Ciência

Pesquisa aborda impacto das mudanças climáticas nos reservatórios do Nordeste

No Rio Grande do Norte as chuvas que ocorrem nas estações chuvosas estão sempre abaixo da média, o que impacta diretamente nos reservatórios e estendem os períodos de seca do estado. Considerando que boa parte do Nordeste brasileiro sofre com as consequências dos períodos de seca, pesquisa da UFRN busca identificar a relação existente entre a variabilidade climática encontrada nos oceanos Atlântico e Pacífico tropical e o volume de água dos reservatórios do Nordeste do Brasil.

O trabalho, Influência da variabilidade climática nos volumes dos reservatórios do Nordeste do Brasil, de autoria da mestre em Ciências Climáticas Rafaela dos Santos Gomes, foi publicado pela revista International Journal of Climatology (Qualis/Capes A1), na área de Geociências, no último dia 7. Sob a orientação da professora Kellen Carla Lima da Escola de Ciências e Tecnologia (ECT/UFRN), o trabalho é fruto da dissertação de mestrado de Rafaela pelo Programa de Pós-graduação em Ciências Climáticas da UFRN (PPgCC/UFRN), defendida no dia 4 de setembro do ano passado.  

A pesquisa utilizou dados de precipitação mensal e de volume mensal percentual da capacidade total dos reservatórios, obtidos de fontes como o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e Agência Nacional de Águas (ANA), durante o período compreendido entre os anos de 1986 a 2018. Os índices Oceanic Nino Index (ONI), Tropical South Atlantic (TSA), Tropical Northern Atlantic (TNA) e Northern Atlantic Oscillation (NAO) também foram considerados.

Com o uso de técnicas para análise estatística multivariada de dados, o estudo conseguiu identificar cinco sub-regiões com três estações chuvosas distintas. Na maioria delas, os índices ONI e NAO influenciaram bastante na definição das estações secas e chuvosas. Durante as estações chuvosas, a variabilidade de precipitação possuía forte correlação com o índice ONI. Também verificou-se que existe uma defasagem bastante variável entre a chuva e o aumento dos reservatórios inseridos no Nordeste brasileiro.

O estudo foi financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) desde 2019 e faz parte do projeto de pesquisa intitulado Variabilidade climática e o volume de água nos reservatórios do Nordeste do Brasil, coordenado por Kellen. Segundo ela, para as próximas etapas da pesquisa, será investigado o impacto das mudanças climáticas (2040-2070) e no futuro distante (2071-2100) nos volumes dos reservatórios no Nordeste do Brasil. 

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