CAIXA COMEÇA A PAGAR ABONO DO PIS PARA NASCIDOS EM OUTUBRO

Começa nesta quinta-feira (18) o pagamento do Abono Salarial do Programa de Integração Social (PIS) calendário 2018/2019, ano-base 2017, para os trabalhadores nascidos no mês de outubro. Os valores variam de R$ 80 a R$ 954, conforme o tempo de trabalho durante o ano passado. Titulares de conta individual na CAIXA com saldo acima de R$ 1,00 e com movimentação na conta receberam o crédito automático antecipado nessa terça-feira (16).

O início do pagamento se deu em julho, com os nascidos naquele mês. Os recursos de todos beneficiários ficam disponíveis até 28 de junho de 2019.

Para os nascidos em outubro, estão disponíveis R$ 1.385.455.512,00 para 1.894.404 trabalhadores. O valor do benefício pode ser consultado no Aplicativo CAIXA Trabalhador, no site da CAIXA (www.caixa.gov.br/PIS) ou pelo Atendimento CAIXA ao Cidadão: 0800 726 0207.

Mais da metade das mortes por influenza são de pessoas acima dos 60 anos

O Dia Nacional da Vacinação (17 de outubro) promove conscientização sobre a importância de se imunizar. Nesta data, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) alerta para a relevância dessa ação preventiva voltada aos idosos, sobretudo àqueles sob maior risco. Ou seja, que apresentam doenças pulmonares, doenças do coração, diabetes, entre outras. Segundo o Ministério da Saúde, já foram registradas 1.333 mortes por conta do influenza (o vírus da gripe) em 2018. Destas, 55% dizem respeito a óbitos de pacientes acima dos 60 anos.

Na velhice, as infecções são responsáveis por parte dos problemas de saúde em idosos e estão relacionadas à menor capacidade de defesa do organismo e alterações naturais da idade. Nestes casos, a imunização auxilia na prevenção de doenças. “Os idosos com estas doenças são os que mais sofrem com o vírus da gripe, tanto na mortalidade quanto na comorbidade. É preciso engajamento desta faixa etária para a imunização”, diz Dra. Maisa Kairalla, presidente da Comissão de Imunização da SBGG.

De modo geral, todas as vacinas podem ser aplicadas nos idosos. Algumas requerem precauções especiais, como é o caso do sarampo, da caxumba, da rubéola, da varicela e da febre amarela, compostas de vírus vivos atenuados. Atualmente, o Ministério da Saúde disponibiliza três vacinas para a população idosa de acordo com a situação vacinal de cada paciente, além da imunização contra a gripe.

“O governo prioriza a população com doenças crônicas, mas todos os idosos devem ser vacinados. A influenza deixa a pessoa fragilizada e muitas vezes há associação com infecções bacterianas, como é a pneumonia e outros problemas de saúde”, diz a especialista.

A Sociedade Brasileira de Imunização (SBIM) e a SBGG preconizam a utilização das vacinas como: Influenza, infecções Pneumocócicas, Tétano-difteria, Hepatite A e B, oferecidas de forma gratuita na rede pública de saúde, e Herpes Zoster, disponível em clínicas privadas.

A SBGG também destaca a importância do profissional da rede básica de saúde, uma vez que são estes os responsáveis pelo primeiro contato com a população idosa e devem estar aptos a orientar de forma adequada sobre a necessidade da imunização.

Advogados e usuários podem baixar aplicativo PJe Mobile do TJRN no celular

A partir desta quarta-feira (17), advogados e usuários dos sistemas da Justiça Estadual do Rio Grande do Norte podem utilizar o sistema PJe Mobile. Ou seja, por meio de smartphones, celulares e computadores, o cidadão pode acessar informações sobre processos que tramitam no Processo Judicial Eletrônico, de forma fácil e rápida. O aplicativo foi desenvolvido pelo Tribunal de Justiça RN em parceria com o Instituto Metrópole Digital (IMD), da UFRN, e os alunos da Residência Judicial em Tecnologia da Informação voltada para o ambiente jurídico.

