Estudo mostra que 52 cidades do NE possuem mais eleitores que habitantes. Delas 16 são do RN

Com a proximidade das eleições, estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM) indica a quantidade de eleitores da região Nordeste e as cidades que possuem mais eleitores que habitantes. De acordo com a entidade, em 52 cidades há mais eleitores que habitantes. Delas 16 são do Rio Grande do Norte, que é o Estado com mais cidades nessa situação; e 12 são da Paraíba.

A maior disparidade ocorre em Cumaru (PE), com 3.396 eleitores a mais que habitantes. Em seguida, Severiano Melo (RN), com diferença de 2.999. O Estado com maior número de eleitores é a Bahia, com um eleitorado de 10,2 milhões, correspondendo a 26,44% do total. O Pernambuco, em segundo lugar, possui 6,5 milhões e consiste em 16,82% do total.

De acordo com o estudo, ao considerar as estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 38,8 milhões de eleitores aptos a votar estão na Região Nordeste em 2018. Se comparado com a estimativa populacional mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 57,2 milhões de habitantes na Região em 2017, então os eleitores consistem em 67,74% da população residente.

No geral, o eleitoral brasileiro de 2018 contabiliza 146,1 milhões de pessoas aptas a votar nas 5.568 cidades brasileiras. Entre os 231 Municípios com mais eleitores que habitantes, 75 são de Minas Gerais, Estado com mais cidades nessa situação; seguida de São Paulo e Santa Catarina com 29 e 20 Municípios, respectivamente. No entanto, a maior disparidade ocorre em Canaã dos Carajás (PA), que tem 3.857 eleitores a mais que habitantes.

“O que este estudo demonstra é que, em 231 cidades do Brasil, o número de eleitores é maior do que a população. Se por um lado isso pode ser explicado pela mobilidade das pessoas que mudam o domicílio eleitoral para suas cidades de origem ou para cidades litorâneas, podemos também alertar para uma reclamação constante dos gestores municipais – a de que as suas respectivas populações estão subestimadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística”, destaca o presidente da CNM, Glademir Aroldi.

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