Opinião

Petrobras anuncia aumento de 7,47% no preço da gasolina, será que teremos reajustes em outros produtos? 

Para especialista, mesmo sem aumento no preço do diesel, população deve sentir no bolso o aumento de preços de produtos finais

A Petrobrás anunciou que aumentará o preço da gasolina para as distribuidoras a partir do dia 25 de janeiro. Trata-se de um aumento de R$ 3,08 para R$ 3,31 por litro. O acréscimo nominal é de R$ 0,23 por litro, o que representa uma alta de 7,46%.

O preço dos demais combustíveis, entre eles, o diesel, que abastece os caminhões em boa parte do Brasil, não terá aumento. Mas sempre que é anunciado um aumento de preço, as pessoas se perguntam, será que teremos aumento também nos demais produtos, principalmente no alimento que acaba fazendo com que a inflação acabe disparando para números indesejáveis.

Para o especialista em logística e transportes, o engenheiro Antonio Wrobleski, esse aumento será sentido pela população em geral, por vários motivos, e o principal deles é que atualmente a distribuição de produtos nas cidades é feita por meio de veículos movidos a etanol e gasolina.

“Efetivamente esse reajuste deve ser sentido, as principais entregas de alimentos por exemplo, são feitas por motos e veículos, os aplicativos, logo, além do aumento que o cidadão sentirá para abastecer seu próprio veículo, também sentirá quando for comprar outros produtos”, alerta Wrobleski.

A Petrobras tem trabalhado seus preços de acordo com o mercado internacional, o último reajuste dos preços da gasolina havia sido realizado em dezembro, com redução de 6,1%. Wrobleski não acredita que exista intenção de tentar controlar os preços nesse primeiro momento do novo governo federal. 

“Atualmente, de 20 a 25% de todo o diesel consumido no Brasil é importado, portanto, para o governo mexer na questão de preços, é preciso uma mudança primeiro nesse sentido, e isso não acredito que seja prioridade, e se fosse, para fazer essas mudanças, é preciso de tempo, e isso não deve acontecer agora”, explica Wrobleski.

Ainda segundo o especialista em logística, o Brasil ficou sem aumento de preço de combustíveis em dezembro devido ao próprio mercado internacional, uma vez que o preço do barril se manteve estável. 

“Não houve o que muitos esperavam que seria o disparo do preço do petróleo, por isso, o próprio mercado seguiu estável, sem grandes aumentos de preços”, finalizou.  

Sobre Antonio Wrobleski

Especialista em logística, presidente do Conselho Administrativo da BBM Logística, sócio e conselheiro da Pathfind. Engenheiro com MBA na NYU (New York University) e também sócio da Awro Logística e Participações. Foi presidente da Ryder no Brasil de 1996 até 2008. Em 2009 montou a AWRO Logística e Participações, com foco em M&A e consolidação de plataformas no Brasil. Foi Country Manager na DHL e Diretor Executivo na Hertz. O trabalho de Antonio Wrobleski tem exposição muito grande no mercado Internacional, com atuação em mais de 15 países tanto no trade de importação como de exportação. Além disso, ele é faixa preta em Jiu-jítsu, há 13 anos, e pratica o esporte há 30 anos.

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