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Inscrições para o Fies já estão abertas, até domingo, dia 22

Os alunos interessados em participar do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) no segundo semestre de 2018 já podem concorrer a uma vaga. Desde a zero hora desta segunda-feira, 16, o sistema de inscrições do programa está liberado. Estão sendo ofertadas 155 mil vagas, sendo 50 mil com juro zero. O prazo para inscrição acaba no domingo, 22.

Para se inscrever é preciso acessar a página do Fies Seleção na internet. O Novo Fies é um modelo de financiamento estudantil que divide o programa em diferentes modalidades, oferecendo condições a quem mais precisa e uma escala de financiamentos que varia conforme a renda familiar do candidato. Pode concorrer quem tenha feito uma das edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir de 2010, com média igual ou superior a 450 pontos e nota acima de zero na redação.

A modalidade juro zero é destinada aos candidatos com renda mensal familiar per capita de até três salários mínimos. Nesse caso, o financiamento mínimo é de 50% do curso, enquanto o limite máximo semestral é de R$ 42 mil. As outras duas modalidades, chamadas de P-Fies, destinam-se a estudantes com renda familiar de até cinco salários mínimos. Para atender a essa parcela de candidatos, o P-Fies opera com recursos dos Fundos Constitucionais e dos Agentes Operadores de Crédito.

Poderão ser financiados os cursos de graduação com conceito maior ou igual a três no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) ofertados pelas instituições de ensino superior participantes do Fies. Também poderão participar do programa os cursos que, ainda não avaliados pelo Sinaes, estejam autorizados para funcionamento pelo cadastro do Ministério da Educação. Durante o curso, o estudante deve ter aproveitamento acadêmico para permanecer com o financiamento.

O resultado da seleção será publicado em 27 de julho, em chamada única. Os candidatos pré-selecionados na modalidade que exige comprovação de renda per capita mensal familiar de até três salários mínimos deverão complementar as informações da inscrição no período de 27 a 31 de julho e, posteriormente, efetivar a contratação do financiamento.

Pioneiro estudo randomizado com psicodélico no planeta auxilia no tratamento da depressão

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) existem 300 milhões de pacientes com depressão no mundo; destes, 100 milhões não respondem aos antidepressivos comerciais disponíveis. A situação gera grande desafio para a área médica e pesquisa no campo da saúde no país, haja vista que quatro milhões de pessoas no Brasil estão dentro do último grupo. Porém, um grupo de pesquisadores brasileiros, coordenado pelo Instituto do Cérebro da Universidade Federal do RN, parece ter encontrado um caminho para a solução deste problema.

Intitulado de “Efeitos antidepressivos do psicodélico ayahuasca em depressão resistente a tratamento: um ensaio randomizado com placebo-controlado”, a pesquisa demorou um ano e cinco meses para ser publicada no periódico britânico Psychological Medicine. Com enorme repercussão, o estudo é realizado desde 2011 e consistiu na realização de testes controlados durante sete dias, com 29 pessoas, das quais 21 mulheres e oito homens, entre 19 e 59 anos, que conviviam com a doença há 11 anos, em média. Deste grupo de pacientes com depressão resistente ao tratamento, dois sub-grupos: 14 receberam ayahuasca e 15 receberam placebo. O psicodélico foi enviado à UFRN pela igreja Barquinha, de Ji-Paraná (RO). O placebo foi desenvolvido a partir de componentes que faziam lembrar a cor e o sabor da ayahuasca.

Os testes foram administrados no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), com acompanhamento de dois pesquisadores. Os resultados chamaram atenção e demonstraram persistência na melhora dos participantes que ingeriram a ayahuasca em relação aos que usaram o placebo. “Sete dias após a sessão, o efeito aumentou e 64% dos pacientes responderam à ayahuasca, enquanto 27% responderam ao placebo”, explica Fernanda Palhano-Fontes, primeira autora do estudo.

