianças, pois essa é a única maneira de prevenir a doença. Caso contrário, poliomielite, sarampo e outras infecções voltarão rapidamente a ser um problema.

A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, é uma doença infecto-contagiosa viral aguda, ou seja, é causada por um vírus, chamado de poliovírus selvagem. A criança com poliomielite sofre com um quadro de paralisia flácida, de início repentino.

De acordo com o Ministério da Saúde, a paralisia ocorre de forma súbita e evolui em, no máximo, três dias. “Acomete em geral os membros inferiores, de forma assimétrica, tendo como principal característica a flacidez muscular, com sensibilidade conservada e arreflexia no segmento atingido”, esclarece o ministério. A transmissão do vírus pode ocorrer:

  • Por contato direto pessoa a pessoa
  • Pela via fecal-oral (contato com objetos, alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou portadores do vírus)
  • Pela via oral-oral, por meio de gotículas de secreções da orofaringe (ao falar, tossir ou espirrar)
  • Por contatos provocados pela falta de saneamento, más condições habitacionais e de higiene pessoal

 

Água sanitária mata a larva do mosquito da dengue, chinkungunya e zika

Está comprovado cientificamente que hipoclorito de sódio, conhecido comercialmente como água sanitária,  ajuda a combater a proliferação do Aedes aegypti. 

Você sabia que a água sanitária (hipoclorito de sódio com concentração de cloro ativo entre 2,0% e 2,5%) mata as larvas do mosquito transmissor da dengue, chinkungunya e zika vírus?  O poder do cloro no combate de possíveis criadouros do Aedes aegypti  foi comprovado cientificamente.  O produto também é capaz de matar a maior parte de germes e bactérias causadores das doenças transmitidas pela água contaminada das enchentes, como leptospirose, hepatites do tipo A e E e gastroenterites.

A ação do produto é reconhecida pelo Ministério da Saúde (http://combateaedes.saude.gov.br/pt/prevencao-e-combate/indicacoes-agua-sanitaria) e foi comprovada por um estudo do Laboratório de Radiobiologia e Ambiente do Centro de Energia Nuclear na Agricultura – CENA -,  da Universidade de São Paulo (USP). O estudo mostrou que o hipoclorito de sódio é quase 100% eficaz para este uso, diz o doutorando Andre Ricardo Machi, um dos responsáveis pela pesquisa.

A higienização das casas para eliminar as larvas do mosquito é um hábito a ser incorporado na rotina das famílias e empresas, considerando-se que 80% dos focos estão dentro de casa

A prevenção é a melhor maneira de combater o mosquito e evitar doenças e epidemias.

 

Dicas práticas de uso da água sanitária

 

Ralos. Despeje solução de água sanitária na proporção de uma colher de sopa por litro de água em ralos de pias, banheiros e cozinha. Atenção: Faça a limpeza das pias e dos ralos à noite, antes de dormir, para que a água sanitária possa agir por mais tempo.

Plantas. Essa mesma solução (água sanitária na proporção de uma colher de sopa por litro de água) também pode ser usada para a rega de plantas, particularmente  que acumulam água entre as folhas, como as bromélias. Esta solução não faz mal às plantas e evitará o desenvolvimento da larva do mosquito.

Vaso sanitário. Coloque o equivalente a duas colheres de hipoclorito de sódio por litro de água no vaso sanitário, nos ralos do banheiro, cozinha e a área de serviço. Esse é um cuidado que se deve ter antes de viajar, quando a casa fica fechada por algum tempo.

Piscina. É importante manter a piscina tratada, mesmo que não esteja sendo usada. Com o tempo, o cloro pode evaporar, e a piscina se tornar um foco da larva do mosquito. Durante o inverno, por exemplo, é comum deixar a piscina coberta. Nesse caso, não deixe acumular água de chuva na lona de cobertura, pois pode ser um foco do mosquito.

Caixas d’água.  A limpeza deve ser feita a cada seis meses. Feche a entrada de água e esvazie a caixa quase toda. Deixe sobrar água suficiente para lavar, com uma escova, as paredes e o fundo da caixa. Não use produtos de limpeza nessa etapa. Enxágue bem e esvazie toda a água suja, dando repetidas descargas no vaso sanitário. Depois de limpa, encha a caixa novamente e adicione um litro de água sanitária para cada 1.000 litros de água. Espere duas horas e esvazie novamente a caixa, abrindo todas as torneiras, para limpar os canos da casa, até sair água limpa. Depois, encha com água potável e tampe.

Verduras, frutas e legumes. Coloque numa bacia plástica água misturada com águia sanitária, na proporção de 1 colher  das de sopa (15 ml) de água sanitária para cada litro de água. Lave as verduras, frutas e legumes com água corrente em abundância e depois mergulhe-as por 30 minutos na bacia plástica,  agitando–as ocasionalmente. Passado esse tempo, lave novamente a verdura na torneira tirando o excesso de água sanitária.

A água usada na desinfecção dos alimentos pode ser aproveitada para lavagem de pias, pisos, bancadas e utensílios domésticos em geral, inclusive toalhas e panos de pia.

Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular alerta para riscos de tratamento contra varizes

A Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular lançou campanha nacional para alertar sobre os riscos de se submeter à escleroterapia, um tratamento comum contra varizes, sem o devido acompanhamento médico. De acordo com a presidente da SBACV-RN, Liana Berúcia, muitas pessoas procuram profissionais não médicos para fazer o tratamento, popularmente conhecida como “aplicação”.

