Cidadania

Agosto Dourado 2022 traz debate sobre a importância de educar sobre a amamentação; Bancos de Leite do RN pedem doações

Considerado o melhor e mais completo alimento para o bebê, o leite materno ajuda a prevenir infecções, promove o vínculo entre mãe e filho e proporciona a segurança alimentar desde o início da vida. Para conscientizar a população sobre a importância da amamentação para o desenvolvimento infantil, a Organização Mundial da Saúde (OMS) em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) criou, em 1992, a campanha do Agosto Dourado, durante a qual são promovidas ações que visam incentivar a prática do aleitamento materno. De acordo com a OMS e a Unicef, cerca de 6 milhões de vidas são salvas anualmente por causa do aumento das taxas de amamentação exclusiva até o sexto mês de vida dos bebês. 

Apesar das evidências existentes sobre os benefícios da amamentação, segundo a OMS, apenas 39% dos bebês brasileiros são amamentados com exclusividade até os cinco meses de vida. A recomendação da Organização é de aleitamento materno exclusivo nos seis primeiros meses de vida, seguido por amamentação contínua com os alimentos complementares adequados até os dois anos ou mais, sem qualquer necessidade de interrupção da amamentação durante a introdução alimentar. Dentre os benefícios da amamentação estão a menor prevalência de doenças infecciosas como pneumonia, gastroenterite e otite, além dos efeitos a médio e longo prazo, que se relacionam com a menor prevalência de doenças alérgicas, obesidade e dislipidemias. 

A preceptora enfermeira do ISD, Monise Pontes, especialista em saúde da mulher, afirma que a campanha do Agosto Dourado de 2022, cujo tema é “Fortalecer a amamentação educando e apoiando”, visa reforçar a importância das ações de educação em saúde para a preservação da prática da amamentação. “Essa educação deve acontecer para a família desde antes do parto e seguir após o nascimento, e deve se estender também para o resto da sociedade, sempre fortalecendo a importância do aleitamento materno, procurando apoiar a mulher, unindo ela, a criança, a família e a sociedade nesse momento”, afirma Monise. 

Segundo ela, é comum que muitas mulheres se deparem com dúvidas ao iniciar o processo de amamentação. Muitas vezes, essas dúvidas são amplificadas por mitos difundidos sobre a prática do aleitamento, que acabam prejudicando o processo. Nesses casos, a preceptora ressalta a importância de ter um sistema de saúde habilitado para tirar todas as dúvidas que essa mulher possa ter, dando suporte e segurança. “É importante que esses profissionais tirem todas as dúvidas dela relacionadas a esse momento, além de ter um olhar cuidadoso, pois uma dificuldade pode ser crucial para o desenvolvimento dessa amamentação conforme o que é recomendado. Às vezes a dor interfere muito nesse processo, por exemplo, então precisamos identificar essas dificuldades e fortalecer a mulher naquele momento, se mostrando aberto para ela no que ela precisar”, completa. 

Bancos de leite

Criados para garantir o acesso dos benefícios proporcionados pela amamentação para bebês impossibilitados de receber o aleitamento direto das mães, os bancos de leite enfrentam baixos estoques no Rio Grande do Norte. Segundo a coordenadora do Banco de Leite, Ana Zélia Pristo, o mês de julho costuma ter uma queda nas doações graças à combinação de férias escolares e festejos juninos. “”Nós estamos no momento em um momento complicado, com estoques baixos, porque estamos no período de férias. Toda vez o mês de julho é um pouco tumultuado, sabemos que o nosso Estado tem muitas comemorações neste mês. É um período em que as pessoas não costumam priorizar a doação.”, explica a coordenadora. 

Segundo ela, para suprir as necessidades das maternidades, que estão lidando com muitos casos de prematuridade, é necessário ter ao menos 15 litros de leite por dia disponíveis para distribuição. “Hoje em dia, só estamos conseguindo distribuir no máximo seis, tirando aqueles que são feitos na forma de doações diretas nos hospitais privados”, relata Ana Zélia. As doações podem ser feitas por qualquer mulher que esteja produzindo leite em excesso. É possível entrar em contato direto com a Coordenação do Banco de Leite, localizada na Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC). O Banco de Leite dispõe de contatos de telefone fixo e WhatsApp, a partir do qual as interessadas também podem tirar dúvidas sobre o processo de doação. O banco funciona todos os dias, das 8h às 17h.

“O leite materno é o melhor leite que existe para o bebê. Nossas doações ocorrem em duas situações: ou quando a mãe está impossibilitada de amamentar, ou quando o bebê está impossibilitado de sugar. Nesse segundo caso, geralmente, o bebê é prematuro. Neste ano, a Semana Mundial do Aleitamento Materno tem como tema ‘Fortalecer a amamentação educando e apoiando’, e é vovltado justamente para entender que apoiar a amamentação é apoiar o futuro, e isso também passa pela possibilidade de proporcionar a esses bebês o acesso ao leite materno”, completa a coordenadora. 

Semana Mundial do Aleitamento Materno

A Semana Mundial do Aleitamento Materno teve início em 1992, por iniciativa da OMS, aliada à Unicef. Desde 2016, a data está alinhada aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e, em 2018, uma resolução da Assembleia Mundial da Saúde endossou o papel da Semana como importante estratégia de promoção ao aleitamento. 

Serviço

É possível entrar em contato com o Banco de Leite para tirar dúvidas sobre a doação através dos números:

(84) 9 9135-8217 (WhatsApp)

(84) 3342-5800 (Fixo)

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