Educação

Aulas à distância: professores vivenciam os desafios e aprendizados da nova forma de educar em meio à pandemia

A necessidade do isolamento social, provocada pela pandemia do novo coronavírus, suspendeu as aulas presenciais, mudou a forma de ensinar e a rotina de educadores por todo o mundo. É como se a escola tivesse invadido todos os lares ao mesmo tempo. E essa “visita diária,” por meio de plataformas virtuais, criou desafios para pais, alunos e, especialmente, para os professores, que precisaram manter o laço firme com cada estudante, garantindo o aprendizado e o interesse contínuo.

“Mergulhamos de cabeça e a inserção foi abrupta. Diante disso, tive que estudar mais, investir em alguns equipamentos, apesar de já possuir um suporte grande, e, sem dúvidas, colocar em prática tudo aquilo que eu sempre acreditei”, descreveu o professor do ensino fundamental da Maple Bear Natal, Olavo Vitorino, que também é especialista em Tecnologias Educacionais pela UFRN. “Da parte da escola, contamos com um suporte diferenciado da Maple Bear Learning Comunity, uma ferramenta de ensino virtual, que propiciou muitos esclarecimentos e nos ajudou nesse processo”, destacou.

A mudança também não foi fácil para a professora Rossânia Ribeiro, que dás aulas de português, história e geografia para estudantes do quatro e do quinto ano do ensino fundamental. “Saímos da nossa zona de conforto e fomos em busca de novas ferramentas para atender ao nosso público e contribuir com a aprendizagem dos alunos de forma significativa, aproximando-se do modelo presencial o máximo possível”, disse.

A distância física das crianças é, sem dúvida, o que mais faz falta para os professores nesses quase dois meses de suspensão das aulas. “O que eu sinto falta das aulas presenciais é do contato humano. De olhar no olho, sentir carinho, passar carinho, calor humano. Por outro lado, é uma experiência importante, em que a gente consegue manter, mesmo que de forma virtual, o respeito, a vontade de aprender, o desejo de querer fazer diferente”, completou.

Os professores também são desafiados a manter uma rotina de trabalho e concentração dentro de casa, dividindo as tarefas profissionais com os deveres do lar e a atenção à família. O professor Olavo tem uma preocupação a mais. Mora com a mãe e com o irmão que fazem parte do grupo de risco para a Covid-19. “O nosso protocolo é bem rígido. Temos muito receio da condição de nossa mãe, por isso todas as demandas dela foram transferidas para mim e uma outra irmã que não mora conosco.”, explicou.

Tarefa difícil também é cuidar dos filhos. O professor Alex Alvarez tem dois: um de 13 anos e outro de 2 anos. “Tem sido bem desafiador, pois não se consegue ter um ambiente totalmente silencioso em casa. Principalmente quando se tem filhos pequenos. Mas minha família me apoia muito”, afirmou.

Para os educadores, todas as mudanças trouxeram lições que serão levadas adiante. “A grande lição que tiro disso tudo é a de que temos que ter nos colocar mais no lugar uns dos outros, buscar empatia e compartilhar atitudes positivas. Como educador, eu sinto que temos que ser um exemplo de firmeza sem perder a ternura, sem perder a nossa essência”, apontou o professor Olavo Vitorino. “Não tem sido fácil porque é um turbilhão de sentimentos, mas, para mim, é muito importante estar nessa missão”, encerrou a professora Rossânia Ribeiro.

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