Cidadania

UFRN cria Instituto do Envelhecer com intuito de articular ações em benefício da população idosa

O envelhecimento da população brasileira vem acelerando a cada ano. Estima-se que até 2060 o percentual de pessoas com mais de 65 anos vai passar de 9,2% para 25,5%, ou seja, um em cada quatro brasileiros será idoso. Os dados levantados em julho de 2018, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam para uma necessidade: o desenvolvimento de políticas de inclusão e desenvolvimento para um novo perfil de sociedade que chegará em breve.

Pensando nisso, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) criou o Instituto do Envelhecer, que será uma unidade suplementar vinculada à Reitoria. Idealizado em 2014, o projeto, tem o objetivo, fomentar ações na área de desenvolvimento da pessoa idosa com atividades, que serão executadas em vários departamentos da Universidade, sendo voltadas a toda sociedade potiguar.

Apesar das discussões sobre a criação do Instituto terem se iniciado há quatro anos, com diversas reuniões envolvendo pesquisadores e profissionais da área, devido à crise econômica que acarretou o corte nos recursos da Universidade, a questão do projeto foi aprovada somente no dia 7 de dezembro deste ano pela comunidade acadêmica, após passar pela aprovação nos Conselhos de Administração (Consad), Ensino Pesquisa e Extensão (Consepe) e pelo Universitário (Consuni).

Embasado na Política Nacional do Idoso, que tem como objetivo “assegurar os direitos sociais do idoso, criando condições para promover sua autonomia, integração e participação efetiva na sociedade”, e no Estatuto do Idoso, destinado a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, o Instituto do Envelhecer da UFRN vai proporcionar a sistematização de ações da área. Atualmente, a instituição de ensino possui 62 projetos de pesquisa e extensão, com uma produção científica superior a 50 teses e dissertações na área do envelhecimento, além de desenvolver atividades de assistência em saúde ao público, visto que foram registradas 1545 pessoas idosas atendidas em 2017, dados que reforçam a necessidade de sistematizar os conhecimentos produzidos sobre a temática.

Na opinião do relator da proposta, Antônio de Lisboa Lopes Costa, o Instituto do Envelhecer terá como principal missão articular políticas públicas baseadas em projetos de ensino, pesquisa, extensão e na assistência de saúde sobre a temática. Dessa forma, as principais competências são propor, planejar, supervisionar e executar a política de atendimento às necessidades da pessoa idosa, visando à cidadania, à saúde e à educação. O intuito é oferecer, ainda ações para a pessoa idosa, divulgar e apoiar atividades e projetos direcionados ao público idoso.

Em 2017, o Ministério dos Direitos Humanos (MDH) contabilizou mais de 33 mil denúncias de abusos e agressões contra idosos no Brasil, e nessa perspectiva, a Organização das Nações Unidas (ONU) vê a necessidade de protegê-los contra violações de direitos e de valorizar suas contribuições com a sociedade. Logo, as atividades trabalhadas serão voltadas ao desenvolvimento de cursos, capacitações e eventos, oferecendo apoio psicossocial e trabalhando no combate à violência do idoso, como explicou a pró-reitora de Gestão de Pessoas (Progesp), Miriam Dantas.

A reitora da UFRN, Ângela Maria Paiva Cruz destacou a importância da criação de um espaço multidisciplinar voltado à pessoa idosa. “Graças aos avanços científicos e tecnológicos, galgamos o direito de envelhecer, mas isso não basta. O Instituto do Envelhecer da UFRN foi idealizado para dar visibilidade aos estudos, pesquisas, trabalhos de extensão, inovação tecnológica e políticas de pessoas, cultura e arte, voltadas à questão do envelhecer. Como instituição formadora dos cidadãos do futuro, precisamos trabalhar crianças e jovens para que tratem os idosos com respeito e dignidade”, considera a gestora.

Após as aprovações nos Conselhos da UFRN, o próximo passo é tornar real o projeto, instalando o Instituto do Envelhecer. A previsão para o início das atividades é janeiro de 2019, em uma sala da Diretoria de Desenvolvimento de Pessoas (DDP) da UFRN, a qual será equipada com verba oriunda de emenda parlamentar do Deputado Federal, Rafael Motta (PSB-RN), que corresponde ao valor de R$ 200 mil.

Por Naiara Bezerra e Williane Silva (Agecom – UFRN)

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