Ciência

ISD recebe estudantes da rede pública de educação na 18ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

O Instituto Santos Dumont (ISD) abriu as portas do Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra (IIN-ELS), uma de suas unidades localizadas em Macaíba (RN) , para os estudantes da rede pública de educação de municípios da Região Metropolitana de Natal, como parte da 18ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). A partir do dia 22 de novembro, alunos de Parnamirim e Macaíba puderam vivenciar atividades envolvendo realidade virtual, eletrônica, microscopia e aprender mais sobre o funcionamento do cérebro humano, em atividades ministradas por mestrandos e estudantes de Iniciação Científica do Instituto. 

Professora de história na Escola Municipal Alzelina de Sena Valença, localizada no município de Parnamirim, Andreia Mendes relata que a atividade teve grande impacto para os estudantes, muitos dos quais nunca haviam tido oportunidade de fazer uma aula de campo. “Essa é a primeira vez que eu recebo a oportunidade de levar os meus alunos para uma aula de campo e ver, de fato, não só o interesse que a aula despertou nos estudantes, mas também o encantamento que eles tiveram com essa relação entre ciência e tecnologia.”, relata Andreia.

“A maioria dos estudantes nunca tinha feito uma aula de campo, e nenhum tinha tido a oportunidade de ver, por exemplo, uma aula de robótica, de realidade virtual, uma aula, por exemplo, com microscópios… para eles, foi de extrema riqueza. Uma oportunidade imensa, que se traduziu muito na impressão que eles tiveram. Muitos descreveram a aula de campo ao Instituto Santos Dumont como ‘incrível’, ‘maravilhosa’, ‘inesquecível’, ‘surpreendente’… e muitos externaram a vontade de ficar mais tempo e disseram que gostariam de retornar em outros momentos”, completa a professora. 

O ISD foi uma das instituições contempladas com recursos do Ministério da Ciência e da Tecnologia (MCTI) para realizar a SNCT, em um projeto submetido pela professora pesquisadora Carolina Gonzalez. Os recursos permitiram garantir o transporte dos estudantes de suas escolas até a sede do Instituto, localizada na zona rural de Macaíba, e os materiais necessários para a execução dos minicursos e atividades. 

De acordo com a professora pesquisadora Carolina Gonzalez, promover esse tipo de atividade é fundamental para permitir o contato precoce de crianças e adolescentes com a ciência, e estimulá-las a ingressar e compreender melhor o universo da pesquisa científica. “Realizar esse tipo de evento é de grande importância, principalmente porque trabalhamos com financiamento público, que é do povo brasileiro, então é nosso dever poder retornar esses conhecimentos produzidos aqui para a sociedade. Além disso, o contato com a ciência desde cedo pode estimular a formação de novos pesquisadores e pesquisadoras, que contribuirão diretamente para o desenvolvimento do país”, afirma. 

Estudante do 3º ano da Escola Estadual Doutor Severiano, em Macaíba, Ana Vitória Ramos, de 17 anos, é uma das estudantes de Iniciação Científica do ISD que participaram das oficinas e atividades como ministrante. “Foi uma experiência incrível porque, algumas semanas atrás, antes de chegarmos ao Instituto, nós éramos eles: não tínhamos a menor noção sobre robótica, eletrônica, neurobiologia… foi sensacional perceber que hoje nós somos capazes de explicar e repassar os conhecimentos que estamos adquirindo aqui a cada semana com os profissionais e pesquisadores com os quais temos contato nos laboratórios”, diz Ana. 

Ao longo da semana, aconteceram programações diversas, de acordo com a faixa-etária dos visitantes. Além de aulas práticas sobre robótica, microscopia, realidade virtual e memória para os mais novos, também foram oferecidos minicursos de impressão 3D, introdução à eletrônica, realidade virtual e neurobiologia para os estudantes do Ensino Médio, juntamente com uma roda de conversa promovida pelas estudantes do mestrado em Neuroengenharia do ISD sobre a importância da participação de mulheres na ciência. “O principal objetivo é que eles possam ver que a ciência pode ser algo acessível, feito por pessoas como você e eu”, destaca a professora Carolina Gonzalez.

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