Gestão Pública

Cacica Francisca é convidada para dirigir escola em Macaíba

A professora e líder da aldeia indígena de Lagoa do Tapará, Francisca Bezerra, foi convidada pelo prefeito de Macaíba, Emídio Júnior, para ocupar o cargo de diretora da Escola Municipal Luis Curcio Marinho, situada na comunidade. A indicação foi realizada nesta sexta-feira (22), durante a live do projeto virtual itinerante #GiroPeloRN, uma iniciativa do mandato do senador Jean (PT/RN) que em janeiro até meados de fevereiro está promovendo reuniões para dialogar com prefeitos e lideranças políticas de diversas cidades do Rio Grande do Norte.

A cacica Francisca agradeceu e aceitou o convite. “Esse é um passo muito importante para o reconhecimento da nossa comunidade indígena e também representa a inclusão do nosso povo em uma área tão importante que é a educação. Faremos um ótimo trabalho por lá”, disse. A líder indígena é filiada ao Partido dos Trabalhadores e foi candidata a vereadora em Macaíba nas eleições municipais em 2020, pelo partido.

Descendente dos Tapuias, a comunidade da Lagoa de Tapará tem lutado pelo direito e reconhecimento de suas terras e por uma educação escolar indígena. Localizada na divisa entre Macaíba e São Gonçalo do Amarante, a comunidade possui mais de 400 moradores de 125 famílias indígenas.

Nós estamos aqui”

O senador Jean tem reunido esforços para apoiar as pautas dos povos indígenas potiguares, principalmente no que se refere à luta para o resgate, a valorização e a visibilidade dessas comunidades. Nesse sentido, o mandato do parlamentar pretende lançar ainda no primeiro trimestre de 2021 o programa estratégico chamado Îa-îkó iké.

“Esse nome incorpora elementos das linguagens tupi e brobo, significando ‘nós estamos aqui’, para caracterizar o nosso grito por visibilidade, respeito e reconhecimento ao povo indígena norte rio-grandense”, explicou o parlamentar.

O Rio Grande do Norte foi um dos últimos estados brasileiros a ter suas populações oficialmente registradas pela FUNAI, sendo atualmente cinco comunidades: Tapará, Sagi-Trabanda, Eleotérios do Katu, Mendonças do Amarelão e Caboclos do Açu.

“Estamos trabalhando questões reivindicadas por muito tempo pelas lideranças indígenas, como a negação do direito à auto-declaração diante do senso do IBGE, reorganização das demarcações de terra, bem como a regularização da escola indígena”, afirma Jean Paul.

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