Gestão Pública

Serviço de atenção primária à saúde no Rio Grande do Norte possui o pior indicador de avaliação de satisfação do país, segunda a PNAD

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, em parceria com o Ministério da Saúde, por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – PNAD Contínua, investigou, no segundo trimestre de 2022, o tema Atenção Primária à Saúde Infantil, a partir da inclusão de um módulo específico sobre Atenção Primária à Saúde que incorporou dois novos indicadores para a avaliação de tais serviços, considerando-se como público-alvo as crianças menores de 13 anos de idade. 

O IBGE buscou saber a nota que o cuidador das crianças menores de 13 anos atribuiria ao atendimento em UBS ou USF e, para tanto, utilizou o seguinte questionamento: “Em uma escala de 0 a 10, onde ‘0’ é não recomendaria de forma alguma e ‘10’ com certeza recomendaria, o quanto você recomendaria este serviço de saúde para um amigo ou familiar?”. As notas atribuídas de 0 a 6 revelam que as pessoas estão insatisfeitas com o serviço/atendimento e que não indicariam para amigos e parentes; 7 ou 8 são atribuídas por pessoas que normalmente estão satisfeitas com o serviço/atendimento, porém não estão engajadas e não indicariam para amigos e parentes; e 9 ou 10 são atribuídas por pessoas satisfeitas com o serviço/atendimento, e que indicariam para amigos e parentes.

No RN, 22,6% dos cuidadores atribuíram notas de 0 a 6; 41,7% atribuíram notas de 7 a 8; e 35,7% atribuíram notas de 9 a 10.

 Com essas notas, foi possível calcular o Net Prometer Score (NPS) que é um indicador de avaliação de satisfação amplamente utilizado pelo setor de saúde no Brasil pelos planos privados de assistência à saúde e, também, mais recentemente pelas unidades do SUS. Todos os estados brasileiros que tiveram o serviço de Atenção Primária à Saúde avaliado pelos responsáveis das crianças menores de 13 anos atendidas por esse serviço encontram-se em zona de aperfeiçoamento (de 0 a 50). O Rio Grande do Norte registrou o menor NPS do país (13), abaixo da média nacional (28). Já o estado que apresentou o melhor NPS foi o Rio Grande do

Sul (41). ­­­­
­­Em 2022, maior parte dos serviços da Atenção Primária à Saúde ofertados no Rio Grande do Norte concentraram-se no SUS­­
­­Em 2022, 479 mil crianças com menos de 13 anos de idade utilizaram algum tipo de atendimento médico nos doze meses anteriores no Rio Grande do Norte. Desse total, 56,5% tiveram atendimento em Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Saúde da Família (USF); 23,9% foram atendidas em Unidade de Pronto Atendimento (UPA), outro tipo de pronto atendimento público (24h), pronto-socorro/emergência ou ambulatório de hospital público ou ligado às forças armadas; e 17,5% foram atendidas em consultório particular, clínica privada, ambulatório, pronto atendimento ou emergência de hospital privado. No Brasil, o atendimento médico em UBS ou USF respondeu por 41,6% da utilização de algum serviço de Atenção Primária à Saúde nesses estabelecimentos. No Sudeste esse percentual foi inferior a 40%. Em contrapartida, o estado que menos utilizou esse tipo de atendimento foi o Rio de Janeiro (30,7%), sendo também o segundo estado que mais utilizou o atendimento privado (43,3%). Já o Distrito Federal foi o que mais utilizou o

atendimento privado (43,8%). ­­­­
­­Principal motivo da última consulta médica­­
­­Durante 2022, 24,1% das crianças potiguares com menos de 13 anos de idade haviam utilizado algum tipo de atendimento médico nos 12 meses anteriores por motivo de consulta de rotina (revisão, check-up, acompanhamento do crescimento e desenvolvimento); 37,8% por problemas respiratórios ou de garganta (gripe, sinusite, faringite, asma, etc.); e 38,2% por outro motivo (febre, diarreia, vômito ou outros problemas gastrointestinais, acidentes, alergias, etc.). ­
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­­Sobre a pesquisa ­­
­­O módulo específico sobre Atenção Primária à Saúde presente na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) tem por objetivo avaliar o cuidado infantil prestado pelas equipes profissionais nas unidades de Atenção Primária à Saúde, a partir das respostas das pessoas responsáveis pela saúde das crianças menores de 13 anos de idade que receberam pelo menos um atendimento em uma Unidade Básica de Saúde ou em uma Unidade de Saúde Familiar. Esses respondentes atribuíram uma nota ao serviço então prestado, tendo como referência a última consulta realizada nos 12 meses anteriores à data da entrevista. ­­
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fonte: IBGE

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