Comportamento

Se beber, não dirija para não estragar a sua festa e a de outras pessoas. As consequências podem ser permanentes ou fatais

Chegou o carnaval, uma das datas mais esperadas pelo brasileiro. Época de vestir a fantasia e cair na folia, ou simplesmente aproveitar o feriado para descansar. Seja qual for a escolha, é importante aproveitar com responsabilidade e tomar cuidado com exageros, como do uso do álcool. Quando consumido, pode provocar acidentes de trânsito, que podem ser fatais. Nesse período de folia, devido ao maior fluxo de pessoas na rua para curtir o carnaval, o acesso a bebidas é facilitado. Mas não se engane. Álcool e direção não combinam!

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), dirigir após consumo de bebida alcoólica é um dos principais fatores de risco para a ocorrência de mortes e lesões no trânsito. A legislação brasileira determina tolerância zero. Assim, qualquer concentração de álcool no sangue ou recusa a se submeter a testes de etilômetro, sujeita o condutor às penalidades por infração gravíssima, punida com valor da multa multiplicado por 10 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses.

No Brasil, 5,3% dos motoristas admitiram dirigir após consumo de bebida alcoólica, principalmente na faixa etária de 25 e 34 anos, sendo que entre os homens, aproximadamente um em cada 10 dirige alcoolizado.

Os dados são da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico 2019 (Vigitel), realizada nas capitais brasileiras. Segundo a pesquisa, 2,0% das mulheres e 9,3% dos homens afirmaram dirigir após o consumo de qualquer quantidade de bebida alcóolica. Para os homens, as maiores prevalências foram em Palmas (22,4%) e Teresina (21,7%) e, para as mulheres, em Florianópolis (7,0%) e Palmas (6,7%).

Além do risco de acidentes no trânsito, o álcool também contribui para a ocorrência de quedas, afogamentos, intoxicações e violências. Portanto não estrague sua festa, aproveite o carnaval com responsabilidade para que fique somente as boas lembranças.

Afinal, para que correr o risco? Se for beber, não dirija!

Por Adolfo Brito, da Agência Saúde.

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