Economia

Décimo terceiro e férias: especialista dá dicas de como agregar estes valores no orçamento familiar

Planejamento orçamentário deve fazer parte da rotina familiar independentemente da classe social

Com a chegada do final do ano, muitas famílias receberão uma injeção no orçamento, oriunda do 13º salário e férias, que acrescentará um valor importante para quitar dívidas ou para realizar algumas compras importantes.

O contador e professor da área de Gestão e Negócios da Universidade Potiguar (UnP), Itamar Diniz, apresenta algumas dicas para gerir este dinheiro da melhor forma.

Tendo por bases algumas diretrizes, as famílias podem se orientar e tomar as melhores decisões. “Um bom primeiro passo é analisar a atual situação financeira da família, para então definir prioridades”, explica o especialista. “Cada residência tem uma realidade própria, por isso não é possível utilizar fórmulas mágicas”, continua.

Itamar alerta que ao elencar prioridades, no topo da lista deve estar o pagamento de dívidas. “Até neste momento o planejamento é muito importante”, explica. “Negocie. Faça contato com a empresa ou instituição a quem você deve. Com isso, é possível conseguir abatimento nos juros e descontos nos valores devidos”, mostra o professor.

O 13º e as férias podem modificar o padrão de vida das famílias, melhorando a situação do orçamento. Mas Itamar lembra isso é passageiro. “É preciso ter muito cuidado com a sensação gerada pelo recebimento dos valores recebidos no final do ano. O indivíduo não pode esquecer que 13º é férias só são recebidos uma vez por ano”, destaca.

Equilíbrio é importante na tomada de decisões

“Momentos de lazer, especialmente em família, são muito importantes e devem entrar na lista do planejamento familiar. Mas as responsabilidades não podem ser esquecidas e têm que ser prioridade”, aponta Itamar. 

Para o especialista, dificilmente alguém conseguirá aproveitar momentos de diversão ou descanso se souber quem eles irão gerar dívidas ou se impedirão que compromissos sejam honrados no futuro.

Com os pés no chão, planejamento e definição de prioridades, independentemente da classe social, as famílias podem encontrar o equilíbrio necessário para passar pelo fim de ano de forma saudável financeiramente e começar 2023 sem sustos. 

“A grana extra do 13º precisa ser uma aliada. Se a família não tem dívidas, o ideal é poupar cerca de 40% desse valor. Mas se as dívidas estão incomodando e limitando seu crédito, faça uma concessão e invista no pagamento delas”, orienta o professor.

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