“Este é um passo importante para modernizar o acesso do cidadão aos sistemas da Justiça potiguar, utilizando o que há de melhor em tecnologia de informática e inteligência artificial, inovando e apresentando novas possibilidades de acesso à informação para advogados e partes”, ressalta o presidente do TJRN, desembargador Expedito Ferreira, entusiasta deste projeto inovador e de uso prático para milhares de pessoas, que necessitam deste serviço.

“Acreditamos na produção do conhecimento e mais do que isso em projetos tecnológicos concretos, que as pessoas possam usar no dia a dia, é bom para a Justiça e melhor ainda para o cidadão”, reiterou Expedito Ferreira.

O aplicativo entra em pleno funcionamento, já disponível para download em dispositivos com os sistemas android e IOS. Em agosto, o PJe mobile foi apresentado a juízes e advogados que puderam avaliar a ferramenta e sugerir melhorias e ajustes para as próximas atualizações. Com isso, a equipe de tecnologia agregou ao aplicativo as principais sugestões feitas pelos usuários.

Agora, os advogados e as partes podem receber notificações sobre o andamento dos processos que eles favoritarem. É possível também associar o aplicativo ao calendário do celular, para notificações de futuras audiências, e ao aplicativo de mapas do celular, para facilitar a navegação até a unidade julgadora de escolha.

A versão móvel é para uso das pessoas que têm algum processo em trâmite na Justiça do Rio Grande do Norte. Os usuários terão acesso ao aplicativo com login e senha, por onde poderão acompanhar as movimentações do processo no PJe. “Uma verdadeira plataforma de consulta, acompanhamento e notificação, de forma móvel, mas esse é só o começo”, segundo o secretário de Tecnologia da Informação do TJRN, Gerânio Gomes.

A nova ferramenta possui diversas funcionalidades para tornar mais prático o acesso aos processos eletrônicos. Segundo o professor Itamir Barroca, diretor de Tecnologia da Inovação IMD, “o aplicativo é uma forma de aproximar essas informações do público de uma maneira rápida e prática”.

“Desenvolvemos o PJe Mobile para que o advogado possa acessar de forma mais prática e rápida os processos. O aplicativo não tem todas as funcionalidades do site PJe, mas é mais simples e o público pode, por exemplo, favoritar um processo e receber notificações direto no celular sobre ele”, informa Itamir.

Além de receber notificações de movimentações no processo, também é possível integrar datas importantes do julgamento no calendário do usuário, tanto no calendário Google, quanto no iCloud, já que ambas as plataformas, Android e iOS, receberam uma versão do aplicativo.

Horário de verão começa no próximo dia 4 em dez estados e no DF

O governo federal confirmou que o início do horário de verão deste ano será no dia 4 de novembro. Com isso, à 0h do primeiro domingo do mês, considerando como oficial o de Brasília, os relógios devem ser adiantados em uma hora (marcando 1h).

Até o ano passado, a hora de verão começava no terceiro domingo de outubro e terminava no terceiro domingo de fevereiro do ano seguinte. No entanto, em decreto publicado em dezembro de 2017 e para evitar a coincidência com o período eleitoral, o governo determinou que o início passaria para o primeiro domingo de novembro, sem alterar o término.

Portanto, na madrugada do dia 16 de fevereiro de 2019 os relógios devem ser atrasados em uma hora, voltando para o atual. Ou seja, à meia-noite de sábado para domingo, deve-se marcar 23h.

Histórico

Por conta da variação de luminosidade em cada parte do País, a hora de verão é válida apenas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.

O objetivo é que a população aproveite melhor a luz natural na estação em que os dias ficam mais longos. Dessa forma, usualmente a concentração de consumo entre 18h e 21h é reduzida.

COSERN DÁ DICAS DE ECONOMIA NO USO DE ENERGIA ELÉTRICA PARA ENFRENTAR O CALOR

Conheça as diferenças entre ventilador, climatizador e ar condicionado e faça as contas na hora de comprar o aparelho que vai garantir mais conforto no verão

As temperaturas estão subindo cada vez mais com a proximidade do final do ano e a chegada do verão. Um aparelho de ar-condicionado em dias de muito calor é a garantia do conforto que todos desejam – especialmente em lugares de altas temperaturas como é o caso do Rio Grande do Norte.

