Ciência

Instituto Santos Dumont participa do Pint of Science Natal; evento começa segunda (17)

O Instituto Santos Dumont (ISD), Organização Social vinculada ao Ministério da Educação com sede em Macaíba (RN), participa a partir de segunda-feira (17) do Pint of Science Natal, evento que vai debater ciência, saúde, pandemia, empreendedorismo e também ter – como novidade nesta edição – cientistas e jovens pesquisadores esclarecendo “dúvidas cabeludas” de crianças sobre o universo científico.

“Como nosso cérebro funciona?” e “o coronavírus acaba esse ano?”: Pint of Science Natal começa nesta segunda (17) com respostas a ‘perguntas cabeludas’ de crianças e debates sobre ciência e saúde

“O que é um neurônio?”,“Como o cérebro projeta o sonho?”,  “É legal ser cientista?”, “Como surge um tumor?”, “Como nosso cérebro funciona?”,  “porque o céu é azul?”, “porque a lua não cai?”, “O coronavírus vai acabar esse ano?”. “Até quando vamos usar máscaras?”.

Quantas perguntas cabem na cabeça de uma criança? Uma seleção extraída de uma lista com mais de 400 que intrigam estudantes do 2º ao 9º ano de escolas públicas e privadas da capital e Região Metropolitana será respondida com a ajuda de alunos e pesquisadores do Instituto Santos Dumont (ISD) e de outras instituições de ensino e pesquisa do estado, na primeira edição do Pint of Milk em Natal, novidade da programação do Pint of Science 2021, que será realizada de forma virtual nos dias 17, 18 e 19 de maio. As transmissões serão realizadas no canal Pint of Science Online – Brasil no YouTube.

Além de embarcar na curiosidade infantil, o ISD participa de um debate no primeiro dia do evento com o tema “O SUS do lado de todos”, em que o professor-pesquisador do Instituto, Abner Rodrigues, vai falar sobre o projeto que coordena para identificação do “near-miss” materno no SUS, em parceria com o também professor-pesquisador e diretor-geral do ISD, Reginaldo Freitas Júnior.

A proposta do projeto é usar inteligência artificial para identificar corretamente e prever casos de mulheres que quase morrem na gravidez, parto ou pós-parto em decorrência de complicações graves por hemorragia, hipertensão ou infecção, por exemplo – chamados em inglês de “near miss”. O debate será realizado a partir das 18h e contará com a participação do diretor do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN), Ricardo Valentim, e o professor do Departamento de Demografia e Ciências Atuariais (DCAA/UFRN), Ricardo Ojima. Eles abordarão temas como o sistema de saúde em tempos de pandemia e políticas públicas sociais.

O Pint of Science

No Pint of Science Natal, professores, pesquisadores e alunos do  Instituto Santos Dumont (ISD), Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN),e Instituto do Cérebro (ICe) preparam uma programação especial e diversificada tanto para os adultos quanto para as crianças.

O resultado é um cardápio bem temperado com doses de neurociências, tecnologias aplicadas na saúde pública, empreendedorismo, protagonismo feminino, ciência e pandemia, além da novidade que vai responder as principais dúvidas dos pequenos sobre o mundo científico.

A ciência se tornou um excelente aperitivo em muitos bares brasileiros desde 2015, graças ao festival internacional de divulgação científica Pint of Science. Em 2021, a edição será realizada de forma virtual pela segunda vez por causa da pandemia. Em vez da tradicional mesa de bar, o público vai poder saborear a ciência pelo YouTube em debates ao vivo.

“A ideia é promover divulgação e debates científicos em todo o mundo. Essa programação não acontece só em Natal. Cada cidade tem promovido iniciativas voltadas para o evento, falando sobre ciência”, diz a professora-pesquisadora do Instituto Santos Dumont e uma das organizadoras do Pint of Science Natal, Maria Carolina Gonzalez. “Antes, em bares, o objetivo era ter momentos descontraídos e quebrar um pouco as barreiras entre a ciência e a sociedade, agora a gente tenta trazer essa ideia mesmo que de forma virtual”, acrescenta.

