Comportamento

Presença da mulher na ciência reflete muita dedicação para conquistar espaços

Texto: Hogla Gevanna – Agecom
Foto: Anastácia Vaz – Agecom
A mulher, apesar de ser maioria na sala de aula, ainda enfrenta lutas cotidianas para alcançar seu espaço no meio acadêmico. Nesta segunda-feira, 8, comemora-se o dia internacional da mulher e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) promove diversos eventos, de forma remota, para ressaltar a importância da luta por uma sociedade igualitária e mostrar os vários lugares que as mulheres ocuparam e ainda podem ocupar, seja no meio científico, cultural, tecnológico e acadêmico.

A presença das mulheres na ciência sempre foi reflexo de luta contra o status quo e muita dedicação para conquistar espaços. Aos poucos, com grandes contribuições e descobertas feitas por mulheres cientistas – como Marie Curie, que ganhou o prêmio Nobel e suas pesquisas foram fundamentais para o surgimento da radioterapia – a ciência passou a ser um espaço mais feminino. Apesar disso, elas continuam sendo minoria nas pesquisas.

Dentre as iniciativas promovidas pelas UFRN, todos os anos, o Centro Acadêmico de Biologia (CaBio/UFRN) promove o evento Bertha Lutz: mulheres na ciência em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Bertha é uma importante bióloga brasileira que descobriu uma nova espécie de sapos. O evento tem como objetivo mostrar à sociedade os vários lugares que as mulheres puderam ocupar e os demais que ainda podem alcançar, principalmente no meio científico. O Bertha Lutz surge para afirmar que existem muitas mulheres que chegaram lá e fizeram trabalhos de excelência.

Além disso, este ano o evento busca reunir mulheres cientistas das mais diversas áreas: Arte, Biologia, Educação, Física, Geografia, História, Letras e Matemática, entre outras disciplinas, apresentando trajetórias e debatendo o lugar da mulher na academia e em outros aspectos da vida. Os encontros acontecem nos dias 6 e 7 de março, das 9h às 18h, no Canal do CaBio, no YouTube.

Já o Programa de Pós-Graduação em Demografia da UFRN e o podcast Rasgaí, promovem em todo o mês de março, episódios que trarão à tona reflexões sobre a luta histórica das mulheres em busca de menos injustiças e mais igualdade de gênero. Serão ao todo quatro episódios, com a presença de pesquisadoras para discutir a desigualdade a partir dos estudos de população e demografia. O Rasgaí está disponível nas plataformas de streaming e pode ser acessado gratuitamente.

Outra iniciativa busca refletir sobre as representações das mulheres em diferentes linguagens artísticas, a vivência de artistas mulheres e as propostas para uma arte feminista. Essa é a temática sugerida pelo Observatório das Desigualdades, do Departamento de Administração Pública e Gestão Social (DAPGS/UFRN), que promove no dia 9 de março, às 19h, o evento Corpos em exposição: a imagem das mulheres nas artes. A transmissão será pelo canal do grupo no YouTube.

Na área da programação, os docentes do curso de Bacharelado em Sistemas de Informação e o Departamento de Computação e Tecnologia do Centro de Ensino Superior do Seridó (Ceres/UFRN), promoverão palestras, ministrada por mulheres, com foco na participação delas nas Tecnologias da Informação (TI). O objetivo do evento é incentivar a participação feminina na área, promover a divulgação científica e auxiliar na formação dos discentes. As palestras iniciaram nesta sexta-feira e são transmitidas ao vivo no canal do curso de BSI no YouTube. Acompanhe a programação no perfil do Instagram.

Ainda, a fim de promover a educação permanente e a renovação constante das boas práticas na saúde das mulheres, recém-nascidos e famílias, o Hospital Universitário Ana Bezerra (HUAB) estreia a primeira edição do Seminário Interdisciplinar de Boas Práticas na Assistência ao Parto e ao Nascimento do HUAB neste mês de homenagem às mulheres. As inscrições são feitas por meio deste formulário, e as atividades serão transmitidas pelo do canal do HUAB no YouTube. A palestra de abertura será sobre a importância dos indicadores de saúde para um cuidado integral na assistência obstétrica, no dia 9 de março, às 14h.

A luta contra a desigualdade deve ser constante, por isso e ainda que seja de forma remota, a UFRN segue a promover eventos que ressaltam a importância da mulher, seja dentro do âmbito acadêmico ou fora dele.

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