Artigo

Hélio Câmara, o caçador de emoção: transformava grito de gol em poema

Por Tadeu Oliveira

Poucos sabem, mas tive algumas oportunidades de ouvir coisas boas do mestre Hélio Câmara. Algumas vezes ia buscá-lo em casa para assistir jogos de América no estádio Machadão, “o poema de concreto armado”, e também na Arena das Dunas.

Ele transformava grito de gol em poema, certa vez falou que gostava de narrar gol do América de Natal nos minutos finais do jogo. Fora do microfone, ele ficava sempre ali no setor reservado à imprensa, como mostra a foto: Eu, ele e Zé de Hipólito (Zé Ribamar).

Todos os anos, dia 30 de janeiro, data do meu aniversário, Super Hélio, ligava. Sobre aniversário, quando comentava na rádio Cabugi/Globo, Hélio fez seu maior exagero, entre tantos outros que ele fazia entre amigos, fato que guardo até hoje na lembrança. Super Hélio, supervisionado por Santos Neto, fez grandes elogios ao aniversariante que os quatro cantos de Natal ouviram e sei que não sou capaz de tudo o ele falou. Quando Hélo queria elogiar alguém, a livre expressão dele diminuía a distância entre o céu a terra.

Hélio Câmara foi, em qualquer lugar, um caçador de emoções. Dia 30, com certeza, vou lembrar do amigo, e das comemorações, 0800, na Costela no Bafo, temperada pelas histórias de Lourimar Neto…  Engana-se que pensava que Hélio Câmara só narrava gol…

 

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