Mas, antes de investir nesse eletrodoméstico (que representa o maior consumo de energia elétrica em uma residência)  é preciso avaliar bem as necessidades reais e o impacto financeiro na conta de energia elétrica no final do mês. Existem outros aparelhos que também servem para refrescar um ambiente, tais como ventiladores e climatizadores, cada um com suas particularidades e consumo de energia elétrica específicos.

A Cosern lembra que, seja qual for a sua escolha, é importante lembrar-se do consumo consciente de energia elétrica. No quesito financeiro, por exemplo, o ventilador sai na frente. De acordo com dados da Eletrobrás, um ventilador portátil pode consumir até 12 vezes menos energia do que um ar condicionado. Mas é preciso levar em consideração aspectos como problemas respiratórios e alergia à poeira, por exemplo, na hora da compra.

Seja qual for a escolha, o é importante destacar que a economia também depende do uso consciente dos aparelhos elétricos. Desligar os equipamentos quando não houver ninguém no ambiente é uma dica muito importante.

A seguir, outras dicas da Cosern para você avaliar as vantagens e desvantagens de cada tipo de aparelho que vai lhe ajudar a encarar o calor do verão com conforto e economia:

Ventilador: De acordo com o Manual de Consumo Consciente de Energia da Cosern, a potência média de um ventilador é de 100 W. A desvantagem é que essa não é a melhor opção para quem tem problemas respiratórios e alergia à poeira, já que o aparelho ajuda a espalhar partículas e direciona o vento para um único ponto, além de não umidificá-lo.

Ar-condicionado: No caso dos aparelhos de ar-condicionado, a principal vantagem é o conforto térmico. No entanto, ele consome mais energia e costuma deixar o ar mais seco. Se a sua escolha for comprar um desses, uma dica para minimizar o problema é deixar uma bacia com água no ambiente para ajudar a umidificar o ar.

A potência do ar-condicionado residencial normalmente varia de 900 W a 1.400 W. Em média, ele consome mais de 190 kWh ao mês – se ligado durante oito horas por dia – mais que o dobro do consumo do chuveiro elétrico e mais que o triplo da geladeira.

Ainda sobre o ar-condicionado, este não deve ser instalado em locais expostos ao sol nem na parte de baixo das paredes e, durante o seu uso, portas e janelas devem ficar bem fechadas quando estiver ligado, além de ser muito importante não esquecer de limpar os filtros regularmente.

Climatizador: São aparelhos que conseguem reunir vantagens tanto do ventilador quanto do ar-condicionado. O aparelho promove a circulação do ar em todo o ambiente e também consegue manter o ar úmido, através da evaporação de água. Entre as vantagens, está o fato de ser mais econômico do que o ar-condicionado, mais barato e mais leve, o que facilita o transporte para diversos lugares.

Para quem tem problemas respiratórios, o climatizador de ar é a opção mais adequada. A potência varia de 130 W a 1.500 W. Mas atenção: como o objetivo do climatizador não é refrigerar o ambiente – e sim ventilar e umidificar –, ele não é um equipamento adequado para ser usado em lugares já excessivamente quentes e úmidos.

Atenção ao Selo Procel: É importante lembrar que os equipamentos com Selo Procel de Economia de Energia são os mais econômicos. Muitas pessoas confundem este selo com a Etiqueta do Inmetro, que avalia o nível de eficiência energética dos equipamentos e classifica por categorias, sendo A os mais eficientes, e podendo chegar de C até G, dependendo do produto.

O Selo Procel, cuja coordenação cabe à Eletrobras, é uma ferramenta simples e eficaz que permite ao consumidor conhecer, entre os equipamentos e eletrodomésticos à disposição no mercado, os mais eficientes e que consomem menos energia dentro de sua categoria. Para isso, são estabelecidos critérios técnicos exigidos para a concessão do Selo Procel.  O Selo é colado no produto com a frase: “ESTE PRODUTO CONSOME MENOS ENERGIA”.

SER PROFESSOR

Uma das ações que seguramente está ligada ao ser humano desde sua origem é a aprendizagem. O homem aprende de várias formas, por isso, tratar deste assunto é algo muito complexo e, não por acaso, motivo de cuidado desde as culturas mais remotas.

