Educação

Como o respeito à diversidade é determinante para a redução da violência nas escolas

Desde a década de 1990, os crescentes casos de violência escolar, que afetam tanto alunos quanto educadores, têm chamado a atenção de especialistas. Não é à toa que há cada vez mais audiências públicas trazem a temática do bullying e da violência nas escolas em busca de alternativas para seus enfrentamentos. Em uma delas, por exemplo, a do dia 30 de maio, especialistas comentaram o caso de um estudante pernambucano que foi espancado – e filmado – por 6 outros alunos em sala de aula, enquanto o professor não conseguia apartar a briga.

Desde meados dos anos 90, há fartas produções científicas sobre o ensino desses temas que derivam da Psicologia, Pedagogia, Neurociência, Antropologia e Sociologia. O que não havia até recentemente era um esforço que organizasse esses recursos para que as escolas pudessem atuar sobre essas questões ao longo de todo o ano, sistemática e permanentemente, como forma de prevenção ou mesmo de combate aos casos de violência.

A educação em direitos humanos e o ensino de habilidades para lidar com conflitos, nesse contexto, se apresentam como estratégias para consolidação de uma cultura de paz, tanto nas escolas, quanto nas famílias e comunidade. É fato que ensinar aos alunos, e consequentemente aos envolvidos, sobre direitos humanos e mediação de conflitos implica, primeiro, capacitar os professores. Além disso, para garantir verdadeiras transformações tanto no ambiente escolar quanto no familiar é importante que seja desenvolvida uma metodologia própria, com conteúdos que sejam abordados de maneira sistemática, regular e permanente.

A Educação Emocional e Social como aposta certa para a redução da violência

A Educação Emocional e Social é uma potente alternativa para esses enfrentamentos, uma vez que, um aluno que aprende, desde a Educação Infantil até o fim do Ensino Médio, a reconhecer, respeitar e expressar as próprias emoções e as do outro para resolver conflitos, tem muito mais recursos para agir pacificamente, consolidando uma Cultura de Paz. Mas que espaços reservamos nos planos pedagógicos que ajudem a aprender sobre as múltiplas emoções que podemos sentir para poder conversar sobre elas?

Os questionamentos em torno das emoções são infinitos: Seus nomes e funções biológicas e sociais? Como as sentimos no corpo? Como aumentar ou diminuir a intensidade do que sentimos? Como exercitar a atenção e se acalmar para compreender o outro em profundidade, reconhecendo-o com um ser humano complexo com seus direitos, mesmo que ele seja radicalmente diferente de mim? Como aprender estratégias não violentas para lutar por direitos e contra injustiças?

Essas são algumas das questões centrais da Educação Emocional e Cultura de Paz que, apesar dos cenários muitas vezes alarmantes, começam a despontar dentre as preocupações dos gestores de políticas educacionais do país. Isso pode ser observado, por exemplo, na nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC) que estabelece objetivos obrigatórios a que a educação deve chegar, elegendo a aquisição de habilidades emocionais e sociais tanto entre as 10 habilidades gerais, quanto em diversas específicas. Uma educação de qualidade, que privilegie o desenvolvimento de virtudes humanas como a empatia, a bondade e a compaixão, não só reduz a violência nas escolas, mas conduz a sociedade para um futuro mais pacífico, justo e, consequentemente, feliz.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s