Os resultados mostraram que o chá provocou diminuição nos sintomas depressivos. A ayahuasca atua sobre áreas do cérebro sensíveis à serotonina, neurotransmissor importante no sistema nervoso central, capaz de inibir reações como ira, agressão, temperatura corporal, humor, sono, vômito e apetite. Neste caso, ao ativar partes do cérebro que respondem à serotonina, o chá provoca uma reação em cadeia que altera a comunicação neuronal e modifica a organização do cérebro.

Embora a pesquisa não permita assegurar que os resultados são permanentes, carecendo de novos estudos, a comparação da ayahuasca com o placebo significou um grande diferencial neste estudo. “Os efeitos foram semelhantes aos que observamos anteriormente no nosso ensaio aberto, em que os pacientes apresentaram melhora já nas primeiras horas após a ingestão da ayahuasca”, confirmou Jaime Hallak, professor de psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP) e coautor do estudo.

Era dos psicodélicos –   Dráulio Araújo, coordenador do laboratório de Neuroimagem Funcional do ICe-UFRN, chama atenção para o novo momento das pesquisas com psicodélicos. Para ele, há uma nova onda a caminho, permitindo que se recupere o tempo perdido em relação aos estudos de seus componentes. “Essas são substâncias poderosas que devem ser tratadas com grande respeito e usadas em ambientes e com intenções apropriados”, enfatiza Araújo.

O Brasil parte na frente deste novo momento, interrompido na década de 1960. Neste período, Timothy Leary, da Universidade Harvard, analisou os efeitos terapêuticos do LSD (Dietilamida do Ácido Lisérgico), mas foi acusado de pouco rigor científico. Mais recentemente, estudos com psilocibina (enteógeno que se popularizou na década de 1960), substância encontrada nos cogumelos, tem mostrado resultados positivos no alívio da ansiedade em pacientes em estágio terminal de câncer.

Nos EUA, estudo com o MDMA, principal componente do ecstasy, já em fase três de testes, mostra resultados no tratamento do transtorno pós-traumático. Em teste realizado com 26 pacientes, foi observada redução de 68% dos sintomas, conforme pesquisa publicada na revista britânica The Lancet Psychiatry.

A ayahuasca é um alucinógeno de uso tradicional que não pode ser patenteado e que começou a ser usado em ambientes religiosos de pequenos centros urbanos brasileiros em 1930, alcançando grandes cidades nos anos 80 e expandindo-se desde então para várias outras partes do mundo. É comumente lembrada por seu uso em comunidades tradicionais indígenas e em rituais como o Santo Daime e União do Vegetal.

O chá é feito a partir da mistura das folhas da Chacrona (Psychotria viridis) e do Cipó-mariri (Banisteriopsis caapi). A Chacrona contém a triptamina psicodélica N, N-DMT (dimetiltriptamina), que se parece bastante com a serotonina, neurotransmissor que parece estar envolvido na depressão, que regula processos emocionais e estados de humor. O Cipó-mariri contém inibidores da monoamina oxidase, potencializando a ação das substâncias contidas na folha, fazendo com que a N, N-DMT se mantenha por mais tempo em circulação no organismo.

