Comportamento

Paternidade: a importância da figura masculina no cuidado aos menores

A Aldeias Infantis SOS Brasil ressalta a importância da divisão de tarefas e destaca a função do Pai Social no serviço de acolhimento
A paternidade tem sido bastante discutida nos últimos anos e a proximidade do Dia dos Pais volta a levantar esse tema tão importante na formação da família. A figura masculina foi durante muitos anos a do provedor, enquanto a mãe se ocupava das tarefas relacionadas a casa e aos filhos. Com a inserção feminina no mercado de trabalho e a luta pela igualdade entre homens e mulheres na sociedade, esses papéis foram se transformando e hoje o homem começa a ocupar também o lugar do cuidador.

Percebendo a importância desse movimento, a ONG Aldeias Infantis SOS Brasil iniciou a inserção da função do Pai Social na Casa Lar, programa que acolhe crianças e adolescentes que por algum motivo tiveram seus laços familiares rompidos, garantindo a eles os direitos básicos a alimentação, educação, saúde, lazer e o direito à convivência familiar e comunitária.

O Pai Social divide as tarefas da casa com a Mãe Social, além de cuidar das crianças, fazer as compras, levar ao médico e à escola, auxiliar no dever de casa, entre outras atividades comuns em um lar. “Essa é uma profissão muito importante, pois traz essa figura masculina realizando atividades que eram atribuídas somente às mulheres, enfatizando assim que o homem também é responsável pelo cuidado dentro da família e sendo um exemplo para quem cresce na Aldeias Infantis” comenta Michéle Mansor, Gerente Nacional de Desenvolvimento Programático da ONG.

Sr. João, que participa do projeto há dois anos, começou como voluntário auxiliando sua esposa Joana, Mãe Social na instituição. Sua dedicação com os pequenos foi notada e ele foi convidado a ser o primeiro Pai Social da Aldeias Infantis SOS Brasil. “Eu sempre fui muito ligado à minha família e acho que isso é fundamental para o desenvolvimento deles”, diz ele que, além das 8 crianças que vivem hoje na Casa Lar, é pai biológico de três filhas, tem seis netos e complementa “É preciso amar as crianças, ser família, passar valores, ser exemplo e referência pra eles”.

A atividade ainda é pouco difundida e enfrenta o desafio e o preconceito de encontrar homens que se vejam nessa posição de cuidador, que estejam dispostos a realizar essas tarefas. Esse problema vem desde como os meninos são educados na infância. Enquanto meninas brincam com bonecas, aprendem a dar mamadeira e colocar a boneca para dormir, eles são desestimulados a brincar dessa forma, reforçando a ideia de que cuidar é uma função feminina.
A figura do Pai Social vem para ajudar a quebrar esse ciclo da falta de afetividade masculina pois “Para ser um Pai Social é preciso, acima de tudo, saber criar vínculos”, completa Michéle.

Sobre a Aldeias Infantis SOS Brasil
Como organização humanitária global, líder em cuidado infantil direto, a Aldeias Infantis SOS Brasil (SOS Children’s Villages International) atua no país há 53 anos, onde cuida de crianças, fortalece famílias, dá resposta a situações de emergência e advoga pelo direito de viver em família e comunidade. Presente em 31 localidades de Norte ao Sul do país, a Organização oferece atividades diárias que geram impactos positivos para mais de 11 mil pessoas, por meio de projetos de educação, esporte, lazer, geração de renda e empregabilidade, com foco na quebra dos ciclos de pobreza, violência e exclusão.

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