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Rio Grande do Norte terá 6.893 agentes de saúde formados em técnico em enfermagem

O Ministério da Saúde irá qualificar 6.893 agentes comunitários de saúde (ACS) e de combate às endemias (ACE) como técnico em enfermagem no estado do Rio Grande do Norte. A medida faz parte da nova Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), que amplia a atribuição desses profissionais, proporcionando maior resolutividade aos atendimentos realizados à população. Ao todo, serão investidos R$ 1,25 bilhão na formação dos agentes, que terão o curso totalmente gratuito, livres de taxas, mensalidades ou quaisquer contribuições relativas à prestação do serviço.

O curso será ofertado por instituições de ensino públicas e privadas do estado, habilitadas pelo Ministério da Educação e habilitadas no Programa de Formação Técnica para Agentes de Saúde (PROFAGS). Para participar do programa, as instituições precisam se credenciar para indicar a quantidade de vagas possíveis de serem atendidas, por município de abrangência e por semestre. Após isso, as entidades encaminharão para avaliação do Ministério da Saúde documentos que comprovem habilitação jurídica, regularidade fiscal e trabalhista, além de qualificação técnica e econômico-financeira. O edital, para as entidades interessadas em participar do programa, está disponível no site www.saude.gov.br.

“A medida permitirá uma ampliação do acesso à Atenção Básica, levando um atendimento de qualidade e com alta resolutividade à população brasileira, evitando custos desnecessários e assistência mais complexa. Estamos contando com as instituições para que qualifiquem, com o que possuem de melhor, esses agentes de saúde”, destacou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Em todo o país, serão mais de 250 mil vagas de qualificação. O curso será totalmente gratuito, livres de taxas, mensalidades ou quaisquer contribuições relativas à prestação do serviço. Um dos objetivos do Ministério da Saúde com a formação desses profissionais é ampliar o acompanhamento da saúde da população no atendimento que é feito nos domicílios e nas comunidades, reduzindo agravos.

A expectativa é de que a partir de março, os agentes comunitários de saúde e de combate às endemias já possam dar início ao curso, que terá o prazo de dois anos (1.800 horas/aula) para concluir a formação. Após esta qualificação, os profissionais poderão fortalecer as ações de promoção da saúde e de prevenção de doenças, passando a fazer curativos em domicílio, medir a pressão e a glicemia, entre outras atribuições que levarão atendimento primário à casa do paciente. Eles, também, poderão ajudar no combate ao Aedes aegypti, transmissor dos vírus da zika, dengue e chikungunya. Atualmente, segundo estimativa do Ministério, até 30% dos agentes que atuam no SUS já possuem a formação em Técnico em Enfermagem.

Nutricionista dá dicas para diminuir o desconforto do dia seguinte

Depois de exagerar um pouquinho na bebida alcoólica é comum acordar com aquele mal estar, popularmente chamado de ressaca. Dor de cabeça, enjoo, azia, falta de apetite e queimação no estômago, são os sintomas mais comuns. Trata-se de uma reação do organismo ao alto consumo de álcool, que quando consumido acima do recomendado, 30 gramas ao dia, é prejudicial à saúde. Os órgãos mais afetados pelo consumo em excesso são o fígado, estômago, coração, intestino e cérebro. “Ao serem metabolizadas as bebidas formam compostos diferentes, de acordo com o tipo, o que pode interferir na sensação de mal estar”, explica Cintya Bassi, nutricionista do Hospital e Maternidade São Cristóvão.

Algumas pessoas acreditam que a qualidade da bebida interfere na intensidade dos sintomas da ressaca, mas a especialista esclarece. “Não há uma ligação comprovada, o que influencia é o teor alcoólico. A vodca e o gim, por exemplo, são feitas a base de etanol puro e quando metabolizados formam o acetaldeído, que em excesso provoca desidratação e dor de cabeça. Já a cerveja possui uma quantidade maior de água, por isso pode demorar mais para levar à ressaca”.

De acordo com a nutricionista, a ressaca pode ser intensificada ou variada de acordo com a combinação de bebidas alcoólicas. Opções destiladas, doces ou gaseificadas possuem maior permeabilidade, facilitando a absorção do álcool no organismo. Por isso, quando se misturam, as alterações físicas e emocionais podem surgir mais rapidamente. Isso inclui a cachaça, vodca, tequila e champanhe.