Texto: José de Paiva Rebouças – Ascom/ICe-UFRN
Foto: Cícero Oliveira

Câmaras se capacitam sobre Prestação de contas e combate à corrupção

Vereadores de várias regiões do estado estão participando de um curso sobre Peças Orçamentárias, Combate a Corrupção e Fiscalização das Contas do Poder Executivo realizado pela União dos Vereadores do estado (UVERN), com o apoio da União dos Vereadores do Brasil (UVB), Tribunal de Contas do Estado e Federação das Câmaras Municipais (FECAM/RN). O presidente da Federação, Raniere Barbosa (Avante), que também preside a Câmara Municipal de Natal, compareceu ao primeiro dia do encontro que começou hoje e se estende até esta sexta-feira (20).
Na abertura do evento, Raniere destacou a força dos legisladores municipais na tomada de decisões políticas e destacou a importância de fortalecer as Câmaras com capacitação, como a que está acontecendo. “Autonomia gera força política e com debates qualitativos podemos fortalecer as Câmaras Municipais para que possam gerar maior transparência e instrumentalizar o poder legislativo nos municípios”, declarou.
O curso conta com cerca de 80 participantes e acontece no Hotel Maine. Neste primeiro dia, o advogado e consultor Aldo Araújo ministrou palestra sobre prestação de contas e procedimentos internos. “Tem que haver um relacionamento contínuo e permanente com os órgãos de controle. É importante haver análise de contas, procedimentos e investigações internas para manter o controle e evitar irregularidades e atos de corrupção”, disse o consultor.
Para o presidente da UVERN, Ednor Melo, o grande desafio para que isso ocorra é qualificar os parlamentares. “Mas só assim teremos parlamentos de alto nível, capazes de se tornarem independentes e fortes de forma autônoma. É com trocas de experiências como essa que nós estamos buscando esse objetivo”, enfatizou o vereador. O encontro continua nesta sexta com o tema Combate à Corrupção.

Profissionais tem até o dia 31 para inscrever seus trabalhos no Prêmio CNH Industrial de Jornalismo

As inscrições para o 25º Prêmio CNH Industrial de Jornalismo estão abertas até o dia 31 de julho de 2018. Fotógrafos e jornalistas que tiveram ou terão suas imagens e matérias publicadas em veículos de comunicação podem inscrever seus trabalhos nas categorias: Agronegócio, Construção, Transporte e Macroeconomia.

O objetivo do Prêmio é reconhecer trabalhos que abordam os segmentos de atuação da CNH Industrial, com o objetivo de valorizar e reforçar a importância de cada um deles para o desenvolvimento do Brasil. São mais de R$ 80 mil em prêmios.

A premiação, de abrangência nacional, reconhecerá as melhores matérias econômicas e fotografias publicadas em jornais, revistas ou sites, no período de 1º de junho de 2017 a 31 de julho de 2018. As fotografias precisam estar associadas a alguma matéria, mesmo que ela não seja inscrita no Prêmio. As inscrições devem ser feitas por meio do site www.premiocnh.com.br.

Senac lança curso que ensina viajantes a aprimorar inglês

O número de brasileiros que viaja para o exterior é crescente, como mostra a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo. Segundo a entidade, só em 2017, foram 1,2 milhão de viajantes contra 954 mil em 2016. Com foco neste público, o Senac RN abriu matrículas para o curso Inglês para Viagens. Com início previsto para o dia 24 de julho, as aulas serão realizadas às terças e quintas, das 18h30 às 20h30, na Unidade Centro (Natal).

 Para a coordenadora de Idiomas do Senac RN, Cynthia Rossana, o mundo globalizado exige que saibamos ao menos o básico para comunicação durante uma viagem internacional. “A proposta dessa capacitação é aprimorar as habilidades comunicativas para situações de viagens. O importante não é só aprender vocabulário, mas conseguir se comunicar. O curso é bem focado e conta com muita prática”, explica.

A metodologia do Senac utiliza a Abordagem Comunicativa, que privilegia a compreensão e expressão oral e escrita em um contexto real. 

No curso, os alunos irão aprender a se comunicar em um nível básico na língua inglesa falada e escrita, utilizando funções comunicativas voltadas para o turismo nas mais diversas situações, tais como: aeroportos, hotéis, lojas, feiras, restaurantes, museus e pontos turísticos.

O curso tem duração de quase quatro meses, com 75 horas de aulas. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (84) 4005-1000 ou por meio do site www.rn.senac.br.

Há cerca de 20 anos ofertando cursos de idiomas no Rio Grande do Norte, o Senac é referência na área. Além do Inglês, a Instituição oferta cursos de Alemão, Italiano, Espanhol e Francês.

INSS lança plataforma que permite acessar extrato previdenciário pela Internet

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) podem contar, a partir desta terça-feira (17), com uma nova forma de acessar aos serviços do órgão. Por meio da plataforma Meu INSS, os usuários têm a possibilidade de obter extratos previdenciários e fazer agendamentos pela Internet ou por smartphones.