Ao buscar profissionais que não sejam médicos para tratar a doença, o paciente “corre risco de sofrer consequências sérias”, segundo a médica. “Pode haver complicações, que variam desde a insatisfação estética com o resultado até ameaça à integridade física, trombose, embolia pulmonar, gangrena, infecções e reações alérgicas graves”.

A SBACV alerta para que mesmo antes de se submeter ao tratamento, é importante passar por uma avaliação médica, porque apenas o especialista pode indicar o procedimento adequado, depois de fazer um diagnóstico correto do grau da doença. Há situações em que é necessário um procedimento cirúrgico para resolver o problema.

De acordo com a SBACV, 35,5% da população brasileira têm varizes, uma doença que pode gerar complicações como trombose, úlceras, dores e inchaço.

A campanha também está alertando para outro tipo de tratamento, chamado de ozonioterapia, que usa ozônio para lidar com as varizes. De acordo com a associação médica, não há qualquer embasamento científico sobre a eficácia ou segurança desse tipo de tratamento e o Conselho Federal de Medicina, inclusive, já emitiu nota de repúdio ao projeto de lei que autoriza a ozonioterapia

6 de junho: Dia Nacional do Teste do Pezinho

A triagem neonatal biológica, mais conhecida como Teste do Pezinho, foi introduzida no Brasil na década de 1970 que na época investigava apenas duas doenças. Hoje, o Sistema Único de Saúde (SUS) realiza o Teste Básico para seis doenças: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, doença falciforme, fibrose cística, deficiência de biotinidase e hiperplasia adrenal congênita. Mas, pode-se triar até 48 doenças no Teste do Pezinho Super.

Rosemeire dos Santos Vieira, professora do Curso de Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, explica que o exame é feito a partir de gotas de sangue colhidas do calcanhar do recém-nascido.

“É rápido, pouco invasivo e não traz risco algum à saúde do bebê. Ele deve ser realizado entre o 3° e o 5° dias de vida e o resultado dever ser apresentado em consulta médica ou de enfermagem em Unidades Básicas de Saúde, ou em consultórios particulares”, diz a professora.

Com a realização do Teste do Pezinho é possível diagnosticar precocemente essas doenças, permitindo a intervenção oportuna por meio de tratamento específico, diminuindo ou até eliminando os problemas associados a essas doenças. Essa ação preventiva e simples alcança mais de 80% dos nascidos vivos brasileiros.

Em 2001, o Ministério da Saúde criou o Programa Nacional de Triagem Neonatal e tornou o teste do pezinho obrigatório em todo o território nacional na rede pública e privada (Brasil, 2016)

Campanha Nacional de Vacinação começa nesta segunda-feira (23)

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza 2018 tem início nesta segunda-feira (23) e prossegue até 1° de junho, sendo 12 de maio o “Dia D” de mobilização nacional. De acordo com a Coordenação Estadual de Imunizações (CEI) da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), a estimativa é vacinar mais de 54,4 milhões de pessoas em todo o país e 879.430 no Rio Grande do Norte, tendo como meta vacinar, pelo menos, 90% dos grupos prioritários.

Fazem parte dos grupos elegíveis para a vacinação as crianças na faixa etária de seis meses a menos cinco anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias), gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), indivíduos a partir dos 60 anos, trabalhadores da saúde, professores de escolas públicas e privadas, povos indígenas, grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, a população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional.

Segundo Katiucia Roseli, coordenadora estadual de Imunizações, “a Sesap está concentrando esforços, por meio da CEI e das Unidades Regionais de Saúde, para que os municípios vacinem o máximo possível de pessoas pertencentes aos grupos prioritários. A ideia é que assim se possa reduzir as internações, complicações e óbitos causados por influenza”.

Campanha nacional de vacinação contra gripe começa dia 23 no RN

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza 2018 será realizada no período de 23 de abril a 1° de junho, sendo o 12 de maio o ‘Dia D’ de mobilização. De acordo com a Coordenação Estadual de Imunizações (CEI), a estimativa para esta edição é vacinar mais de 54,4 milhões de pessoas em todo país. No Rio Grande do Norte, a expectativa é imunizar 879.430 pessoas, tendo como meta atingir 90% dos grupos prioritários.

Fazem parte dos grupos elegíveis para a vacinação:

  • Crianças na faixa etária de seis meses a menos de 5 anos de idade
  • Gestantes
  • Puérperas (até 45 dias após o parto)
  • Indivíduos a partir dos 60 anos
  • Trabalhadores da saúde
  • Professores de escolas públicas e privadas
  • Indígenas
  • Portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais
  • Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas
  • População privada de liberdade
  • Funcionários do sistema prisional

Segundo Katiucia Roseli, coordenadora de Imunizações, “em 2017, o RN vacinou 85,7% desta população, e para este ano a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) está concentrando esforços, por meio da CEI e das Unidades Regionais de Saúde, para que os municípios vacinem o máximo possível de pessoas pertencentes aos grupos prioritários. A ideia é que assim se possa reduzir as internações, complicações e óbitos causados por influenza”.

Influenza

A influenza, mais conhecida como gripe, é uma doença respiratória infecciosa de origem viral que pode levar ao agravamento e à morte, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção (crianças menores de 5 anos de idade, gestantes, adultos com 60 anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais).

Mortes

De acordo com a Subcoordenadoria de Vigilância Epidemiológica da Sesap, este ano, nos meses de janeiro e fevereiro foram notificados 18 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, com duas mortes confirmadas. (Com informes do G1RN)