Para quem exagerou na dose, a nutricionista aconselha uma alimentação leve. “Para diminuir a sensação de mal-estar é preciso repor as energias com alimentos leves e de fácil absorção para que, nesse momento, o estômago e fígado não sejam ainda mais sobrecarregados. Por isso, incluir frutas e pães simples pode auxiliar. Um fator muito importante para combater a ressaca é a hidratação, que deve ser reforçada, pois essa é uma das principais consequências que ocasionam a dor de cabeça”. A especialista ressalta que, além de muita água, é recomendado o consumo de água de coco que fornece líquido e auxilia na reposição de minerais. Outros alimentos com propriedades depurativas como couve, repolho, melancia, beterraba e abacaxi são indicados para desintoxicar o fígado e limpar o intestino.

O consumo de bebida alcoólica aumenta a quantidade de toxinas no corpo, desequilibra os níveis de açúcar, além das vitaminas e minerais. A nutricionista explica que o álcool precisa de um tempo no organismo para ser metabolizado e eliminado, por exemplo, uma taça de vinho demora cerca de 1 hora para ser completamente metabolizada, sendo assim o mais importante é respeitar o corpo e evitar chegar à fase de ressaca. Confira alguns cuidados para reduzir o mal estar:

Reforce a Hidratação.

Evite alimentos gordurosos;

Evite excesso de cafeína;

Alimente-se adequadamente.

Apenas 20% das mulheres brasileiras fazem a mamografia ao menos a cada dois anos

No próximo dia 5 de fevereiro é celebrado o Dia Nacional da Mamografia, que tem como objetivo reforçar a importância do exame que identifica o câncer de mama. Segundo a Fundação do Câncer, a doença afeta cerca de 57 mil mulheres por ano, mas é um tumor curável em até 98% dos casos se detectado na fase inicial. O diagnóstico precoce pode evitar a retirada do seio.

Mesmo com as grandes chances de cura, dados da Pesquisa Avon/IPSOS – Percepções sobre o Câncer de Mama – revelam que apenas 20% das mulheres brasileiras fazem a mamografia ao menos a cada dois anos.

A realização de exames periódicos de acordo com a faixa etária é um importante instrumento de prevenção para investigação e diagnóstico de possíveis problemas, não só do câncer de mama, conforme explica Cintia Pereira, ginecologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo. “Esse cuidado e controle pode permitir a detecção de doenças sérias, que podem vir a se tornar a causa de morte ou morbidade do público feminino, quando não diagnosticadas”. Além disso, a especialista alerta sobre a necessidade de se adotar um estilo de vida saudável. “É importante ressaltar que, além da realização dos exames preventivos, o bem estar físico, psíquico e social depende também de atitude em relação à vida. Portanto, é sempre benéfico manter a alimentação saudável, praticar atividades físicas com regularidade, tomar banhos de sol sempre que possível, dormir suficientemente todos os dias e evitar hábitos prejudiciais, como o tabagismo, excesso de álcool e drogas.”

Desde junho de 2016, a Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo passou a contar nas Unidades Pompeia e Santana com o Centro de Saúde da Mulher, dedicado ao serviço de Ginecologia, suas subespecialidades e exames de diagnóstico.  O maior diferencial do espaço é atender todos os tipos de patologias ginecológicas em uma abordagem integral da saúde da mulher, desde a prevenção, diagnóstico e cirurgias de patologias benignas, até casos como oncologia mamária e pélvica.

Cintia ressalta ainda a importância do tratamento multidisciplinar que é oferecido pelo Centro. “Após o diagnóstico, o tratamento pode envolver desde medicação adequada, cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Para cada caso, é estudada a melhor abordagem, podendo ser trabalhada junto com outras especialidades, como cardiologia, reumatologia, endocrinologia e psiquiatria”, explica.

Além do câncer de mama, o Centro de Saúde da Mulher também realiza o diagnóstico e o tratamento para outros tipos de patologia, como câncer de colo de útero e de ovário e miomatose uterina (tumores não cancerosos no útero que surgem na fase reprodutiva da mulher).

O atendimento às pacientes é realizado de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, em pronto atendimento. Já o atendimento ambulatorial com horário marcado ocorre de segunda a sexta, das 8h às 19h, e aos sábados, das 8h às 13h.

