Comportamento

Psicóloga escolar orienta sobre a importância das experiências sensoriais na primeira infância

Os primeiros 5 anos de vida, desde a gestação, são os mais definitivos para que o desenvolvimento físico, social, cognitivo e diversas outras habilidades sejam potencializadas

Ao nascer, o bebê é imerso em várias novas experiências, desde a primeira respiração até o aconchego do colo quentinho de seus pais. Essas experiências recebidas na primeira infância (período que se estende até os 5 anos de idade) são absorvidas de forma rápida pelo cérebro da criança, que está super ativo, sendo moldado e absorvendo tudo o que é novo. As atividades sensoriais, nesse processo, são muito importantes, pois elas também auxiliam o desenvolvimento cognitivo, linguístico, motor, emocional e social dos pequenos.

Pesquisas apontam que ao proporcionar uma variedade de estímulos sensoriais, é possível alterar a estrutura neurológica da criança, pois é na primeira infância que as crianças tendem a reter um grande número de informações. Nessa fase, as chamadas “mentes esponjas” estão a todo momento absorvendo os estímulos que recebem e é justamente nessa hora que entram as brincadeiras sensoriais. “Ao possibilitar aos bebês e às crianças vivências sensoriais, estamos estimulando-as através de atividades que trabalhem competências, contribuímos fortemente com o desenvolvimento neurológico infantil”, explica a psicóloga do Colégio Nossa Senhora das Neves, Nadja Medeiros.

As atividades sensoriais consistem em proporcionar ao bebê ou à criança o contato com diferentes materiais e texturas, dando a eles objetos para pegar, sentir e experimentar,  sempre conversando e brincando enquanto isso. Diversas atividades são desenvolvidas no cotidiano das crianças da Educação Infantil do Neves, especialmente no berçário. As dinâmicas envolvem principalmente o tato e o paladar, trabalhando as sensações, gostos, texturas e também a coordenação motora. A partir destes momentos, as crianças têm abertura e possibilidade para explorar os sentido.

Algumas das atividades já trabalhadas na escola podem ser também realizadas em casa. Junto da nutricionista Aline Carolina, a psicóloga Nadja Medeiros selecionou algumas atividades sensoriais que os pais podem realizar em casa com os filhos:

– Encha luvas com diferentes materiais e de diferentes cores, como algodão, água com corante colorido, arroz, feijão, dentre outros materiais, preparar um local e pendurar de forma que as crianças alcancem e deixar que elas trabalhem o tato, sentindo as distintas texturas;

– Preparar gelatina, incolor e sem sabor, com frutas, verduras e legumes dentro, e deixar as crianças experimentarem a textura e também os diferentes sabores;

– Preparar um “banho de meleca”, para que tenham uma experiência maior relacionado a textura. Fazer uma papa, de preferência com corante, para chamar mais atenção da criança, e deixar que se divirta pegando, pisando, espalhando pelo corpo, proporcionando um contato maior com aquela textura.

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