Near-miss materno

Cabe a Abner Cardoso (ISD) apresentar um dos projetos que desenvolve no Instituto, aprovado em 2020 no edital “Ciência de dados para melhorar a saúde materno-infantil, saúde da mulher e saúde da criança no Brasil” –  lançado pela Fundação Bill & Melinda Gates em conjunto com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde.  O projeto terá duração de 18 meses, com início neste ano, e pretende criar um indicador no Brasil que pode ajudar a prevenir casos de “quase morte” e óbitos na gravidez, parto e pós-parto.

O trabalho será desenvolvido com a participação de alunos do programa de mestrado em Neuroengenharia do Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra do ISD (IIN-ELS/ISD).

“A ideia (durante o evento) é falar cerca de 20 minutos sobre o projeto. Vou abordar o problema geral do near miss, a importância e justificativa, o estado desse problema no Brasil, os dados disponíveis dos sistemas do SUS, como é a utilização desses dados e quais os próximos desafios do projeto”, diz o professor-pesquisador do ISD.

O projeto, segundo ele, está em fase de compreensão das bases de dados disponíveis e revisão de literatura. “Acredito que após essa fase de entendimento do problema e dos dados é que vamos começar a pensar na implementação dos métodos de identificação automática de near miss”, detalha Cardoso.

O trabalho é acompanhado de perto pelo Ministério da Saúde. O professor explica que um dos objetivos é fornecer uma ferramenta acessível para ajudar a nortear ações das pessoas que tomam decisões de políticas públicas de saúde.

“No caso do near miss, esse número é bem pouco usado no Brasil, mas já se sabe que ele é um indicador importante da qualidade da atenção básica. Então quando o projeto conseguir fazer a classificação correta do near miss e disponibilizar esses números, acredito que pode se tornar uma contribuição importante para o SUS”, observa.

Pint of milk

Porque o céu é azul? Existe vida em marte? O que é um neurônio? Uma das novidades do Pint of Science deste ano vai responder a perguntas selecionadas em uma lista que, na manhã de sexta-feira (14) já ultrapassava 400 dúvidas.

O Pint of Milk, destinado a estudantes do ensino fundamental, pretende clarear a mente das crianças e sanar as dúvidas mais intrigantes dos pequenos. Perguntas elaboradas pelos jovens estudantes sobre diversos temas da ciência serão respondidas por pesquisadores e estudantes de pós-graduação. A atividade será transmitida nos três dias durante a primeira meia hora do evento.

Cerca de 10 alunos do Mestrado em Neuroengenharia do Instituto Santos Dumont estão envolvidos tanto na organização, quanto na elaboração dos vídeos-resposta que serão disponibilizados no Youtube do Pint of Science no dia 19 de maio.

“Nós buscamos escolas de ensino fundamental e pedimos aos alunos para dizerem quais suas maiores dúvidas, aquelas que eles acham que só a ciência pode responder. A lista é enorme e tem outras perguntas como ‘porque o sol brilha tanto?’ e ‘porque a lua não cai’, essa é uma janela interessante para alimentar o interesse das crianças pela ciência”, explica Carolina Gonzalez.

Programação

A programação do evento online conta ainda com momentos com o debate “Uso indevido de medicamentos: efeitos colaterais da pandemia”, no dia 18 de maio às 19h. A proposta da conversa é levantar questões sobre os efeitos colaterais da profilaxia oferecida por parte da medicina contra a Covid-19 e participam a professora doutora em cirurgia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Ilka de Fátima Santana Ferreira Boin e a doutora em biologia molecular e professora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Bagnólia Araújo Costa.

O último dia do evento reúne a região Nordeste sob o tema “Empreender é uma ciência ou uma arte?”. Este dia será marcado pela fala de três mulheres empreendedoras: Sueli Santos Conceição, fitoterapeuta tradicional e CEO da Iyá Omi Cosmética Natural; Ekarinny Myrela Brito De Medeiros, jovem cientista, graduanda de Biomedicina e voluntária do Programa Ciência para todos – RN; e Franciane Marquele de Oliveira, CEO e diretora científica da Eleve Science, start-up de base tecnológica.

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