Calendário nefasto detona clubes do Rio Grande do Norte

Estamos ainda em agosto e o costume sempre saudável de buscar nas emissoras locais que transmitem futebol as notícias dos times locais e as datas de seus jogos já não consegue respostas satisfatórias. ABC, América e até o Globo de Ceará Mirim já deram adeus a temporada de 2018 faltando ainda quatro meses para o fim do ano. E é bom lembrar: quatro meses que costumavam serem decisivos em matéria de desfecho de disputas de campeonatos, fossem no Rio Grande do Norte ou em qualquer outro estado ou região do país.

ABC, América e Globo de Ceará Mirim, os três principais times de futebol profissional do Rio Grande do Norte, já não são protagonistas de nada no ano de 2018, desapareceram das manchetes e só estão presentes nas enfadonhas resenhas e nos comentários lamentosos dos analistas locais.

Já não dá mais para ouvir pelo rádio local as narrações ao vivo de nossos locutores, nem o som envolvente dos torcedores na Arena das Dunas, no Frasqueirão ou no Barretão. Mas, afinal o que está acontecendo com o nosso futebol, quem é realmente culpado por esse sumiçõ antecipado?

É de praxe se ouvir falar que a culpa por esse final antecipado de temporada dos times locais deve ser computada na conta dos dirigentes dos clubes. Pode ser até que esse prognóstico tenha algo a ver com a questão, mas certamente a culpa mesmo tem outros responsáveis – o buraco é mais embaixo, ou mais em cima, depende de quem observa.

A culpa maior e fundamental para este estado de coisas no futebol do Rio Grande do Norte, que também atinge outras federações do país, é do calendário do futebol brasileiro imposto pela CBF. Não se pode entender, nem tampouco acatar, que um calendário que contempla dois campeonatos tão ecléticos, como a Série C e a Série D do Brasileiro, termine para muitos clubes ainda no mês de julho. Isso é uma graduação nefasta absurda, derruba qualquer tipo de planejamento feito pelos dirigentes dos clubes, impossibilita maiores investimentos e pune hipocritamente torcedores de futebol de vários estados do país.

Agora, sabemos que não se pode culpar apenas a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) por seu calendário safado, mas também as federações de estados menos desenvolvidos economicamente que dão seu aval ao descalabro, e também aos próprios clubes menores que participam como cordeiros mansos dessa encenação degradante para o esporte.

O calendário do futebol brasileiro, este mesmo que pôs fim as temporadas de ABC, América e Globo de Ceará Mirim, é um dos importantes responsáveis pela manutenção do domínio do eixo Sul-Sudeste do esporte dominante no Brasil.

(Informações do Blog Clássico Rei, Portal Foco Nordeste)

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