ALRN: Em mensagem anual governador do RN defende arrocho fiscal

Por Isaías Oliveira – Portal Foco Nordeste

Em mensagem anual dirigida aos deputados estaduais, cheia de apelos e recheada de feitos de sua administração, o governador Robinson Faria buscou reunir em um mesmo pacote de palavras a necessidade de enfrentamento da grave crise econômica enfrentada pelo Estado, com a perde de receitas e elevação de gastos com os inativos, e o vislumbre de esperanças vindo de ações desenvolvidas ao longo dos últimos doze meses.

A mensagem de Robinson, proferida na manhã desta terça-feira (6), pode ser vista como um momento de cobança aos deputados para aprovação de medidas propostas no Pacote de Arrocho Fiscal de autoria de sua equipe, e também como um alerta significativo de que o funcionalismo público estadual será chamado a dar sua parcela de sacrifício para sanar as contas governamentais;

Em certo momento de seu pronunciamento, diz Robinson: “Infelizmente, o funcionário público também precisará dar a sua parcela de contribuição, e talvez tenha sido isso o que mais me fez adiar por tanto tempo estas e outras medidas, pois sei que os servidores são sempre os mais prejudicados”.

Na sequência, continua Robinson: “O desequilíbrio financeiro do estado não vem de hoje. Ele é conequência de um problema estrutural que vem cresceno ao longo de década, agravado drasticamente pela crise nacional dos últimos 3 anos, que derrubou as receitas e nos deixou sem caixa para os salários. A história do RN é marcada pelo ingresso de servidores vindos de fundações e pela aprovação de planos de cargos que não se sustentam. Quando comparamos nossa folha com estados que têm orçamento semelhante, entendemos o tamanho do problema. E essa conta chegou.”

Conta que terá no funcionalismo público um de seus pagadores. Diante do discurso governamental, que não deixa margens à dúvida, se pode esperar medidas de cortes de gastos que passem necessariamente pelo sacrifício do funcionalismo.

O governador e sua assessoria de imprensa

Robinson Faria também diz em seu pronunciamento que “existe um Rio Grande do Norte que não conhece o Rio Grande do Norte”. É uma frase inteligente de efeito que quer dizer que para se saber o que o governo está fazendo se faz necessário conhecer o Estado em toda sua dimensão, enveredando por suas regiões, cidades, campos, arruados e pequenos grupamentos urbanos.

Essa afirmação governamental, contudo, também questiona o que tem sido feito por sua assessoria de imprensa, a maior do Estado, que conta com dezenas de jornalistas e que não tem sido capaz de fazer com que a parte que não conhece o Rio Grande do Norte passe a conhecê-lo.

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