Ação do MPF garante a pacientes do SUS fornecimento gratuito de medicamento para quimioterapia

A Justiça Federal julgou procedente uma ação ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF) no Rio Grande do Norte e a partir de agora a União e o Estado terão de fornecer gratuitamente o medicamento Bleomicina a todos os pacientes usuários do SUS, residentes no RN. A droga é utilizada no tratamento quimioterápico, no combate ao câncer, principalmente no tratamento do linfoma de Hodgkin; e também prescrita, com menos indicação, no tratamento de tumores de colo uterino e para a realização de procedimentos em derrame pleural.

De acordo com o MPF, apesar de comprovadamente eficaz – com base em evidências científicas – segundo informações da Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat) a droga não é fornecida pelo SUS, pois não está incluída em portarias do Ministério da Saúde, nem contemplada nos programas estratégicos, embora registrado pela Anvisa e comercializado no Brasil. “Dessa forma, pode-se concluir que o fármaco em questão é necessário e eficaz, não é experimental, já que tem registro na Anvisa, e seu fornecimento não vai causar grave prejuízo econômico à União”, destaca trecho da sentença.

De acordo com a decisão da Justiça Federal, o Estado e a União terão que fornecer solidariamente o medicamento, de modo ininterrupto, aos pacientes do RN que comprovem a necessidade do uso e ineficácia da política institucionalizada no SUS, por intermédio de receituário expedido por médico vinculado ao Sistema Único de Saúde. A multa para o descumprimento é de R$ 5 mil por recusa a paciente que comprovadamente fizer jus ao fornecimento.

Conselhos de Farmácia advertem: Informações sobre medicamentos, apenas de fontes seguras

Por hora, duas pessoas se intoxicam com medicamentos no Brasil devido a problemas como a automedicação, segundo dados extraídos das estatísticas do SINITOX – Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas. A automedicação é um hábito entre os brasileiros, praticada com indicação de leigos e, cada vez mais, da internet. O combate a esse mau hábito e o incentivo à busca de informações sobre medicamentos em fontes seguras, como o profissional farmacêutico, são o foco da campanha do Conselho Federal de Farmácia (CFF) e conselhos regionais pelo Dia do Farmacêutico, 20 de janeiro.

O Presidente do Conselho Regional de Farmácia do RN (CRF-RN), Sales de Araújo Guedes, destaca o papel fundamental do farmacêutico na prevenção dessa prática perigosa. “O Farmacêutico tem papel estratégico na prevenção desses casos, devido o fácil acesso da população a este profissional, que pode levar orientação técnica e correta sobre a utilização racional dos medicamentos”, lembra o presidente.

A orientação da campanha promovida pelos conselhos é não usar medicamentos sem orientação profissional e consultar sempre o farmacêutico. A iniciativa visa, também, colaborar com a meta da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) em seu desafio global, de reduzir em 50% os danos graves e evitáveis provocados pelo mau uso dos medicamentos nos próximos cinco anos. Segundo a OPAS/OMS, os erros de medicação causam pelo menos uma morte todos os dias e prejudicam aproximadamente 1,3 milhões de pessoas, anualmente, apenas nos Estados Unidos. Os números são semelhantes nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, como o Brasil.

Prevenir erros relacionados ao uso de medicamentos, além de salvar vidas, evita uma enorme e desnecessária pressão sobre os orçamentos de saúde. Levantamento recente feito pelo farmacêutico Gabriel Freitas, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), indica que o Sistema Único de Saúde (SUS) gasta R$ 60 bilhões por ano para tratar consequências negativas do uso de medicamentos no Brasil. E metade dos casos seriam evitados com uma supervisão mais cuidadosa e efetiva do uso destes, segundo o pesquisador.

UFRN promove campanha com ações voltadas à saúde mental

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) realiza a quarta edição da campanha Janeiro Branco, que acontece pela quinta vez no Brasil e neste ano adota o slogan “Quem cuida da mente, cuida da vida”. O projeto desperta a reflexão e o desenvolvimento de ações voltadas à saúde mental, com uma programação especial na UFRN durante o mês de janeiro para convidar as pessoas a pensar em suas vidas, emoções, relacionamentos, sentimentos e sonhos para 2018.

