Ciência

Seis projetos de estudantes e pesquisadores do ISD são selecionados para a 2ª fase do Programa Startup Nordeste

Seis projetos de estudantes, pesquisadores e ex-alunos do Instituto Santos Dumont (ISD) foram selecionados para a segunda fase do programa Startup Nordeste. O programa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) tem o objetivo de fomentar o ecossistema de inovação na região Nordeste, através da pré-aceleração, aceleração e investimento em startups por meio de bolsas pagas pelo Sebrae. Ao todo, 200 pessoas foram aprovadas para a segunda fase do programa, na qual os selecionados vão receber capacitação no formato de workshops e mentoria a fim de tornar suas ideias e projetos realidade. O resultado final dos selecionados para o financiamento será feito pelo Sebrae no fim de setembro.

Dos projetos submetidos pelos alunos e pesquisadores do ISD, três ficaram entre os 10 primeiros colocados da seleção: um envolvendo a criação de uma prótese eletromecânica de membro superior de baixo custo, submetida pela equipe do mestrando em Neuroengenharia Seidi Yonamine; o do Mestre em Neuroengenharia Rommel Araújo, também relacionado à reabilitação; e o do professor pesquisador Fabrício Lima Brasil, voltado para crianças dentro do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). 

Além desses, foram aprovadas as propostas dos mestrandos em neuroengenharia Mário Ayres de Oliveira; Tainá Rêgo e Dayalla Marques. Todos os projetos selecionados foram elaborados por equipes multidisciplinares, formadas pelos estudantes do mestrado em Neuroengenharia Erika Maria Garcia Cerqueira; Laura Damasceno de Campos; Beatriz Moura; Gilberto Martins Filho, e dos mestres em Neuroengenharia Girlaine Gomes e Mouhamed Zorkot. 

“Desde que ficamos sabendo da abertura desses processos, tanto o Startup Nordeste como o Centelha, temos incentivado os alunos a participar. Convidamos o Sebrae para vir aqui fazer uma palestra com eles, fizemos cursos online e compartilhamos informações sobre como deixar os documentos bem organizados”, relata o professor pesquisador Fabrício Brasil. 

De acordo com ele, o ISD tem buscado incentivar os estudantes a vislumbrar possibilidades de aplicação de suas pesquisas científicas para além da produção de um artigo ou publicação acadêmica. “Estamos estimulando os alunos a procurarem problemas do mundo real e ver que o que eles fazem aqui pode ser aplicado para resolver esses problemas. São tarefas diárias que fazemos de provocação para mostrar que o mestrado não se resume à vida acadêmica. Criar empresas, gerar empregos e, principalmente, mostrar soluções práticas para a comunidade é algo que temos buscado cada vez mais”, afirma. 

Parte da equipe que obteve a primeira colocação na segunda fase da seleção, o mestrando Seidi Yonamine destaca que esse tipo de programa ajuda no processo de translação das tecnologias desenvolvidas nos laboratórios para a sociedade, permitindo que os estudantes utilizem os conhecimentos adquiridos em experimentos e salas de aula para desenvolver soluções para diversos problemas. “Nós ouvimos falar muito sobre tecnologia assistiva, reabilitação, mas muitas vezes acabamos focados exclusivamente na pesquisa e não conseguimos fazer essa translação dos laboratórios para a sociedade tão facilmente. Uma forma que encontramos para conseguir focar nesses projetos e torná-los mais próximos da realidade foi a partir desses editais”, diz Seidi. 

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