Nesse contexto, considerando-se que a quantidade de conhecimento adquirido pela humanidade ao longo de sua história só aumentou, o ato de aprender passou a ser cada vez mais preocupante.

Nesse universo surgiu a figura do professor, o sujeito que se preocupava em saber cada vez mais, se possível, de tudo, para então poder compartilhar seu conhecimento de forma dirigida com personagens da sociedade. Assim, a partir da aceitação de que todos tinham de aprender, e que passou a existir alguém que pudesse facilitar esta aprendizagem, surgiu o ato de ensinar.

Daí o binômio ensino-aprendizagem passou a ser uma das mais emblemáticas expressões na Educação da Humanidade: só existe ensino, se existir aprendizagem; se alguém, que imagina ter ensinado, não obtiver comprovação de que seu discípulo (ou aluno) não aprendeu, simplesmente concluirá que não houve ensino. O ensino de um professor só se efetiva com a respectiva aprendizagem daquele com o qual compartilhou-se o conhecimento, o saber.

Portanto, se o significado da palavra se restringir apenas à sua origem etimológica, ou seja, o ato de professar (professar conhecimento), o resultado obtido poderá estar comprometido. O professor, além de professar, deve também ensinar:

– Reiterando-se a explicação anterior, “não terá ocorrido ensino, se não ocorrer a aprendizagem”.

Por isso e, sobretudo, pela responsabilidade que assumiu perante a sociedade, o professor no decorrer da história distinguiu-se por sua indiscutível importância, passando a ser indispensável em qualquer cultura. Ser professor passou a ser uma ação sublime, nobre, de grande destaque.

Passados séculos desta evolução, chegou-se aos dias de hoje e algumas pessoas questionam o respeito e a valorização do professor nas mais diferentes nações. Em algumas, parece haver mais respeito e maior valor, em outras, porém, não existe necessariamente todo este reconhecimento. No entanto, não existem registros de que o professor possa ser dispensável.

Este indicador tem grande significado, pois, se o professor continua a ser indispensável, é porque, naturalmente, já existe aí um reconhecimento, um grande valor.

Não se pode confundir respeito com reconhecimento e valorização. Embora em alguns casos tais conceitos possam se confundir, faz-se necessário a distinção. O Respeito é um princípio ético, é cultural, enquanto valorização e reconhecimento dependem da necessidade que se tem do sujeito. Mesmo quando ocorre o desrespeito ao professor, ninguém é capaz de dizer que o mesmo não seja reconhecido e valorizado, em face de sua importância.

Ser professor ainda continua a ser um ato nobre, a carreira de professor continua a ser marcante na sociedade. Poucos se lembram de seu pediatra ou de seu dentista da infância, mas, certamente, todos se lembram de seus professores, um a um, nome a nome, disciplina por disciplina. Considerando-se apenas isto, já se pode falar em reconhecimento e valorização.

Todavia, a docência não é apenas esse “romantismo”, é também um desafio, pois, em meio a este protagonismo social de que goza o professor, existe a responsabilidade, a incompreensão, os parcos recursos sociais e materiais e também baixos salários.

Por isso, ser professor, não se restringe apenas às condições de trabalho ou de salário. Ser professor é ser protagonista na sociedade, é ser responsável, é ser crítico, inconformado, mas, também, feliz, realizado, conhecedor de sua indiscutível importância, de ser alguém indispensável, reconhecido e valorizado.Em resumo: é muito bom ser professor!

Ítalo Francisco Curcio é pedagogo, doutor e pós-doutor em Educação, e coordenador do curso de Pedagogia da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Professor: Agente de Transformação Humana

Em um momento no qual se fala tanto de transformação digital, no qual a tecnologia imprime um ritmo de mudanças de comportamentos nunca visto antes, será que não estamos deixando em segundo plano a transformação que de fato vai ditar os novos rumos do mundo? Parece óbvio, mas não é. Além de não ser nada fácil. Estou falando de transformação humana. Estou falando das pessoas que continuam tendo emoções e estímulos com os novos movimentos. É muita novidade em tão pouco tempo. Nos últimos anos a tecnologia de uma forma ou de outra foi inserida no dia a dia da grande parte da população, o que reflete em novas condutas e um jeito novo para se fazer muitas coisas. Hoje cinco gerações de pessoas com perfis completamente diferentes, e logo com visões de mundo também muito diferentes, compartilham o mesmo espaço. E daí vem os conflitos geracionais e falta de empatia entre as pessoas.