O Serviço de Psicologia Aplicada (Sepa) e o Núcleo de Apoio ao Discente (Nadis) da UFRN promoverão bate-papos e meditação junto à comunidade universitária, entre os dias 15 e 19 no Campus Central e de 22 a 26 de janeiro nos hospitais universitários. Entre os assuntos abordados estarão conversas sobre depressão, ansiedade, a mulher universitária, saúde no trabalho, além da apresentação do documentário “Entrelaços”. A iniciativa conta com apoio da Diretoria de Atenção à Saúde do Servidor (DAS), que ganha decoração sobre a campanha e ainda promove uma oficina de Arteterapia no dia 25.

A Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proae), por meio da Coordenadoria de Atenção à Saúde do Estudante (CASE), também adere ao Janeiro Branco com a divulgação de material informativo em redes sociais e sites da universidade. Após o retorno às aulas, em fevereiro, serão realizadas rodas de conversa e esclarecimentos sobre os cuidados com a saúde mental em diversos pontos da UFRN, entre eles a residência universitária, sala de espera da Proae e centros acadêmicos.

As inscrições para participar das atividades da campanha devem ser feitas no Sistema Integrado de Gestão de Atividades (Sigaa) a partir da próxima segunda-feira, 8. Outras informações podem ser obtidas aqui ou ainda através do número (84) 98824-0441 (somente WhatsApp) ou pelo e-mail janeirobranconatal@gmail.com.

Conheça as doenças causadas pela má alimentação 

Diariamente, grande parte das pessoas se submetem a diversas atividades e, por consequência, nem sempre têm tempo suficiente para uma refeição saudável. Assim, a opção mais prática são as comidas prontas e industrializadas ou aquele lanche rápido no fast food. A questão é que com esses alimentos vêm junto problemas e doenças decorrentes desses hábitos nada benéficos.

Segundo Máximo Asinelli, nutrólogo na Clínica Asinelli, “pular refeições, comer alimentos ricos em gorduras, consumir alimentos industrializados em excesso e outras atitudes deste tipo diminuem a disponibilidade de nutrientes – que são necessários ao bom funcionamento do organismo -, o que resulta no processo de doença”, explica.
Gorduras saturadas, frituras e carne vermelha gorda são os alimentos que mais levam tempo para serem digeridos. “Os alimentos que são de difícil digestão exigem muito mais do organismo, justamente porque requer um gasto energético muito maior para a sua metabolização. Portanto, se você quer evitar a indisposição, procure consumir alimentos mais leves”, explica.
Máximo pontua que “as verduras com a tonalidade verde-escuro como: couve, brócolis, escarola e espinafre também não podem faltar, pois são ricas em vitamina A, E , D e Ácido fólico. Os sucos verdes preparados com abacaxi, couve ou hortelã podem ser indicados para quem precisa de mais disposição.”
Asinelli destaca as principais doenças causadas pela má alimentação:

Obesidade: Doença que surge derivado a uma alimentação rica em matéria gorda, açucarada e excesso de proteínas.
Gastrite: O aumento de colesterol na corrente sanguínea pode ocasionar entupimento de veias e artérias causando o infarto e derrame. O colesterol provém de duas fontes: do seu organismo e dos alimentos que você ingere.

Colesterol elevado: O aumento de colesterol na corrente sanguínea pode ocasionar entupimento de veias e artérias causando o infarto e derrame. O colesterol provém de duas fontes: do seu organismo e dos alimentos que você ingere.

Hipertensão arterial: Doença que surge derivado ao excesso de sal na alimentação.

Desnutrição: Doença que surge devido a uma alimentação baixa em calorias e nutrientes.

Doenças generativas: Surgem devido à prática de uma alimentação com alto teor de gorduras saturadas, colesterol e ao elevado consumo de calorias.

Prisão de ventre: Problema de saúde derivado do consumo excessivo de alimentos refinados, como a farinha, o açúcar, a carne, as gorduras. E também devido ao consumo insuficiente de fibras oriundas de vegetais e frutas.

Anemia nutricional: Doença resultante da insuficiência do consumo de ferro e ácido fólico devido ao consumo excessivo de açúcares, gorduras e alimentos refinados.

“Ainda que pareça mentira, a maior parte destas doenças pode ser prevenida no âmbito da própria casa, aplicando-se regras simples: a força de vontade”, finaliza o nutrólogo.

Serviço: Clínica Asinelli