O destino do rádio de pilha nos estádios de futebol

A proibição no domingo (28) da entrada de torcedores portando rádios de pilha na Arena das Dunas, em Natal, por ocasião do jogo Abc x América, visivelmente não agradou a diversos desportistas que pretendiam assistir a partida na companhia sempre agradável dos comunicadores que fazem história na transmissão que acompanha lance por lance, ouve jogadores e apresenta comentários que dizem do andamento da partida.

Com o rádio de pilha no ouvido, os olhos do torcedor ganham o sempre importante reforço da informação em tempo real do que está acontecendo dentro de campo e tem um indicativo de como as coisas vão indo para o seu time no gramado. Sem o rádio de pilha, muitos desses torcedores se sentem distentes da própria partida que estão assistindo e e deixam de receber informações em tempo real do que acontece no gramado.

 

A proibição do rádio de pilha na Arena das Dunas por ocasião dos jogos é em si algo polêmico e altamente antipático, mas se deve a um tipo de costume absurdamente nocivo que revela como um objeto útil por natureza pode ser “jogado fora” nos tempos atuais de imediatismo, modismo e apequenamento de costumes.

Por incrível que possa parecer, o rádio de pilha virou uma espécie de “pedra” que pode ser jogado por elementos que estão nas arquibancadas dentro do campo com o objetivo de ferir algum jogador ou profissional que está atuando no gramado. Rádio de pilha que pode muito bem ser jogado em jogador do time adversário, mas também do próprio time do elemento que o joga. O importante para esse tipo de elemento, que age segundo seu temperamento de momento, é ferir alguém com “a arma” do rádio de pilha.

Essa situação do uso nefasto do rádio de pilha como arma tem que ser resolvida, mas não com a simples proibição da entrada do objeto no estádio.

Por outro lado, essa proibição prejudica, para começo de conversa, inteiramente as rádios que cobrem os jogos de futebol na Arena das Dunas, principalmente as AMs. Como a Rádio Globo, por exemplo, emissora historicamente ligada às transmissões esportivas no Rio Grande do Norte, só pode ser ouvida através do rádio de pilha que tenha frequência AM ou pela internet, a proibição do objeto a prejudica de maneira total. Prejuízo que também é enfrentado pelas FMs, embora em menor escala, já que a maioria dos smartphones disponibiliza a frequência em seus aparelhos.

(Destaque no blog “Clássico Rei”- portal Foco Nordeste)

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