Eu falo de um mundo conectado pela tecnologia, mas de total desconexão entre as pessoas. Enquanto a evolução tecnológica aponta em uma curva exponencial ascendente, a evolução humana (ou o seu antônimo) representada pelos nossos comportamentos parece formar uma linha contrária. E fico pensando, como mudar isso? Ainda mais no momento importante e delicado de eleições que passamos no Brasil, no qual temos que tomar uma decisão sobre o futuro do nosso país, sobre o nosso futuro. E vejo que os próximos governantes irão assumir papéis muito importantes nesse processo de mudanças, mas o trabalho deles não será suficiente, eles não são em número suficiente. E aí acredito ter a resposta, talvez não a única resposta, mas uma importante e impactante resposta. Podemos mudar isso através da educação. E com certeza agora vem a sua mente que esse é mais um discurso batido. E eu tento me explicar. E se falo tanto de humanização, não tem como não personificar a educação através da figura do professor. Segundo Censo Escolar de 2017, somente no ensino básico temos mais de 2,2 milhões de professores no Brasil. É muita gente do bem. E se formos considerar um efeito em cadeia, olhe a progressão geométrica na qual cada professor impacta dezenas de alunos, e se esses por sua vez assumem o seu papel de contribuição na sociedade, de fato conseguimos uma transformação humana. Vejo o professor como um líder e seu principal papel é formar outros líderes. É um efeito multiplicador. Isso é muito poderoso.

Porém agora eu aumento a responsabilidade desse profissional que tem o desafio diário de promover o conhecimento e as experiências para que seus alunos estejam preparados para a vida. Será que a maneira como esse professor está conduzindo as suas aulas é a forma mais adequada para promover uma transformação humana? O meu universo é a educação. E eu me sinto uma pessoa totalmente privilegiada por poder promover um ensino com foco no ser humano e na transformação de suas vidas. E posso garantir para você que isso não depende de estrutura, de dinheiro, nem mesmo de formação. E sim, da maneira como enxergamos nossos alunos. Estamos tratando com pessoas, logo antes de dominar os conhecimentos de matemática, de biologia ou de qualquer outra matéria, precisamos saber lidar com pessoas. E essa é a chave que precisamos virar para ter uma educação mais significativa e que de fato vai impactar vidas. Quando falamos de educação estamos nos referindo ao topo da pirâmide de valor, sim é algo transformador, é transcendente.

O papel do professor não se limita mais a transmitir conhecimentos e sim ser um facilitador no processo de aprendizagem. Quando falamos de transformação humana os ensinamentos com avaliações objetivas com foco para tirar notas e passar de ano não fazem nenhum sentido. Cito John Dewey que diz que “a educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida.” Logo, se trazemos a realidade para a sala de aula não podemos deixar de fora o elemento humano. Em um plano de aula passa a ser obrigatório, além de ensinar física ou literatura, também desenvolver habilidades socioemocionais e competências essenciais para uma vida em sociedade. E antes de promover isso nos alunos, primeiro os professores precisam ter essas habilidades afloradas. Esse profissional guerreiro cada dia precisa exercer mais sua liderança em sala de aula e servir de espelho para seus alunos.

O aprimoramento das habilidades de comunicação, criatividade, resolução de problemas e gestão de conflitos são essenciais para uma melhor fluidez das aulas. O relacionamento interpessoal, trabalho colaborativo, a flexibilidade e a empatia passam a ser imprescindíveis para uma experiência mais humana. E a busca por novos conhecimentos, o bom humor e a automotivação combustíveis indispensáveis para encarar todas as mudanças que ainda virão. O professor deve ser o profissional mais valorizado pela nação e estando melhor preparado e alinhado com o movimento de mudanças, conseguirá maior engajamento e tocar profundamente seus alunos rumo a transformação humana. Lembra do efeito multiplicador?

Por Ronaldo Cavalheri – Engenheiro Civil e Diretor do Geral do Centro Europeu. – primeira escola de economia criativa do Brasil.