O cadastro para utilizar a ferramenta pode ser feito por meio do portal Meu INSS, pelo internet banking das instituições bancárias, pelo telefone 135 e também agências do INSS.

Nessa primeira fase, os bancos que permitem o cadastro do Meu INSS são Bradesco, Itaú, Sicredi, Banrisul e Mercantil do Brasil. Em breve, a opção será estendida a outras instituições financeiras.

Para realizar o cadastro, o usuário deve ter em mãos documentos oficiais de identificação e a Carteira de Trabalho.

Como funciona a psicologia por trás do cigarro: por que fumamos? 

Por João Alexandre Borba – Master Coach Trainer e Psicólogo.

Se você perguntar para uma pessoa como ou quando ela começou a fumar, grandes chances de as respostas serem: por curiosidade e antes dos vinte anos. Muitas pessoas começam a fumar pela influência da mídia ou dos pais, professores, ídolos e amigos, que exercem grande poder de autoridade, mesmo de forma inconsciente.

“Noventa por cento dos fumantes iniciaram seu consumo antes dos 19 anos de idade, fase em que o indivíduo ainda está em transição, em construção da sua própria personalidade”, comenta o psicólogo e coach João Alexandre Borba. Apesar de o fumante, na maioria das vezes, sentir-se mal na primeira tentativa, ele insiste em aprender a fumar, já que, por meio desse ato, ele sente que poderá integrar-se ao grupo de amigos, parecer mais velho, ter status, etc. “Muitos fumantes afirmam que insistiram no cigarro por achar que fumar era bonito – e depois não conseguiram mais largar”, exalta Borba.

Uma das grandes questões que o cigarro traz é que quando tocamos nesse assunto, logo pensamos na nicotina, substância psicoativa, estimulante do Sistema Nervoso Central. Porém, a dependência psicológica, menos citada, também atua com bastante força e de forma complexa.

O cigarro traz consigo uma expectativa positiva, que foi criada e reforçada principalmente pela propaganda, cinema e mídia durante anos. “Dessa forma, ele passa a fazer parte da vida do fumante, que enxerga no cigarro um auxílio para enfrentar a vida. Quando adolescente, o fumante acredita que só pode enfrentar a vida com o cigarro ao seu lado. O cigarro pode ter sido útil em um momento de fragilidade, porém com o tempo estabeleceu-se a dependência física e psicológica, e o fumante fica preso nessa armadilha”, ressalta Borba, que diz que, nesses casos, o fumante sofre sem o cigarro, não se conhece mais sem ele, não sabe mais distinguir que características são suas e quais as provocadas pelo uso do cigarro.

Engraçado é que, apesar de todos saberem o mal causado pelo cigarro, não são todos os fumantes que desejam largar o vício. “Muitas pessoas quando pensam em parar de fumar sentem-se tristes por ter que dizer adeus ao cigarro. É como se eles estivessem dando adeus a um hábito que lhes faz bem, já que o cigarro potencializa o prazer,” diz Borba.

Muitas pessoas depositam suas capacidades no cigarro, achando que só poderão realizar tais atividades devido a ele. “Obviamente, a capacidade é da pessoa, mas ela a atribui ao cigarro. Por isso, o fumante acredita que só pode escrever, criar, ter uma atividade mental ou relacionar-se fumar”.

Por outro lado, o cigarro também pode servir como “bode expiatório” para uma pessoa – ela acredita não ser aceita em um grupo porque fuma, e, dessa forma, deposita todos os seus fracassos no cigarro – claro, de forma errônea.

Dessa forma, percebe-se que a dependência psicológica precisa de um tratamento específico tanto quando a dependência física. “Mas sempre ressalto: não adianta tratar uma pessoa que não tem vontade de parar de fumar. Agora, se ela tem esse desejo, o auxílio psicoterápico pode ser uma grande ajuda para resolver essa questão,” conclui o especialista.