Ciência

Aluna da Escola Agrícola de Jundiaí recebe três prêmios na Feira Brasileira de Jovens Cientistas

A estudante do Curso Técnico em Aquicultura da Escola Agrícola de Jundiaí, Ana Júlia, conquistou o 1º lugar na Feira Brasileira de Jovens Cientistas (FBJC), na categoria de Ciências da Saúde, com o projeto: “Sinensi: aplicativo mobile voltado para o desenvolvimento das funções executivas de crianças com TDAH”. O projeto também recebeu o prêmio de Protagonista do Processo Científico concedido pela Mostratec – maior feira de ciência e tecnologia da América Latina – e o Prêmio Destaque de Divulgação Científica. 

A Feira Brasileira de Jovens Cientistas é a primeira feira científica e pré-universitária nacional totalmente virtual. O evento nacional busca estimular a produção científica brasileira e criar uma rede de jovens cientistas, os seus objetivos são divulgar eventos científicos para estudantes e os projetos para o público geral, lapidar os projetos científicos, auxiliar os jovens por meio de feedbacks, conectar os jovens cientistas entre si, com instituições e pesquisadores, e valorizar jovens cientistas e seus projetos. 

Como medalhista de ouro, o projeto ganhou uma mentoria personalizada com a Mettzer –  plataforma especializada em desenvolver trabalhos acadêmicos –  e um kit do Instituto de Tecnologia e Liderança (Inteli). A aluna da EAJ evidencia com muita emoção a importância da conquista.“A Sinensi é uma parte de mim, é o meu projeto de vida e o que me dedico todos os dias para finalizar, tornar acessível e disponível. Fico muito feliz em conseguir contar mais sobre o projeto e mostrar para outras pessoas o que a gente tem feito dentro de espaços acadêmicos”, destacou.

O professor de Química da EAJ e orientador do projeto vencedor, Anderson Viana, enfatiza a importância da participação da escola no evento. “O evento reúne vários pesquisadores que vão divulgar o que está sendo produzido, passando por uma avaliação para saber quais ideias são mais interessantes, e quais estão tendo o maior desenvolvimento. Ser premiado é um reconhecimento de que o trabalho apresenta um potencial, é uma ideia inovadora e tem uma metodologia que está conforme aquilo que é defendido pela comunidade científica”, concluiu.

A FBJC se tornou um meio de democratização de acesso a ciências para jovens, a sua terceira edição ocorreu entre os dias 23 e 26 de junho. A aluna Ana Júlia enfatiza como foi uma atividade oportuna. “A participação nesse espaço é muito importante, visto que eles conseguem, através do seu conhecimento, ajudar a mudar a vida de diversas pessoas.  Participar de eventos assim é ter o conhecimento do poder que a ciência tem de transformar a nossa realidade”.

O Sinesi, projeto premiado, é a criação de um aplicativo mobile voltado para o desenvolvimento das Funções Executivas de crianças de 6 a 10 anos que apresentam Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). O transtorno é um dos distúrbios comportamentais que se manifestam inicialmente na infância, sendo identificado pela alteração no neurodesenvolvimento e por apresentar padrões de desatenção e/ou hiperatividade. 

Ana Júlia explica como ocorreu a iniciativa de criar o aplicativo. “Quando eu estava participando de uma competição voltada para resolver problemas globais, assisti a um documentário que falava sobre o TDAH e vi o quanto aquele grupo sofria com o preconceito da sociedade, apresentando problemas em entender conteúdos escolares, ter relacionamentos interpessoais e exercitar habilidades executivas”, ressaltou a estudante.

Ademais, a estudante do ensino médio, esclarece os primeiros passos do projeto. “A partir do sentimento de empatia que eu tive, conheci várias pessoas com TDAH e conversei com diversos profissionais. Então, ao olhar também estudos científicos, lendo as bibliografias sobre o transtorno, consegui ver as problemáticas que essas crianças enfrentam e como os conhecimentos tecnológicos podem ajudar elas a lidar com essas situações”, reforçou.

O aplicativo está sendo desenvolvido seguindo os pilares do design thinking e considerando as necessidades das crianças com o transtorno e dos responsáveis por elas. O programa apresenta as fases de desenvolvimento contendo interfaces, análises de sentimentos, jogos que visam o desenvolvimento das Funções Executivas, To-Do List guiado, timer com pomodoro para a concentração, personalização da personagem principal e área informativa. 

Além dos três prêmios recebidos durante a Feira Brasileira de Jovens Cientistas, anteriormente o projeto “Sinensi: aplicativo mobile voltado para o desenvolvimento das funções executivas de crianças com TDAH”, foi premiado na Olimpíada Brasileira de Tecnologia, e também conquistou medalha de ouro na 1ª Feira Interativa de Tecnologia e Ciência Brasil (FITEC Brasil). 

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